Resíduos plásticos e toxicologia reprodutiva: abordagens in vivo e in vitro dos aspectos reprodutivos femininos
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Data
Autores
Orientador
Scarano, Wellerson Rodrigo 

Coorientador
Pós-graduação
Biologia Geral e Aplicada - IBB
Curso de graduação
Título da Revista
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Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
A produção plástica cresce continuamente, ampliando a preocupação com seus resíduos no ambiente e na saúde humana. Os nanoplásticos (NPs), partículas derivadas da degradação do plástico, apresentam capacidade de internalização celular e de causar efeitos adversos em sistemas biológicos. Os ftalatos, aditivos plásticos amplamente utilizados, atuam como desreguladores endócrinos,
perturbando a homeostase hormonal. A exposição a contaminantes ambientais durante janelas críticas do desenvolvimento pode programar alterações duradouras na saúde reprodutiva, conforme o conceito das Origens Desenvolvimentistas da Saúde e da Doença (DOHaD). Nesse contexto, esta dissertação avaliou os efeitos da exposição a nanoplásticos de poliestireno (PS-NPs) e ftalatos, de forma isolada e combinada, sobre a função ovariana, utilizando diferentes modelos experimentais e períodos de exposição. Inicialmente, foram analisados os efeitos diretos desses contaminantes em folículos antrais de camundongos cultivados in vitro, demonstrando impacto no crescimento folicular e alterações na expressão de genes relacionados à apoptose (Casp3, Casp8 e Bcl2) e ao balanço oxidativo (Cat, Nrf2 e Gpx1), com a coexposição também afetando receptores hormonais (Esr2 e Ar). Em seguida, foram avaliados os efeitos da exposição direta e da coexposição durante o estabelecimento da reserva ovariana em ovários neonatais de camundongos in vitro. A coexposição impactou genes envolvidos na regulação do ciclo celular (Ccnd2, Cdk6 e Cdkn1c), balanço oxidativo (Cat, Gpx1 e Hmox1), sinalização estrogênica (Esr2), desenvolvimento folicular (Amh) e atividade inflamatória e lisossomal (Ccl2 e Lamp1), especialmente na dose ambientalmente relevante, sugerindo comprometimento da manutenção da reserva ovariana. Por fim, a exposição gestacional e lactacional a PS-NPs, ftalatos e suas coexposições promoveu alterações persistentes no desenvolvimento reprodutivo da prole feminina, redução dos níveis séricos de estradiol na idade adulta e reprogramação do proteoma ovariano, caracterizada por disfunção mitocondrial, remodelação do citoesqueleto, desbalanço do metabolismo energético e ativação de vias de resposta ao estresse oxidativo. Este estudo reforça a relevância da exposição a contaminantes plásticos como um fator de risco emergente para a saúde reprodutiva e destaca a importância de considerar exposições combinadas na avaliação de riscos ambientais.
Descrição
Palavras-chave
Nanoplásticos, Ftalatos, Coexposição, In vitro, In vivo, DOHaD, Ovário
Idioma
Português
Citação
SOUZA, P.V. Resíduos plásticos e toxicologia reprodutiva: abordagens in vivo e in vitro dos aspectos reprodutivos femininos. 2026. Dissertação (Mestrado em Biologia Geral e Aplicada) - Universidade Estadual Paulista (UNESP), Instituto de Biociências, Botucatu, 2026.


