Nanopartículas poliméricas mucoadesivas baseadas em polissacarídeos destinadas à liberação colônica de mesalazina e propionato de sódio para o tratamento de doenças inflamatórias intestinais
Carregando...
Data
Autores
Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Ciências Farmacêuticas - FCF
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
As doenças inflamatórias intestinais (DII), são condições crônicas caracterizadas por inflamação persistente do trato gastrointestinal. A mesalazina (MLZ) é amplamente utilizada no controle da inflamação, porém apresenta limitações, como efeitos adversos e baixa eficiência decorrente da liberação não direcionada. O propionato (PROP), um ácido graxo de cadeia curta, atua na manutenção da barreira intestinal e possui efeito anti-inflamatório, mas enfrenta problemas de distribuição e direcionamento no trato gastrointestinal. Sistemas nanoestruturados têm sido explorados para otimizar a liberação do fármaco ao sítio de ação. O tratamento das DII é desafiador e a seleção adequada dos componentes poliméricos das NPs pode gerar efeitos sinérgicos. Por outro lado, a co-encapsulação com um ácido graxo de cadeia curta, como o PROP pode potencializar o efeito da MLZ. Neste trabalho, o objetivo foi desenvolver nanopartículas poliméricas (NPs) à base de polissacarídeos modificados para administração oral de MLZ e PROP, visando liberação colônica direcionada e aumento do potencial de ação local. Inicialmente, foram obtidos sistemas contendo ácido hialurônico (AH), quitosana (QS), com e sem a presença de amido retrogradado (AR) e formados por complexação polieletrolítica. As NPs com AR apresentaram diâmetro hidrodinâmico entre 253 e 212 nm, índice de polidispersão (PdI) de 0,17 a 0,27 e potencial zeta (PZ) entre 14,8 e 18,3 mV, enquanto as nanopartículas (NPs) sem adição de AR apresentaram um tamanho médio de 303 a 233 nm, PdI entre 0,27 e 0,22 e PZ de 26 a 29 mV. As interações físico-químicas entre os componentes e a presença dos princípios ativos foram confirmadas por análises térmicas (DSC e TGA) e as interações químicas avaliadas por FTIR. A eficiência de associação (EA%) se manteve em torno de 10% para MLZ e 59% para PROP nas NPs sem AR, e com a obtenção de NPs em formato esférico. Na liberação o sistema mostrou uma melhora em relação aos compostos livres em pH colônico e gástrico. Nos ensaios biológicos in vitro, as NPs na ausência de AR apresentaram forte interação com a mucina (MUC) em condições colônicas inflamatórias ou saudáveis, mas baixa interação com MUC em condições gástricas na análise por PZ. As NPs demonstraram ainda, biocompatibilidade em linhagens celulares de Caco-2 e HT29-MTX e em macrófagos Raw 264.7 com e sem a presença de inflamação estimulada por lipopolissacarídeos, com viabilidade celular superior a 80%, além de permeabilidade moderada em modelo intestinal 3D, indicando potencial para retenção local no tecido inflamado. Ademais, as NPs com e sem MLZ e PROP, apresentaram potencial para diminuição dos níveis de espécies reativas de oxigênio (EROs) em comparação aos compostos livres. Em conjunto, os resultados demonstram que os sistemas desenvolvidos apresentam propriedades promissoras para o tratamento das DII, destacando-se pela estabilidade, capacidade de associação e biocompatibilidade in vitro configurando uma abordagem relevante para avaliar potencial da MLZ e PROP.
Descrição
Palavras-chave
Idioma
Português



