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Um elefantinho em Roma: identidade, memória e pertencimento em La mia casa è dove sono, de Igiaba Scego

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Pós-graduação

Estudos Literários - FCLAR

Curso de graduação

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Editor

Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Ao longo de duas décadas de produção literária, as obras da escritora italiana Igiaba Scego tem ganhado o mundo, tornando-se representativas de um novo movimento literário que questiona identidades hegemônicas, denuncia o apagamento colonial italiano, resgata a memória de grupos colonizados na África oriental e, graças ao seu caráter emancipador, traz ao centro do debate identidades anteriormente relegadas à periferia do mundo. A presente pesquisa analisa a obra La mia casa è dove sono (2013), verificando como a narração articula os conceitos de identidade, memória e pertencimento. Para tal, tomamos como base o trabalho de Stuart Hall (2006) a fim de compreender como o conceito de identidade se fragmenta na pós-modernidade, e como as identidades deslocadas se relacionam em nível individual e coletivo. Por meio do trabalho de Grada Kilomba (2019), estabelecemos a literatura como uma importante ferramenta de construção da identidade do sujeito, a fim de combater narrativas únicas (Adichie, 2009) e o racismo. Para combater o apagamento do passado colonial italiano (Randazzo, 2006; Fogu, 2006), Scego recorre à escrita de suas memórias, na qual as histórias que narra sobre seus familiares se intercalam à memória histórica da colonização. Articulando memórias individuais e coletivas (Halbwachs, 1990), Scego compõe uma narrativa capaz de se opor à memória oficial (Pollak, 1989), valorizando a oralidade, a identidade africana e o somali. Enquanto guia o leitor por um passeio por Roma, a narração nos revela uma cidade periférica, moldada à ótica da narradora que constrói uma ponte que liga Itália e Somália, Roma e Mogadíscio além do espaço-tempo. Monumentos e lugares se tornam memória (Nora, 1989) viva, que revela dos escombros da guerra uma Mogadíscio que ainda vive no coração da família Scego e que, ao mesmo tempo, reforça os laços entre duas nações cuja história está muito além da violência colonial

Resumo (italiano)

Lungo due decenni di produzione letteraria, le opere della scrittrice italiana Igiaba Scego hanno ottenuto un riconoscimento globale, divenendo rappresentative di un nuovo movimento letterario che mette in discussione le identità egemoniche, denuncia l'oblio coloniale italiano e recupera la memoria dei gruppi colonizzati nell'Africa orientale. Grazie al suo carattere emancipatorio, la sua opera pone al centro del dibattito identità precedentemente rilegate alla periferia del mondo. La presente ricerca analizza l'opera La mia casa è dove sono (2013), verificando come la narrazione articola i concetti di identità, memoria e appartenenza. A tal fine, ci basiamo sul lavoro di Stuart Hall (2006) per comprendere come il concetto di identità si frammenta nella postmodernità e come le identità spostate si relazionino a livello individuale e collettivo. Attraverso il contributo di Grada Kilomba (2019), stabiliamo la letteratura come uno strumento fondamentale nella costruzione dell'identità del soggetto, al fine di contrastare le "narrazioni uniche" (Adichie, 2009) e il razzismo. Per combattere la rimozione del passato coloniale italiano (Randazzo, 2006; Fogu, 2006), Scego ricorre alla scrittura delle proprie memorie, in cui le storie narrate sui suoi familiari si intrecciano alla memoria storica della colonizzazione. Articolando memorie individuali e collettive (Halbwachs, 1990), Scego compone una narrazione capace di opporsi alla memoria ufficiale (Pollak, 1989), valorizzando l'oralità, l'identità africana e la lingua somala. Mentre guida il lettore in una passeggiata per Roma, la narrazione rivela una città periferica, plasmata dall'ottica della narratrice che costruisce un ponte tra Italia e Somalia, tra Roma e Mogadiscio, oltre lo spazio-tempo. Monumenti e luoghi diventano memoria viva (lieux de mémoire) (Nora, 1989) che rivela, dalle macerie della guerra, una Mogadiscio ancora viva nel cuore della famiglia Scego e che, allo stesso tempo, rafforza i legami tra due nazioni la cui storia va ben oltre la violenza coloniale

Descrição

Idioma

Português

Citação

ANGELIS, Beatriz Sarmento De. Um elefantinho em Roma: identidade, memória e pertencimento em La mia casa è dove sono, de Igiaba Scego. 2026. 118 p. Dissertação (Mestrado em Estudos Literários) - Faculdade de Ciências e Letras, Universidade Estadual Paulista, Araraquara, 2026.

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