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Um elefantinho em Roma: identidade, memória e pertencimento em La mia casa è dove sono, de Igiaba Scego

dc.contributor.advisorMauro, Claudia Fernanda de Campos [UNESP]
dc.contributor.authorAngelis, Beatriz Sarmento De [UNESP]
dc.contributor.committeeMemberSatin, Ionara [UNESP]
dc.contributor.committeeMemberSilva, Leonardo Vianna da
dc.contributor.institutionUniversidade Estadual Paulista (UNESP)pt
dc.date.accessioned2026-07-27T13:13:33Z
dc.date.issued2026-05-29
dc.description.abstractAo longo de duas décadas de produção literária, as obras da escritora italiana Igiaba Scego tem ganhado o mundo, tornando-se representativas de um novo movimento literário que questiona identidades hegemônicas, denuncia o apagamento colonial italiano, resgata a memória de grupos colonizados na África oriental e, graças ao seu caráter emancipador, traz ao centro do debate identidades anteriormente relegadas à periferia do mundo. A presente pesquisa analisa a obra La mia casa è dove sono (2013), verificando como a narração articula os conceitos de identidade, memória e pertencimento. Para tal, tomamos como base o trabalho de Stuart Hall (2006) a fim de compreender como o conceito de identidade se fragmenta na pós-modernidade, e como as identidades deslocadas se relacionam em nível individual e coletivo. Por meio do trabalho de Grada Kilomba (2019), estabelecemos a literatura como uma importante ferramenta de construção da identidade do sujeito, a fim de combater narrativas únicas (Adichie, 2009) e o racismo. Para combater o apagamento do passado colonial italiano (Randazzo, 2006; Fogu, 2006), Scego recorre à escrita de suas memórias, na qual as histórias que narra sobre seus familiares se intercalam à memória histórica da colonização. Articulando memórias individuais e coletivas (Halbwachs, 1990), Scego compõe uma narrativa capaz de se opor à memória oficial (Pollak, 1989), valorizando a oralidade, a identidade africana e o somali. Enquanto guia o leitor por um passeio por Roma, a narração nos revela uma cidade periférica, moldada à ótica da narradora que constrói uma ponte que liga Itália e Somália, Roma e Mogadíscio além do espaço-tempo. Monumentos e lugares se tornam memória (Nora, 1989) viva, que revela dos escombros da guerra uma Mogadíscio que ainda vive no coração da família Scego e que, ao mesmo tempo, reforça os laços entre duas nações cuja história está muito além da violência colonialpt
dc.description.abstractLungo due decenni di produzione letteraria, le opere della scrittrice italiana Igiaba Scego hanno ottenuto un riconoscimento globale, divenendo rappresentative di un nuovo movimento letterario che mette in discussione le identità egemoniche, denuncia l'oblio coloniale italiano e recupera la memoria dei gruppi colonizzati nell'Africa orientale. Grazie al suo carattere emancipatorio, la sua opera pone al centro del dibattito identità precedentemente rilegate alla periferia del mondo. La presente ricerca analizza l'opera La mia casa è dove sono (2013), verificando come la narrazione articola i concetti di identità, memoria e appartenenza. A tal fine, ci basiamo sul lavoro di Stuart Hall (2006) per comprendere come il concetto di identità si frammenta nella postmodernità e come le identità spostate si relazionino a livello individuale e collettivo. Attraverso il contributo di Grada Kilomba (2019), stabiliamo la letteratura come uno strumento fondamentale nella costruzione dell'identità del soggetto, al fine di contrastare le "narrazioni uniche" (Adichie, 2009) e il razzismo. Per combattere la rimozione del passato coloniale italiano (Randazzo, 2006; Fogu, 2006), Scego ricorre alla scrittura delle proprie memorie, in cui le storie narrate sui suoi familiari si intrecciano alla memoria storica della colonizzazione. Articolando memorie individuali e collettive (Halbwachs, 1990), Scego compone una narrazione capace di opporsi alla memoria ufficiale (Pollak, 1989), valorizzando l'oralità, l'identità africana e la lingua somala. Mentre guida il lettore in una passeggiata per Roma, la narrazione rivela una città periferica, plasmata dall'ottica della narratrice che costruisce un ponte tra Italia e Somalia, tra Roma e Mogadiscio, oltre lo spazio-tempo. Monumenti e luoghi diventano memoria viva (lieux de mémoire) (Nora, 1989) che rivela, dalle macerie della guerra, una Mogadiscio ancora viva nel cuore della famiglia Scego e che, allo stesso tempo, rafforza i legami tra due nazioni la cui storia va ben oltre la violenza colonialeit
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
dc.description.sponsorshipId88887.983109/2024-00
dc.identifier.capes33004030016P0
dc.identifier.citationANGELIS, Beatriz Sarmento De. Um elefantinho em Roma: identidade, memória e pertencimento em La mia casa è dove sono, de Igiaba Scego. 2026. 118 p. Dissertação (Mestrado em Estudos Literários) - Faculdade de Ciências e Letras, Universidade Estadual Paulista, Araraquara, 2026.
dc.identifier.lattes8416929868396441
dc.identifier.orcid0009-0005-4969-6242
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/11449/328682
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Estadual Paulista (UNESP)pt
dc.rights.accessRightsAcesso abertopt
dc.subjectLiteratura italianapt
dc.subjectMemóriapt
dc.subjectIgiaba Scegopt
dc.titleUm elefantinho em Roma: identidade, memória e pertencimento em La mia casa è dove sono, de Igiaba Scegopt
dc.title.alternativeUn elefantino a Roma: identità, memoria e appartenenza in La mia casa è dove sono, di Igiaba Scegoit
dc.typeDissertação de mestradopt
dcterms.impactA presente pesquisa, ao tratar da obra La mia casa è dove sono (2010) da autora italiana Igiaba Scego, discute questões sobre migração, identidade, colonialismo e racismo. Tais temáticas são pertinentes aos direitos humanos, tanto pela discussão crítica de dispositivos de violação desses direitos, quanto pela instrumentalização da educação como política de equiparação de desigualdades históricas. Ao demonstrar como operam as políticas de exclusão, segregação e as retóricas de racismo, nosso trabalho desarticula metodologias de discriminação e abre espaço para discutirmos como combater ideologias de dominação. A educação e a literatura são direitos humanos inalienáveis, por meio dos quais é possível atuar na subjetividade de sujeitos para a emancipação, a empatia e a responsabilidade social. Em 2015 a Cúpula da Organização das Nações Unidas acordou os 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável que deveriam ser adotados pelos países signatários do acordo. Distribuídos entre as dimensões social, econômica, ambiental e institucional, os objetivos são promovidos através de políticas nacionais e atividades de cooperação internacional. Nesse contexto, uma vez que a nossa pesquisa se debruça sobre um corpus estrangeiro, promovemos a internacionalização do nosso trabalho e a leitura de outras realidades sociais, culturais e históricas, aproximando as fronteiras entre o Brasil, a Itália e a Somália. Por meio da arte de Igiaba Scego, tornamos acessíveis novas histórias sobre esses dois países estrangeiros, com o objetivo de combater estereótipos e preconceitos, de modo que esta pesquisa se articula com o ODS 10 que visa reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles e o ODS 4 que assegura a educação inclusiva e equitativa de qualidade. A pesquisa também se relaciona com o ODS 18 da igualdade étnico-racial criado pelo Brasil, demonstrando a importância da pesquisa brasileira nos estudos de italianística. Ao tratar da fortuna crítica brasileira acerca da literatura de Igiaba Scego, valorizamos a produção intelectual regional e nacional, estabelecendo pontes de acesso para o trabalho de outros pesquisadores brasileiros e instituições de ensino. Reconhecemos a importância do inventário das produções acadêmicas nacionais, e incentivamos que novos pesquisadores apreendam as nossas elaborações sobre a literatura de Igiaba Scego, como também se apropriem dos temas históricos de que tratamos, avançando as discussões nos campos dos estudos literários e educacionais.pt
dcterms.impactLa presente ricerca, trattando dell’opera La mia casa è dove sono (2010) dell'autrice italiana Igiaba Scego, approfondisce questioni relative alla migrazione, all'identità, al colonialismo e al razzismo. Tali tematiche risultano pertinenti nell'ambito dei diritti umani, sia per l’analisi critica dei dispositivi di violazione di tali diritti, sia per l’uso dell’educazione come politica volta a colmare le disuguaglianze storiche. Dimostrando come operano le politiche di esclusione, la segregazione e le retoriche del razzismo, il nostro lavoro disarticola le metodologie di discriminazione e apre uno spazio di riflessione su come contrastare le ideologie di dominazione. L'educazione e la letteratura sono diritti umani inalienabili, attraverso i quali è possibile agire sulla soggettività degli individui per promuovere l'emancipazione, l'empatia e la responsabilità sociale. Nel 2015, il Vertice delle Nazioni Unite ha approvato i 17 Obiettivi di Sviluppo Sostenibile (OSS) che dovrebbero essere adottati dai paesi firmatari dell'accordo. Suddivisi tra le dimensioni sociale, economica, ambientale e istituzionale, tali obiettivi sono promossi attraverso politiche nazionali e attività di cooperazione internazionale. In questo contesto, poiché la nostra ricerca si concentra su un corpus straniero, promuoviamo l'internazionalizzazione del nostro lavoro e la lettura di altre realtà sociali, culturali e storiche, accorciando le distanze tra Brasile, Italia e Somalia. Attraverso l'arte di Igiaba Scego, rendiamo accessibili nuove narrazioni su questi due paesi stranieri, con l'obiettivo di combattere stereotipi e pregiudizi; pertanto, questa ricerca si articola con l'OSS 10, volto a ridurre le disuguaglianze all'interno e tra i paesi, e con l'OSS 4, che garantisce un'istruzione inclusiva e di qualità. La ricerca si collega anche all’OSS 18 sull'uguaglianza etnico-razziale creato dal Brasile, dimostrando l'importanza della ricerca brasiliana negli studi di italianistica. Nel trattare la fortuna critica brasiliana relativa alla letteratura di Igiaba Scego, valorizziamo la produzione intellettuale regionale e nazionale, stabilendo ponti di accesso per il lavoro di altri ricercatori e istituzioni educative brasiliane. Riconosciamo l'importanza dell'inventario delle produzioni accademiche nazionali e incoraggiamo i nuovi ricercatori non solo ad apprendere dalle nostre elaborazioni sulla letteratura di Scego, ma anche ad appropriarsi dei temi storici trattati, facendo progredire il dibattito nei campi degli studi letterari ed educativi.it
dspace.entity.typePublication
relation.isAuthorOfPublication26d87fd7-4754-4e8b-ae64-a8ce06239cd1
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unesp.campusUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras, Araraquarapt
unesp.examinationboard.typeBanca públicapt
unesp.graduateProgramEstudos Literários - FCLARpt
unesp.knowledgeAreaTeorias e crítica da literaturapt
unesp.researchAreaTeorias e crítica da narrativapt

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