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Padrão de mobilidade de casos de hanseníase notificados em regiões do Brasil: uma abordagem epidemiológica, espacial e molecular

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Orientador

Baptista, Ida Maria Foschiani Dias

Coorientador

Pós-graduação

Doenças Tropicais - FMB

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

A hanseníase é uma doença endêmica no Brasil e fortemente associada a vulnerabilidades sociais. Ferramentas moleculares, análises epidemiológicas e geoespaciais são capazes de determinar origem geográfica de espécimes, auxiliar compreensão da disseminação da bactéria por meio do deslocamento dos hospedeiros, e elucidar a distribuição atual da doença. O presente trabalho caracterizou a endemia de hanseníase e a dispersão de subtipos de SNP em isolados de M. leprae provenientes das regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, considerando os padrões de deslocamento e composição étnica. Este estudo foi dividido em dois eixos, o eixo epidemiológico consistiu em uma caracterização epidemiológica de casos novos de hanseníase, exploração dos indicadores de vulnerabilidade social e desenvolvimento humano, e análise de deslocamento de indivíduos do município de residência ao município de notificação nos estados do Pará (PA), São Paulo (SP) e Mato Grosso (MT), nos anos de 2007 a 2024. O MT foi o estado com o maior número de casos (58.092 casos), o único com tendência crescente ao longo da série histórica, e o de maior incidência média, enquanto que o PA foi o estado com mais municípios em situação de vulnerabilidade e classificados como baixo desenvolvimento. De um total de 138.087 casos dentre os estados, 9.622 foram de indivíduos que se deslocaram em busca de diagnóstico e tratamento, a maioria deles provenientes do PA (5.886; 61,1%); a maior distância de deslocamento dentro dos estados foi encontrada no MT (161,3km), e fora dos estados, em indivíduos notificados por SP (779,9km). Os indivíduos se movimentaram em direção aos grandes centros urbanos e Centros Referenciais em Saúde. No eixo molecular, foi encontrado um perfil epidemiológico validado pela análise ecológica, no qual homens, em sua maioria pardos e de idade economicamente ativa foram afetados pelas formas mais graves da hanseníase. Também foram encontradas, em ambos os eixos, fragilidades operacionais que se manifestam na forma de detecção passiva, diagnóstico tardio e falha de seguimento de casos. A análise molecular revelou que todas as amostras subtipadas eram dos tipos 3I ou 4N, dado que se relaciona com o processo de formação populacional do Brasil em vista da colonização e posterior imigração de europeus, assim como a entrada de africanos por meio do tráfico de escravizados. A análise integrativa mostra que a diversidade genética de M. leprae reflete processos históricos e sociais, assim como a manutenção da carga da hanseníase reflete um cenário de vulnerabilidade que demanda estratégias particularizadas capazes de contemplar a diversidade populacional, territorial e socioeconômica existente no Brasil.

Descrição

Palavras-chave

Hanseníase, Epidemiologia, Visualização de Fluxo, Filogeografia, Vulnerabilidade em Saúde

Idioma

Português

Citação

BATISTA, Lavínia Cássia Ferreira. Padrão de mobilidade de casos de hanseníase notificados em regiões do Brasil: uma abordagem epidemiológica, espacial e molecular. 2025. Dissertação (Mestrado em Doenças Tropicais) - Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.

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Faculdade de Medicina
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