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Transtorno do Espectro Autista: relações entre flexibilidade cognitiva e psicológica

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Orientador

Calais, Sandra Leal

Coorientador

Pós-graduação

Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem - FC

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) envolve dificuldades na comunicação, interação social e presença de comportamentos repetitivos. Pessoas com TEA também apresentam comprometimentos na flexibilidade cognitiva, que é a capacidade de adaptar-se a diferentes contextos e perspectivas. Assim como há processos de flexibilidade cognitiva, também existem os processos de flexibilidade psicológica, objetivo de intervenção da Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), que é a habilidade de estar em contato com o momento presente e manter ou mudar o comportamento em função dos valores escolhidos. O objetivo desse trabalho foi verificar se alterações na flexibilidade psicológica poderiam produzir flexibilidade cognitiva no TEA. Trata-se de uma pesquisa de delineamento de sujeito único, cujo participante é um jovem adulto, 21 anos, trabalha e cursa graduação, pais separados, atualmente mora com a mãe, histórico de abuso, condição financeira baixa, diagnosticado com TEA sem deficiência intelectual e sem comprometimento da linguagem funcional. Os instrumentos para a coleta de dados foram o Questionário Sociodemográfico, a Escala de Avaliação de Disfunções Executivas de Barkley, a Escala de Responsividade Social e a Escala Acceptance and Action Questionnaire – II. O protocolo de intervenção em desenvolvimento de flexibilidade psicológica foi criado e aplicado no sujeito. As 12 sessões foram gravadas e transcritas e seu conteúdo foi analisado. Por fim, foram feitas duas reavaliações com os instrumentos citados (uma logo após o término do treinamento e outra após dois meses). Foi possível identificar que a flexibilidade psicológica fornece postura de abertura diante da experiência, o que facilita o uso funcional das habilidades executivas associadas à flexibilidade cognitiva. Ao reduzir a evitação experiencial e aumentar a aceitação, o indivíduo torna-se mais capaz de tolerar a ambiguidade e considerar alternativas. Da mesma forma, a melhora na flexibilidade cognitiva pode ampliar o repertório comportamental do indivíduo, permitindo que ele implemente com mais eficácia ações alinhadas a seus valores. Portanto, flexibilidade psicológica e cognitiva operam em mútua retroalimentação: ganhos em uma podem potencializar a outra.

Resumo (inglês)

Autism Spectrum Disorder (ASD) involves difficulties in communication, social interaction, and the presence of repetitive behaviors. Individuals with ASD also show impairments in cognitive flexibility, which is the ability to adapt to different contexts and perspectives. Just as there are processes of cognitive flexibility, there are also processes of psychological flexibility—the target of intervention in Acceptance and Commitment Therapy (ACT)—defined as the ability to be in contact with the present moment and to maintain or change behavior in accordance with chosen values. The aim of this study was to investigate whether changes in psychological flexibility could promote cognitive flexibility in ASD. This is a single-subject design study, in which the participant is a 21-year-old young adult, employed and enrolled in higher education, with divorced parents, currently living with his mother, with a history of abuse, low financial condition, diagnosed with ASD without intellectual disability and without impairment in functional language. The instruments used for data collection were the Sociodemographic Questionnaire, the Barkley Deficits in Executive Functioning Scale, the Social Responsiveness Scale, and the Acceptance and Action Questionnaire – II. The intervention protocol for the development of psychological flexibility was created and applied to the participant. The 12 sessions were recorded, transcribed, and their content was analyzed. Finally, two re-assessments were carried out with the instruments mentioned (one immediately after the end of training and another two months later). Results indicated that psychological flexibility provides an open stance toward experience, which facilitates the functional use of executive skills associated with cognitive flexibility. By reducing experiential avoidance and increasing acceptance, the individual becomes more capable of tolerating ambiguity and considering alternatives. Likewise, improvements in cognitive flexibility can broaden the individual’s behavioral repertoire, allowing for more effective implementation of actions aligned with personal values. Therefore, psychological and cognitive flexibility operate in mutual feedback: gains in one can enhance the other.

Descrição

Palavras-chave

Transtorno do Espectro Autista, Função executiva, Terapia de aceitação e compromisso, Psicologia clínica, Estudo de caso único, Executive function, Acceptance and commitment therapy, Single-case study

Idioma

Português

Citação

MERLIN. Renan Cuani. Transtorno do Espectro Autista: relações entre flexibilidade cognitiva e psicológica. 2025. 62 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem) – Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Bauru, 2025.

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