Ação da sinvastatina no perfil astrocitário e microglial em modelo de privação crônica de sono em ratos
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Data
Autores
Orientador
Horta-Júnior, José de Anchieta de Castro 

Coorientador
Pós-graduação
Cirurgia e Medicina Translacional (Bases Gerais da Cirurgia) - FMB
Curso de graduação
Título da Revista
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Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Resumo (inglês)
Chronic sleep deprivation compromises nervous system homeostasis, inducing behavioral changes and glial neuroinflammation, particularly in the hippocampus (HPC) and amygdala (AMY). Although statins have pleiotropic properties with neuroprotective potential, their influence on glial reactivity in this specific context remains unexplored. The objective of this study is to evaluate in rats the effect of chronic sleep deprivation and its association with simvastatin on astrocytic and microglial response. Male Wistar rats (~75 days; n=15/group) were divided into four groups: Control (GC), Sleep Deprived (GP) and Treated with Simvastatin (GPS-: 4.2 mg/kg; GPS+: 20 mg/kg). Deprivation was achieved using the modified multiple platform method (18 h/day) for 45 consecutive days, with daily oral administration of the drug. Social/aggressive interaction was assessed using the resident-intruder test (22nd day). At the end (45 days), blood was collected (n=8) for cytokine (IL-4, -5, -6, - 8, -10, TNF-α, TGF-β) dosage via ELISA, biochemical tests for cholesterol, HDL, and triglyceride dosage. Brains (n=7) were collected for GFAP and IBA1 counts, markers of astrocytes and microglia, respectively. Statistical analyses were performed using ANOVA and Tukey's post-test for parametric data, and Kruskal-Wallis followed by Dunn's test for nonparametric data. Simvastatin promoted a reduction in triglycerides and cholesterol in the animals. In the resident-intruder test, the treated animals had greater interaction with the environment than with the intruder compared to the untreated groups. In cytokine measurement, GPS+ showed a reduction in IL-5 and TGF-β compared to GC, but there was an increase in IL-8 compared to GC and GP. In the glial cell count in the dorsal HPC, both astrocytes (GFAP+) and microglia (IBA1+) were more numerous in GP than in GC, a change that was reversed in the groups treated with simvastatin. In the AMY, chronic sleep deprivation did not produce relevant glial changes, although the results indicate that CeA is more sensitive to sleep deprivation changes compared to BLA. The results highlight the potential of simvastatin to modulate glial changes, especially in the dorsal HPC. Further studies are needed to understand the cellular and molecular mechanisms involved in the interaction of statins, glial cells, and sleep deprivation.
Resumo (português)
A privação crônica de sono compromete a homeostase do sistema nervoso, induzindo alterações comportamentais e neuroinflamação glial, particularmente no hipocampo (HPC) e amígdala (AMY). Embora as estatinas apresentem propriedades pleiotrópicas com potencial neuroprotetor, sua influência sobre a reatividade glial neste contexto específico permanece inexplorada. O objetivo deste trabalho é avaliar em ratos, o efeito da privação crônica do sono e sua associação com a sinvastatina frente a resposta astrocitária e microglial. Ratos Wistar machos (~75 dias; n=15/grupo) foram distribuídos em quatro grupos: Controle (GC), Privado de Sono (GP) e Tratados com Sinvastatina (GPS-: 4,2 mg/kg; GPS+: 20 mg/kg). A privação ocorreu pelo método
de plataforma múltipla modificada (18h/dia) durante 45 dias consecutivos, com administração oral diária do fármaco. A interação social/agressiva foi avaliada pelo teste residente-intruso (22º dia). Ao final (45 dias), coletou-se sangue (n=8) para dosagem de citocinas (IL-4, -5, -6, -8, -10, TNF-α, TGF-β) via ELISA, testes bioquímicos para dosagem de colesterol, HDL e triglicérides. Os encéfalos (n=7) foram coletados para contagem de GFAP e IBA1, marcadores de astrócitos e micróglia, respectivamente. As análises estatísticas foram realizadas com ANOVA e pós-teste
de Tukey para dados paramétricos, e Kruskal-Wallis seguido pelo teste de Dunn para dados não paramétricos. A sinvastatina promoveu a redução de triglicérides e colesterol nos animais. No teste de residente-intruso, os animais tratados tiveram uma interação maior com o ambiente do que com o intruso em relação aos grupos não tratados. Na dosagem de citocinas, o GPS+ apresentou uma redução de IL-5 e TGFβ em relação ao GC, mas houve um aumento em IL-8 frente ao GC e GP. Na contagem de células gliais no HPC dorsal, tanto astrócitos (GFAP+) quanto células microgliais (IBA1+) estavam em maior número no GP em relação ao GC, alteração revertida nos grupos tratados com sinvastatina. Na AMY, a privação crônica de sono não produziu alterações gliais relevantes embora os resultados indicam que CeA é mais sensível as alterações da privação de sono comparado a BLA. Os resultados destacam o potencial da sinvastatina em modular as alterações gliais, principalmente no HPC dorsal. Estudos complementares são necessários para compreender os mecanismos celulares e moleculares envolvidos na interação das estatinas, das células gliais e da privação de sono.
Descrição
Palavras-chave
Células gliais, Hipocampo, Amígdala, Sinvastatina, Privação de sono, Neuroglia
Idioma
Português
Citação
DIAS, Higor Hernany. Ação da sinvastatina no perfil astrocitário e microglial em modelo de privação crônica de sono em ratos. 2026. Dissertação (Mestrado em Cirurgia e Medicina Translacional) - Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.


