Conformidade de classificação de risco absoluto por Serviço de Atendimento Móvel de Urgência: estudo transversal
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Data
Autores
Orientador
Bocchi, Silvia Cristina Mangini 

Coorientador
Altino, Rita de Cássia
Pós-graduação
Enfermagem - FMB
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Resumo (português)
Introdução: Pode-se considerar escassas as pesquisas que tenham explorado o índice de conformidade (IC) de classificação das urgências de prioridade absoluta (nível 1 - vermelho), presumida por médicos reguladores de Central de Regulação de Urgência (CRU), por via telefônica. Objetivo: Avaliar o IC de classificação das urgências de prioridade absoluta (nível 1 - vermelho) presumida por médico regulador, por meio de informação telefônica do paciente/solicitante, comparada à análise dos registros dos atendimentos da equipe intervencionista, perante às condições de saúde do paciente no momento do atendimento. Método: Pesquisa observacional transversal retrospectiva, realizada no município de Bauru, estado de São Paulo, Brasil, com dados secundários de 1.300 Fichas de Atendimento Pré-hospitalares do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), especificamente das classificadas como prioridade absoluta (nível 1 - vermelho), preenchidas pelas equipes intervencionistas do serviço, de 01 de janeiro a 31 de dezembro de 2023 e que atendiam aos critérios de inclusão, das 1.516 avaliadas. Resultados: O IC geral é de 67,1%, contudo esse índice apresenta variabilidade quando a associação estatística é significativa com as variáveis de exposição faixa etária e natureza da chamada. Ademais, com outras variáveis, como aquelas decorrentes dos sinais e sintomas, avaliados pela equipe em indivíduos com: hemorragias, rebaixamento de nível de consciência, sinais e sintomas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), assim como para mulheres que se encontram em trabalho de parto. Essa associação, também perdura para variáveis, relativas às intervenções registradas pela equipe intervencionista na ficha de atendimento pré hospitalar, como para aquelas relativas aos procedimentos realizados com o indivíduo no cenário do atendimento, com a(s): vias aéreas superiores; administração de fármacos sedativos; manobras de RCP; realizações de curativos e ou imobilizações; somente remoção do indivíduo do local do atendimento sem outras intervenções. viii Nessas associações estatisticamente significativas, especificamente, para a faixa etária observa-se IC mais elevados para às faixas etárias de 11 a 20 anos (100,0%), de 0 a 10 anos (70,8%) e de 21 a 59 anos (68,2%), assim como a variável de exposição natureza das chamadas, enquanto os atendimentos categorizados como gineco-obstétricos apresentam IC de 94,1%, causas-externas (70,1%) e pediátricos (68,1%). Contudo menor (63,8%) para os idosos (≥ 60 anos). Este IC ainda pode ser menor (61,1%), quando se analisa a faixa etária como variável de desfecho associada à variável de exposição conformidade. Trata-se de faixa etária onde prevalece naturezas de atendimento com IC menores que o geral, como os psiquiátricos (IC=66,7%) e os clínicos (IC=64,4%). Conclusões: O índice geral para classificação das urgências de prioridade absoluta (nível 1 - vermelho), alcançado por médico da CRU foi de 67,1% comparada à análise dos registros dos atendimentos da equipe intervencionista, perante às condições de saúde do paciente no cenário de atendimento. Contudo, esse índice apresentou variabilidade entre 61,1% a 100,0% para as faixas etárias, influenciado pelo IC conferido à natureza do atendimento prevalente para cada faixa etária, assim calculadas: clínica (IC=64,4%), psiquiátrica (66,7%), pediátrica (68,0%), por causas externas (70,1%) e gineco-obstétrica (94,1%). Recomenda-se a realização de pesquisas futuras, com dados prospectivos, a fim de desenvolver ferramentas para a identificação de idosos em risco, durante as triagens de chamados pelo CRU, assim como para verificar se a Gradação de Conformidade (GC) empregada para a discussão dos resultados deste estudo é a mais apropriada para avaliar os desempenhos dos ICs da CRU.
Resumo (inglês)
Introduction: Research exploring the compliance index (CI) for classifying absolute priority emergencies (level 1 - red) as assumed by emergency physicians at the Emergency Regulation Center (CRU) via telephone is scarce. Objective: To evaluate the CI for classifying absolute priority emergencies (level 1 - red) as assumed by a regulatory physician, based on telephone information from the patient/requestor, compared to the analysis of the interventional team’s care records, considering the patient’s health conditions at the time of care. Method: Retrospective cross-sectional observational study conducted in the city of Bauru, São Paulo state, Brazil, using secondary data from 1,300 Pre-hospital Care Forms from the Mobile Emergency Care Service (SAMU). These forms were specifically those classified as Level 1 - absolute priority (red), completed by the service’s intervention teams from January 1 to December 31, 2023, and met the inclusion criteria out of 1,516 evaluated. Results: The overall CI is 67.1%; however, this index shows variability when there is a significant statistical association with the exposure variables age group and nature of the call. Additionally, associations were observed with other variables, such as signs and symptoms assessed by the team in cases involving hemorrhage, decreased level of consciousness, signs and symptoms of stroke (CVA), acute myocardial infarction (AMI), and women in labor. This association also persists for variables related to interventions recorded by the interventional team in the prehospital care form, such as procedures performed with the individual in the care setting, including: upper airway management; administration of sedative drugs; CPR maneuvers; dressings and/or immobilizations; and simply removing the individual from the care site without other interventions. In these statistically ignificant associations, particularly for the age group, higher CIs are observed for ages 11 to 20 years (100.0%), 0 to 10 years (70.8%), and 21 to 59 years (68.2%). Regarding the nature of the call, care categorized as gynecological-obstetric has a CI of 94.1%, external causes 70.1%, and pediatric cases 68.1%. The CI is lower (63.8%) for the elderly (≥ 60 years). When analyzing age x group as an outcome variable associated with the exposure variable "compliance," the CI may be even lower (61.1%). This age group tends to have types of care with lower CIs than the overall rate, such as psychiatric (CI=66.7%) and clinical (CI=64.4%). Conclusions: The overall rate for classifying absolute priority emergencies (level 1 - red) by a CRU physician was 67.1%, based on the analysis of the interventional team’s care records and considering the patient’s health conditions at the time of care. However, this rate varied between 61.1% and 100.0% across different age groups, influenced by the CI assigned to the predominant type of care in each group—clinical (CI=64.4%), psychiatric (66.7%), pediatric (68.0%), external causes (70.1%), and gynecological-obstetric (94.1%). It is recommended that future research be carried out, with prospective data, in order to develop tools for identifying elderly people at risk during the screening of calls by the CRU, as well as to verify whether the Gradation of Conformity (GC) used to discuss the results of this study is the most appropriate to evaluate the performance of the CRU CIs.
Descrição
Palavras-chave
Serviços médicos de emergência, Triagem, Operador de emergência médica, Medição de Risco, Linhas Diretas
Idioma
Português
Citação
ANTUNES, Patrícia Iolanda. Conformidade de classificação de risco absoluto por Serviço de Atendimento Móvel de Urgência: estudo transversal. 2025. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2025.


