Logo do repositório

Evidências da participação das auxinas na promoção do crescimento radicular pelo Al3+ em Camellia sinensis, espécie acumuladora de Al3+

Carregando...
Imagem de Miniatura

Orientador

Carvalho, Brenda Mistral de Oliveira

Coorientador

Habermann, Gustavo

Pós-graduação

Curso de graduação

Rio Claro - IB - Ciências Biológicas

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

O alumínio (Al) é tóxico para a maioria das plantas, sobretudo em solos ácidos, inibindo o crescimento radicular e a absorção de água e nutrientes. Além dos danos mecânicos ao sistema radicular, o Al desregula os hormônios auxinas (Aux) e etileno, inibindo a divisão e o alongamento celular nas raízes. Por outro lado, algumas espécies toleram o Al exsudando ácidos orgânicos pelas raízes, que impedem sua absorção. Outras o toleram internamente, acumulando-o sem que este cause sintomas de toxicidade. Curiosamente, o Al é considerado benéfico para o crescimento radicular de algumas espécies acumuladoras, como Camellia sinensis (Theaceae), popularmente conhecida como planta do “chá”. Nesta espécie, a ausência de Al resulta na inibição do crescimento radicular e necrose, possivelmente devido ao desbalanço nas Aux. Nesse sentido, é esperado que esta espécie, em presença de Al, porém exposta à inibidores da ação ou do transporte de Aux, responda com menor crescimento radicular, em comparação a plantas expostas ao Al, mas sem inibidores. Para testar esta hipótese, plantas expostas a 500 μM Al e não expostas ao Al, foram expostas, semanalmente, ao inibidor de transporte de Aux, ácido nafitalâmico (NPA) e ao inibidor da ação das Aux, ácido P-clorofenoxi isobutírico (PCIB). Os outros grupos de plantas não foram expostos aos inibidores, totalizando seis tratamentos: (1) 0 μM Al; (2) 500 μM Al; (3) 0 μM Al + NPA; (4) 500 μM Al + NPA; (5) 0 μM Al + PCIB; (6) 500 μM Al + PCIB. Foram medidos o crescimento radicular, altura, número de folhas e diâmetro do caule, aos 0, 7, 15, 30, 45, 75 e 90 dias, além da biomassa dos órgãos, o conteúdo relativo de água, área foliar (0 e 90 dias) e concentração de Al nos órgãos (90 dias). Plantas expostas ao Al, mas sem os inibidores, apresentaram maior crescimento e biomassa radicular, em comparação a todos os outros tratamentos. Dessa forma, confirma-se que o Al, na concentração de 500 μM, exerce um papel positivo e essencial no desenvolvimento radicular de Camellia sinensis, provavelmente devido à manutenção de níveis adequados de Aux

Resumo (inglês)

Aluminum (Al) is toxic to most plants, especially in acidic soils, inhibiting root growth and water and nutrient uptake. In addition to mechanical damage to the root system, Al disrupts the hormones auxin (Aux) and ethylene, inhibiting cell division and elongation in roots. On the other hand, some species tolerate Al by exuding organic acids through their roots, which prevent its uptake. Others tolerate it internally, accumulating it without causing symptoms of toxicity. Interestingly, Al is considered beneficial for root growth in some accumulating species, such as Camellia sinensis (Theaceae), popularly known as tea plant. In this species, the absence of Al results in root growth inhibition and necrosis, possibly due to an imbalance in Aux. Therefore, it is expected that this species, in the presence of Al but exposed to inhibitors of Aux action or transport, would respond with reduced root growth, compared to plants exposed to Al but without inhibitors. To test this hypothesis, plants exposed to 500 μM Al and not exposed to Al were exposed weekly to the Aux transport inhibitor, naphythalamic acid (NPA), and to the Aux action inhibitor, P-chlorophenoxyisobutyric acid (PCIB). The other groups of plants were not exposed to the inhibitors, totaling six treatments: (1) 0 μM Al; (2) 500 μM Al; (3) 0 μM Al + NPA; (4) 500 μM Al + NPA; (5) 0 μM Al + PCIB; (6) 500 μM Al + PCIB. Root growth, height, leaf number, and stem diameter were measured at 0, 7, 15, 30, 45, 75, and 90 days, in addition to organ biomass, relative water content, leaf area (0 and 90 days), and organ Al concentration (90 days). Plants exposed to Al but without inhibitors showed greater growth and root biomass compared to all other treatments. Thus, it is confirmed that Al, at a concentration of 500 μM, plays a positive and essential role in the root development of Camellia sinensis, likely due to the maintenance of adequate levels of Aux

Descrição

Palavras-chave

Tolerância ao Al, Fitohormônios, Dependência de Al, Ácido indol-acético, Aluminum, Tolerance, Auxin, Inhibitors

Idioma

Português

Citação

GOMES, Florence Costa. Evidências da participação das auxinas na promoção do crescimento radicular pelo Al3+ em Camellia sinensis, espécie acumuladora de Al3+ .Orientadora: Carvalho, Brenda Mistral de Oliveira. 2025. 32f. TCC (Graduação)- Curso de Ciências Biológicas, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", Rio Claro, 2025

Itens relacionados

Unidades

Departamentos

Cursos de graduação

Programas de pós-graduação