Parasitos de caranguejos como sentinelas e bioacumuladores de metais em manguezais da Baixada Santista, Estado de São Paulo, Brasil
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Data
Autores
Supervisor
Pinheiro, Marcelo Antonio Amaro 

Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Relatório de pós-doc
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Os ecossistemas de manguezal são fundamentais para a manutenção da estrutura e funcionamento dos ambientes costeiros, além de prestarem importantes serviços ecossistêmicos. No Brasil, a Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS) compreende um dos ambientes marinhos de maior degradação ambiental. Neste sentido, o presente projeto avaliou o estado de conservação dos manguezais da RMBS com base na abundância e composição das comunidades de parasitos em espécies de caranguejos chama-marés, bem como comparou a bioacumulação de metais entre parasitos e caranguejos coletados em áreas de manguezal de São Vicente e Itanhaém. Foram coletados e avaliados cerca de 600 caranguejos, pertencentes à espécie de chama-marés Minuca mordax, em duas áreas (RB, Rio Branco; e RP, Rio Preto) nos manguezais de Itanhaém. Em São Vicente, as coletas de caranguejos chama- marés se concentraram nos rios Piaçabuçu e Mariana, onde as prevalências foram muito baixas (P < 1%) e não permitiram a comparação com as áreas de Itanhaém. Desse total de 600 indivíduos, 433 eram machos e 167 eram fêmeas, porém não houve diferença significativa nos níveis de infecções entre os sexos (LRT = 3,55; p = 0,653). Nós encontramos uma maior prevalência e intensidade parasitária nos caranguejos coletados no Rio Branco (RB = 22,8% > RP = 18%; LRT = 15,4; p = 0,003). As amostras congeladas de músculos e de parasitos foram submetidas a liofilização e, posteriormente, as amostras liofilizadas foram digeridas com HNO3 usando um sistema de digestão por micro-ondas. Todas as amostras foram submetidas ao ICP-MS, para determinar as concentrações de As, Cu, Zn, Cd e Pb. Após realizarmos alguns testes, detectamos uma alteração substancial no material de referência (Oyster tissue) que estava sendo usado, sendo necessário adquirir novos CRMs (DORM-4 ou DOLT-5). No entanto, os custos para a aquisição desses CRMs e dos insumos (i.e., gás argônio para o ICP-MS) eram elevados, inviabilizando a repetição das análises de metais nos tecidos e parasitos. Apesar do exposto, os resultados de prevalência e intensidade indicaram que os parasitos de caranguejos podem refletir o estado de conservação dos ambientes, bem como auxiliar estudos ecotoxicológicos futuros em regiões estuarinas da Baixada Santista. Uma nova avaliação dos metais, conforme estava prevista, será efetuada tão logo consigamos recursos financeiros para que novas análises possam ser efetuadas.
Descrição
Palavras-chave
Caranguejo, Crustáceos, Helminto, Indicadores biológicos, Poluição marinha, Ecologia dos manguezais
Idioma
Português
Citação
Wunderlich, Alison Carlos. Parasitos de caranguejos como sentinelas e bioacumuladores de metais em manguezais da Baixada Santista, Estado de São Paulo, Brasil. 2025. Relatório (Pós-Doutorado) - Instituto de Biociências do Campus do Litoral Paulista, Universidade Estadual Paulista, São Vicente, 2025.
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Financiadores
Pró-Reitoria de Pesquisa (PROPe UNESP)


