Monocultura e agrofloresta: análise das diferenças microclimáticas associadas aos tipos de cultivo
Carregando...
Data
Autores
Orientador
Fante, Karime Pechutti 

Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Rio Claro - IGCE - Geografia
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
A dinâmica climática alterada por ações antrópicas, como o desmatamento e poluição, tem gerado consequências em diversos setores da economia e da sociedade como: as escassezes e alto volume de chuvas; aumento das temperaturas globais; ampliação na frequência de eventos climatológicos e meteorológicos extremos. Seus efeitos são sentidos na agricultura, setor dependente de fatores climáticos e nas cidades. Em Piracicaba/SP, local que possui grandes áreas destinadas à monocultura canavieira, observa-se que algumas propriedades buscam romper com esse movimento, através da implementação de agroflorestas, uma forma de resistência à monocultura, ao mesmo tempo que auxilia na manutenção do microclima local. Tendo em vista a importância do estudo do microclima nestes espaços, esta pesquisa teve como objetivo realizar uma análise comparativa entre os microclimas gerados a partir de práticas de agrofloresta e monocultura, levando em consideração os índices higrométricos e térmicos medidos em campo em áreas com diferentes usos do solo (Sistema agroflorestal e monocultura canavieira), em períodos de inverno e verão do ano de 2025; a criação de mapas para diferenciação espacial dos usos e ocupações do solo, através de ferramentas geoespaciais, e a análise de séries históricas temporais climatológicas desde o ano de 1990 até 2020. Os resultados evidenciam diferenças microclimáticas entre a monocultura canavieira e os sistemas agroflorestais. A monocultura apresentou temperaturas médias mais elevadas, com diferenças recorrentes de até 1,5 °C, atingindo valores máximos superiores a 2 °C em episódios específicos, especialmente entre os dias 11 e 13 de julho e 26 e 28 de julho, além de maior amplitude térmica diária. Quanto à umidade relativa do ar, observaram-se valores sistematicamente inferiores na monocultura, com reduções médias em torno de 10% e desvios máximos de 10 a 12% registrados nos períodos mais secos, notadamente entre 1 e 3 de agosto. Em contraste, os sistemas agroflorestais apresentaram maior estabilidade térmica, com menores amplitudes (1 °C), e valores de umidade relativa cerca de 6% superiores, destacando-se o SAF de 6 anos. Estes resultados evidenciam a importância da pluriatividade rural em associação a maior variedade vegetal em ambientes rurais, bem como elucidam os efeitos do manejo e da cobertura vegetal sobre o microclima local, especialmente em momentos da eminente mudança climática.
Resumo (inglês)
The climatic dynamics altered by anthropogenic actions, such as deforestation and pollution, have generated consequences across various sectors of the economy and society, including periods of water scarcity and high rainfall volumes, an increase in global temperatures, and a greater frequency of extreme climatological and meteorological events. Their effects are felt in agriculture, a sector highly dependent on climatic factors, as well as in urban areas. In Piracicaba, São Paulo, a region characterized by extensive areas dedicated to sugarcane monoculture, some properties seek to break away from this pattern through the implementation of agroforestry systems, a form of resistance to monoculture that simultaneously contributes to the maintenance of the local microclimate. Given the importance of studying microclimates in these spaces, this research aimed to conduct a comparative analysis between the microclimates generated by agroforestry and monoculture practices, considering hygrometric and thermal indices measured in the field in areas with different land uses (agroforestry systems and sugarcane monoculture) during the winter and summer periods of 2025; the production of maps for the spatial differentiation of land use and occupation through geospatial tools; and the analysis of historical climatological time series from 1990 to 2020. The results reveal microclimatic differences between sugarcane monoculture and agroforestry systems. Monoculture areas exhibited higher average temperatures, with recurrent differences of up to 1.5 °C and maximum values exceeding 2 °C during specific episodes, particularly between July 11–13 and July 26–28, in addition to a greater daily thermal amplitude. Regarding relative air humidity, systematically lower values were observed in monoculture areas, with average reductions of approximately 10% and maximum deviations ranging from 10% to 12% during drier periods, notably between August 1–3. In contrast, agroforestry systems showed greater thermal stability, with lower temperature amplitudes (1 °C) and relative humidity values approximately 6% higher, especially in the six-year-old agroforestry system. These results highlight the importance of rural pluriactivity associated with greater plant diversity in rural environments, as well as elucidating the effects of land management and vegetation cover on the local microclimate, particularly in the context of imminent climate change.
Descrição
Palavras-chave
Agrofloresta, Microclima, Monocultura canavieira, Análise comparativa, Piracicaba (SP), Agroforestry, Microclimate, Sugarcane monoculture, Comparative analysis
Idioma
Português


