Vivências reais na pele é coisa que a gente não pede: reflexões sobre racismo e memórias infantis
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Data
Autores
Orientador
Maia, Diego Corrêa 

Coorientador
Pós-graduação
Geografia - IGCE
Curso de graduação
Título da Revista
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Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Fundamentado na Geografia da Infância, que reconhece as crianças como agentes sociais ativos na produção e transformação dos espaços, este estudo investiga como as vivências espaciais na infância negra são constituídas por processos de racialização, tomando o espaço escolar como eixo central de análise. A pesquisa emprega uma abordagem qualitativa que integra Grupos Focais com adultos negros sobre suas memórias escolares, a construção de Mapas Vivenciais como técnica de rememoração espacial, além de um levantamento bibliográfico abrangendo estudos sobre racismo, educação e Geografias da Infância. Mediante esta abordagem metodológica integrada, busca-se compreender as memórias e narrativas espaciais de adultos que vivenciaram a infância como crianças negras, com três objetivos interrelacionados: (1) compreender os processos de construção identitária racializada na infância; (2) investigar as manifestações de racismo em espaços educacionais por meio da rememoração; e (3) compreender os impactos duradouros dessas vivências na vida adulta. Assim, ao revelar a complexidade dessas trajetórias, o estudo busca contribuir para o avanço teórico-metodológico da Geografia da Infância, oferecendo novas perspectivas sobre a relação entre infância negra, formação identitária e espaço escolar, bem como para a discussão sobre práticas educacionais que confrontem as dinâmicas do racismo.
Resumo (inglês)
Grounded in the Geography of Childhood, which recognizes children as active social agents in the production and transformation of spaces, this study investigates how spatial experiences in Black childhood are shaped by processes of racialization, centered on the school environment as a primary axis of analysis. The research employs a qualitative approach that integrates Focus Groups with Black adults regarding their school memories, the construction of Experiential Maps as a technique for spatial recollection, and a comprehensive literature review covering studies on racism, education, and Geographies of Childhood. Through this integrated methodological framework, the study seeks to understand the spatial memories and narratives of adults who experienced childhood as Black children, pursuing three interrelated objectives: (1) To understand the processes of racialized identity construction in childhood; (2) To investigate the manifestations of racism in educational spaces through recollection; (3) To comprehend the long-lasting impacts of these experiences in adulthood. By revealing the complexity of these trajectories, the study aims to contribute to the theoretical and methodological advancement of the Geography of Childhood. It offers new perspectives on the relationship between Black childhood, identity formation, and school space, while furthering the discussion on educational practices that confront the dynamics of racism.
Descrição
Palavras-chave
Geografia da infância, Espaço escolar, Identidade negra, Rememoração, Geography of childhood, School space, Black identity, Memory
Idioma
Português


