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Percepções atitudinais de crianças com gagueira em contextos familiares e educacionais

dc.contributor.advisorOliveira, Cristiane Moço Canhetti de [UNESP]
dc.contributor.authorStopa, Sarah Pereira Alonso [UNESP]
dc.contributor.committeeMemberOliveira, Cristiane Moço Canhetti de [UNESP]
dc.contributor.committeeMemberCapellini, Simone Aparecida [UNESP]
dc.contributor.committeeMemberBritto, Denise Brandão de Oliveira e
dc.contributor.committeeMemberMaximino, Luciana Paula
dc.contributor.institutionUniversidade Estadual Paulista (Unesp)pt
dc.date.accessioned2026-04-24T14:45:00Z
dc.date.issued2026-03-31
dc.description.abstractObjetivo: Investigar a percepção da criança que gagueja a respeito das atitudes familiares e educacionais frente à gagueira. Método: Trata-se de um estudo exploratório inicial, de abordagem quali-quantitativa. Participaram 53 crianças com gagueira do desenvolvimento, de ambos os sexos, com idades entre 5 e 9 anos e 11 meses. Os critérios de inclusão foram: queixa de gagueira por parte dos familiares; diagnóstico de gagueira do desenvolvimento confirmado por fonoaudióloga especialista; persistência das manifestações por no mínimo 12 meses e presença de, no mínimo, 3% de disfluências típicas da gagueira na fala espontânea. A coleta de dados foi realizada por meio de um protocolo de autopercepção elaborado para este estudo, intitulado PPAC-G – Protocolo de Percepções Atitudinais da Criança com Gagueira, composto por perguntas estruturadas e semiabertas, formuladas de maneira lúdica, com linguagem acessível e apoio de recursos visuais. As respostas fechadas foram analisadas por meio de estatística descritiva e testes inferenciais (Qui-quadrado e teste t de Student). As respostas abertas foram submetidas à análise de conteúdo por categorização temática. Resultados: Os resultados indicaram que a maioria das crianças percebe atitudes familiares predominantemente acolhedoras e de incentivo frente à gagueira, com maior frequência de relatos de apoio, paciência e compreensão. Entretanto, uma parcela das crianças relatou a presença de comportamentos diretivos, como correções e pedidos para modificar a fala, percebidos como geradores de pressão comunicativa. A análise qualitativa revelou que, mesmo em contextos de apoio, algumas crianças associam determinadas atitudes familiares a sentimento de insegurança, frustração e ansiedade. No contexto educacional, destacaram-se relatos de maior nervosismo diante de situações comunicativas, sugerindo que as demandas interacionais e a maior exposição verbal no ambiente escolar podem intensificar a autopercepção da fala e a experiência da gagueira. Conclusão: As crianças que gaguejam demonstram capacidade de perceber e interpretar atitudes familiares frente à sua fala, identificando tanto comportamentos facilitadores quanto geradores de tensão comunicativa. Embora a família tenha sido majoritariamente percebida como acolhedora, o ambiente escolar emergiu como contexto de maior vulnerabilidade comunicativa, com relatos de maior nervosismo ao falar. Os achados reforçam a importância de intervenções fonoaudiológicas que valorizem a perspectiva infantil e orientem famílias e escolas para práticas comunicativas mais sensíveis.pt
dc.description.abstractObjective: To investigate the perception of children who stutter regarding family and educational attitudes about stuttering.Method: This is an initial exploratory study with a mixed-methods approach. Fifty-three children with developmental stuttering of both sexes, aged 4 to 9 years and 11 months, participated in the study. Inclusion criteria were: family-reported complaint of stuttering; diagnosis of developmental stuttering confirmed by a speech-language pathologist specializing in fluency disorders; persistence of symptoms for at least 12 months; and the presence of at least 3% stuttering-like disfluencies in spontaneous speech. Data were collected using a self-perception protocol developed for this study, entitled PPAC-S – Child Attitudinal Perception Protocol for Stuttering, composed of structured and semi-open questions designed in a playful format, with accessible language and visual support. Closed-ended responses were analyzed using descriptive statistics and inferential tests (Chi-square and Student’s t-test). Open-ended responses were examined through content analysis with thematic categorization.Results: The findings indicated that most children perceived family attitudes as predominantly supportive and encouraging toward stuttering, with frequent reports of support, patience, and understanding. However, some children reported directive behaviors, such as corrections and requests to modify their speech, which were perceived as generating communicative pressure. Qualitative analysis revealed that even within supportive contexts, some children associated certain family attitudes with feelings of insecurity, frustration, and anxiety. In the educational context, reports of greater nervousness during communicative situations were highlighted, suggesting that interactive demands and increased verbal exposure at school may intensify speech self-perception and the experience of stuttering.Conclusion: Children who stutter demonstrate the ability to perceive and interpret family attitudes toward their speech, identifying both facilitating behaviors and those perceived as generating communicative tension. Although the family was predominantly perceived as supportive, the school environment emerged as a context of greater communicative vulnerability, with reports of increased nervousness when speaking. These findings reinforce the importance of speech-language interventions that value the child’s perspective and guide families and schools toward more sensitive communicative practices.en
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)pt
dc.description.sponsorshipIdCAPES: 88887.699133/2022-00
dc.identifier.capes33004110045P7
dc.identifier.citationSTOPA, Sarah Pereira Alonso. Percepções atitudinais de crianças com gagueira em contextos familiares e educacionais. 2026. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde e Comunicação Humana) - Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Marília, 2026.pt
dc.identifier.lattes1735414900718457
dc.identifier.orcid0000-0002-1594-304X
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/11449/322534
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.rights.accessRightsAcesso abertopt
dc.subjectGagueirapt
dc.subjectCriançaspt
dc.subjectFamíliapt
dc.subjectPercepçãopt
dc.subjectDistúrbios da fala nas criançaspt
dc.subjectTranstorno de fluência com ínicio na infânciapt
dc.subjectStutteringen
dc.subjectChilden
dc.subjectFamilyen
dc.subjectPerceptionen
dc.subjectChildhood-onset fluency disorderen
dc.titlePercepções atitudinais de crianças com gagueira em contextos familiares e educacionaispt
dc.title.alternativeAttitudinal perceptions of children who stutter in family and educational contextsen
dc.typeTese de doutoradopt
dcterms.impactEspera-se que este estudo contribua para a compreensão da gagueira na infância, especialmente quanto à percepção das crianças sobre as atitudes familiares. Ao valorizar a perspectiva infantil, evidencia aspectos da experiência comunicativa pouco explorados em estudos baseados apenas nos relatos de cuidadores. Os achados podem auxiliar fonoaudiólogos na condução de intervenções mais sensíveis e centradas na criança, além de subsidiar decisões clínicas e estratégias de orientação familiar alinhadas às necessidades emocionais e comunicativas infantis. Do ponto de vista teórico, reforça uma abordagem biopsicossocial da gagueira. No âmbito clínico, pode favorecer práticas que promovam segurança emocional, participação comunicativa e interações familiares mais acolhedoras. Assim, apresenta potencial para gerar implicações teóricas e clínicas relevantes e subsidiar estudos futuros.pt
dcterms.impactThis study is expected to contribute to the understanding of childhood stuttering, particularly regarding children’s perceptions of family attitudes toward their speech. By valuing the child’s perspective, it highlights aspects of the communicative experience that are often underexplored in studies based solely on caregivers’ reports.The findings may assist speech-language pathologists in conducting more sensitive, evidence-based, and child-centered interventions, as well as support clinical decision-making and family guidance strategies aligned with children’s emotional and communicative needs.From a theoretical perspective, the study reinforces a biopsychosocial approach to stuttering. Clinically, it may contribute to practices that promote emotional security, communicative participation, and more supportive family interactions.Thus, the study has the potential to generate relevant theoretical and clinical implications and to support future research.en
dspace.entity.typePublication
relation.isGradProgramOfPublicationff837332-d3e7-4806-b3f6-caaba6829dd3
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unesp.campusUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Filosofia e Ciências, Maríliapt
unesp.embargoOnlinept
unesp.examinationboard.typeBanca públicapt
unesp.graduateProgramCiências da Saúde e Comunicação Humana - FFCpt
unesp.knowledgeAreaOutrapt
unesp.researchAreaEstudo da fluência da fala e seus distúrbiospt

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