Interação do sabiá Turdus leucomelas com presas crípticas e conspícuas: comportamento inato em indivíduos rurais e urbanos?
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Data
Autores
Orientador
Ferreira, Marco Aurélio Pizo 

Coorientador
Batisteli, Augusto Florisvaldo 

Pós-graduação
Curso de graduação
Rio Claro - IB - Ciências Biológicas
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Os ambientes rurais e urbanos diferem em diversos aspectos com consequências para características relacionadas ao comportamento e personalidade de diversos grupos de animais. No entanto, pouco se sabe o quanto dessa diferenciação comportamental entre as populações rurais e urbanas é adquirida ou herdada, e como essas diferenças podem afetar comportamentos complexos, como o reconhecimento de padrões conspícuos em potenciais presas. Com isso em mente, este trabalho teve como propósito avaliar se existe uma diferença na predisposição de interagir com presas artificiais conspícuas entre sabiás-barrancos (Turdus leucomelas) oriundos de ambientes rurais e urbanos e criados em condições de cativeiro controladas desde a fase de ninhegos. Trinta sabiás-barranco foram capturados entre o seu 6° e 7° dia de vida em cidades do interior do Estado de São Paulo e criados à mão como parte de outro projeto de pesquisa, sendo 18 da zona urbana e 12 da zona rural. Para este estudo, foram produzidas presas artificiais crípticas na coloração esverdeada ou marrom e presas conspícuas com cores amarelo e preto, avaliando assim se determinados indivíduos de sabiás serão mais propensos a atacar uma presa conspícua do que outros. As hipóteses testadas devem responder se 1) há diferença no tempo de interação e do número de bicadas dos sabiás com as presas crípticas e conspícuas, indicando que os mesmos reagem de forma inata, 2) as reações aos padrões de coloração são consistentes a nível individual, ou seja, estão relacionadas à personalidade dos mesmos e 3) os sabiás oriundos de áreas urbanas são mais propensos a bicar a presa artificial conspícua, indicando uma personalidade mais audaciosa em relação aos sabiás da zona rural. Conclui-se que os indivíduos analisados apresentam padrões individuais do comportamento de forrageio, mas sem diferenças inatas entre os provenientes de zona rurais e urbanas, além de não demonstrarem discriminação da coloração conspícua. Dessa forma, as hipóteses não foram corroboradas, porém é observado uma diferença sexual na intensidade de interação com as presas artificiais, na qual as fêmeas apresentam maior insistência em relação aos machos, um ramo ainda a ser aprofundado
Resumo (inglês)
Rural and urban environments differ in several aspects, with consequences for behavioral traits and personality in various animal groups. However, little is known about how much of this behavioral differentiation between rural and urban populations is acquired or inherited, and how these differences may affect complex behaviors, such as the recognition of conspicuous patterns in potential prey. With this in mind, the purpose of this study was to evaluate whether there is a difference in the predisposition to interact with conspicuous artificial prey between rufous-bellied thrushes (Turdus leucomelas) from rural and urban environments, reared in controlled captive conditions from the nestling stage. Thirty thrushes were captured between the 6th and 7th day of life in towns in the interior of São Paulo State and hand-reared as part of another research project, with 18 individuals originating from urban areas and 12 from rural areas. For this study, artificial prey were produced: cryptic prey in green or brown coloration, and conspicuous prey in yellow and black. This design allowed us to assess whether certain individuals were more likely to attack conspicuous prey than others. The hypotheses tested were: (1) whether there is a difference in interaction time and number of pecks at cryptic versus conspicuous prey, indicating an innate response; (2) whether reactions to color patterns are consistent at the individual level, i.e., related to personality; and (3) whether thrushes from urban areas are more likely to peck conspicuous artificial prey, suggesting bolder personalities compared to rural thrushes. We conclude that the individuals analyzed displayed consistent individual patterns of foraging behavior, but no innate differences were found between those from rural and urban origins, nor did they show discrimination against conspicuous coloration. Thus, the hypotheses were not supported; however, a sex-related difference was observed in the intensity of interactions with artificial prey, with females showing greater persistence than males, a topic that warrants further investigation.
Descrição
Palavras-chave
Turdus leucomelas, Animais Comportamento, Coloração
Idioma
Português


