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Avaliação do telemonitoramento durante a pandemia de Covid-19 no controle da frequência de exacerbações agudas de pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

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Orientador

Tanni, Suzana Erico

Coorientador

Castan, Renata Ferrari

Pós-graduação

Fisiopatologia em Clínica Médica - FMB

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Tese de doutorado

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição prevalente, cujas exacerbações agudas impactam severamente a qualidade de vida e o sistema de saúde. Este estudo retrospectivo avaliou a associação do telemonitoramento na ocorrência de exacerbações em 241 pacientes com DPOC durante a pandemia de COVID-19, acompanhados no Hospital das Clínicas de Botucatu. A intervenção consistiu em chamadas telefônicas e videoconferências intermitentes por um ano, alocando os pacientes em Grupo Intervenção (n=203) e Controle (n=38). Na análise comparativa entre pacientes que exacerbaram (n=84) e não exacerbaram (n=132), o sexo feminino (66,1% vs 33,9%, p=0,002), a idade (70,0±10,7 vs 70,3±8,9 anos, p=0,038), a carga tabágica (56,4±28,9 vs 64,1±41,8 anos-maço, p=0,006) e o tabagismo ativo (45,5% vs 54,5%, p<0,001) foram significativos. A regressão logística demonstrou que o telemonitoramento não modificou a razão de chances para exacerbações (OR=0,937; IC95%: 0,426-2,059; p=0,871). Conclui-se que o telemonitoramento foi uma ferramenta viável e segura para a continuidade do cuidado remoto. Contudo, não reduziu as exacerbações, possivelmente devido à baixa complexidade do protocolo intermitente e ao cenário pandêmico, onde o isolamento social e as medidas protetivas reduziram drasticamente a circulação viral e a exposição a gatilhos externos, mascarando potenciais benefícios da intervenção.

Resumo (inglês)

Chronic Obstructive Pulmonary Disease (COPD) is a prevalent condition where acute exacerbations severely impact quality of life and healthcare systems. This retrospective study evaluated the association of telemonitoring with the occurrence of exacerbations in 241 COPD patients during the COVID-19 pandemic at the Hospital das Clínicas de Botucatu. The intervention consisted of intermittent telephone calls and videoconferences for one year, allocating patients into an Intervention Group (n=203) and a Control Group (n=38). In the comparative analysis between patients who exacerbated (n=84) and those who did not (n=132), female sex (66.1% vs. 33.9%, p=0.002), age (70.0±10.7 vs. 70.3±8.9 years, p=0.038), smoking history (56.4±28.9 vs. 64.1±41.8 pack-years, p=0.006), and active smoking (45.5% vs. 54.5%, p<0.001) were significant. Logistic regression showed that telemonitoring did not modify the odds ratio for exacerbations (OR=0.937; 95% CI: 0.426-2.059; p=0.871). It is concluded that telemonitoring was a viable and safe tool for remote care continuity. However, it did not reduce exacerbations, possibly due to the low complexity of the intermittent protocol and the pandemic context, where social isolation and protective measures drastically reduced viral circulation and exposure to external triggers, masking potential intervention benefits.

Descrição

Palavras-chave

DPOC, Telemedicina, Telemonitoramento, Exacerbações, COVID-19

Idioma

Português

Citação

DAINESI, Marcelo Alvares. Avaliação do telemonitoramento durante a pandemia de Covid-19 no controle da frequência de exacerbações agudas de pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Orientadora: Suzana Erico Tanni. 2026. Tese (Doutorado em Fisiopatologia em Clínica Médica) - Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.

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