Publicação:
Moeda e tecnologia: uma análise a partir da Teoria Cartalista da Moeda

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Data

2021-03-31

Orientador

Strachman, Eduardo

Coorientador

Pós-graduação

Economia - FCLAR

Curso de graduação

Título da Revista

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Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Os avanços tecnológicos iniciados nos anos 1970 tiveram importantes impactos para o sistema financeiro. Desde então, construiu-se um emaranhado entre finanças, tecnologia e telecomunicações que sustenta toda a operação dos sistemas financeiros modernos. Neste contexto de inovação tecnológica, as formas eletrônicas de moeda surgiram e recolocaram a relação entre moeda e crédito no centro do debate econômico. Essa associação entre moeda e tecnologia compõe o objeto de estudo deste trabalho. A Teoria Cartalista da Moeda, ao postular a natureza creditícia da moeda e o papel do Estado na configuração do sistema monetário, oferece um importante arcabouço teórico para analisar tal associação. Os meios de pagamento, sejam eletrônicos ou tradicionais, funcionam de forma análoga e servem para operar um sistema de transferências de crédito e liquidação de transações. Em termos teóricos, portanto, a partir da perspectiva cartalista, as tecnologias eletrônicas da moeda em nada se distinguem das formas tradicionais. Em termos operacionais, no entanto, cada tipo de moeda tem algumas características específicas que fazem com que, a depender de certos fatores, certa forma seja mais adequada a outra na realização de determinadas transações. Frente a isso, é importante que o rol de meios de pagamento seja diversificado, visto que cada meio de pagamento tem sua função, papel e importância. O surgimento das novas tecnologias da moeda está inserido em dois grandes momentos de inovação: o primeiro está relacionado ao surgimento dos cartões magnéticos de pagamento, dos caixas-eletrônicos, ao aumento da capacidade e agilidade computacional para o processamento de transações, e outros; o segundo, ao surgimento dos bancos móveis, padrões monetários digitais, e ao uso dos smartphones como meio de pagamento. Apesar da praticidade e segurança associada aos meios eletrônicos, os ganhos oriundos das inovações foram essencialmente práticos e/ou operacionais, visto que a tecnologia reforça, mas não altera, a natureza creditícia da moeda.

Resumo (inglês)

The technological advances initiated in the 1970s had important impacts on the financial system. Since then, a tangle of finance, technology and telecommunications has been built that sustains the entire operation of the modern financial systems. In this context of technological innovation, electronic forms of money have emerged and put the relationship between money and credit back at the center of the economic debate. This association between currency and technology is the object of study in this work. The Chartalist Theory of Money, by postulating the credit nature of money and the role of the State in the configuration of the monetary system, offers an important theoretical framework for analyzing such association. The means of payment, whether electronic or traditional, work in a similar way and are used to operate a system of credit transfers and transactions settlement. In theoretical terms, therefore, following the chartalist approach, electronic technologies of money are not different from traditional forms at all. In operational terms, however, each type of money has some specific characteristics that, depending on certain factors, makes one form more suitable to another in certain transactions. In view of this, it is important that the list of means of payment be diversified, since each means of payment has its function, role and importance. The emergence of new currency technologies is inserted in two major moments of innovation: the first is related to the creation of magnetic payment cards, ATM machines, the increase in computational capacity and agility for processing transactions, and others; the second, the emergence of mobile banks, digital monetary standards, and the use of smartphones as a means of payment. Despite the practicality and security associated with electronic means, the gains from innovations were essentially practical and/or operational, since technology reinforces, but does not alter, the credit nature of the money

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Português

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