Morbimortalidade pela Síndrome respiratória aguda grave durante a Covid-19: impacto da raça-cor no interior de São Paulo
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Data
Autores
Orientador
Lima, Maria Cristina Pereira 

Coorientador
Pós-graduação
Saúde Coletiva - FMB
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Tese de doutorado
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Resumo (português)
Introdução: A ocorrência da Covid-19, ao mesmo tempo em que exigiu uma rápida organização dos sistemas de saúde nos diferentes países, também expôs desigualdades no acesso a melhores condições de saúde. Objetivo: analisar se raça/cor foi um fator preditor de acesso a internação em UTI ou óbito de pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em 2020-2021. Método: Trata-se de um estudo transversal, realizado em Botucatu-SP, a partir de dados do sistema de Vigilância de Gripe (SIVEP-Gripe). Foram extraídos dados e identificados os sujeitos que evoluíram para síndrome respiratória aguda grave. Na análise, a ocorrência de óbito e de internação em UTI foram considerados desfechos e as variáveis sociodemográficas, comorbidades e vacinação, explanatórias. Foram incluídos sujeitos com 18 anos ou mais. As análises bivariadas foram submetidas à Regressão Logística, com inclusão das variáveis uma a uma no modelo (Forward). Permaneceram nos modelos finais as variáveis com valores de p≤0,05. Resultados: Nas 2.790 notificações, houve 27,8% óbitos e 19,9% internações em UTI. Na análise multivariada: Obesidade e SRAG por SARS-Cov-2 associaram-se a ambos desfechos. Após ajuste para presença de comorbidades e vacinação, ter cor preta ou parda manteve-se associado a maior chance de internação em UTI, mas não a óbito. Este, associou-se apenas à idade e comorbidades. Conclusão: Chama a atenção que raça/cor tenha se associado a maior chance de internação em UTI. Se por um lado pode ser um marcador de maior gravidade, por outro pode revelar que o fluxo de internação em UTI tenha sobrepujado desigualdades de cor.
Resumo (inglês)
Introduction: The occurrence of Covid-19, while requiring rapid organization of health systems in different countries, also exposed inequalities in access to better health conditions. Objective: to analyze whether race/color was a predictor of access to ICU admission or death of patients with Severe Acute Respiratory Syndrome (SARS), in 2020-2021. Method: This is a cross-sectional study, carried out in Botucatu-SP, based on data from the Influenza Surveillance system (SIVEP-Gripe). Data were extracted and subjects who developed severe acute respiratory syndrome were identified. In the analysis, the occurrence of death and ICU admission were considered outcomes and the sociodemographic variables, comorbidities and vaccination were considered explanatory. Subjects aged 18 years or older were included. The bivariate analyses were subjected to Logistic Regression, with the inclusion of variables one by one in the model (Forward). Variables with p-values ≤0.05 remained in the final models. Results: In the 2,790 notifications, there were 27.8% deaths and 19.9% ICU admissions. In multivariate analysis: Obesity and SARS-CoV-2 SARS were associated with both outcomes. After adjusting for the presence of comorbidities and vaccination, being black or brown remained associated with a greater chance of ICU admission, but not with death. This was only associated with age and comorbidities. Conclusion: It is noteworthy that race/color was associated with a greater chance of ICU admission. While on the one hand it may be a marker of greater severity, on the other it may reveal that the flow of ICU admissions has overcome color inequalities.
Descrição
Palavras-chave
Covid-19, Morbidade, Mortalidade, Síndrome respiratória aguda grave, Determinantes sociais da saúde
Idioma
Português
Citação
SANTOS, CMP. Morbimortalidade pela Síndrome respiratória aguda grave durante a Covid-19: impacto da raça-cor no interior de São Paulo. 2025. Orientadora: Maria Cristina Pereira Lima. 2025. Tese (Doutorado em Saúde Coletiva) - Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Medicina, Botucatu, 2025.

