Publicação:
Análise da prevalência de incontinência urinária e distopia genital nas unidades de saúde da família de um município do interior de São Paulo: estudo transversal

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Data

2024-02-23

Orientador

Poloni, Priscila Ferreira

Coorientador

Pós-graduação

Programa de Residência em Saúde da Família da Faculdade de Medicina - FMB

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de residência

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

Introdução: As disfunções do assoalho pélvico causam um grande impacto na qualidade de vida das mulheres, assim como no sistema de saúde, dentre tais disfunções duas se destacam, as incontinências urinárias e as distopias genitais, apresentando alta prevalência, principalmente no sexo feminino, atingindo 35% de prevalência em mulheres ainda em idade produtiva. Considerando os impactos na vida dessas mulheres com comprometimento das atividades de vida diárias, tanto na esfera pessoal, como social e profissional e ainda influência no estado emocional e psicológico da mulher, se faz necessário um massivo trabalho do sistema de saúde para evitar seu agravo. A atenção primária é a porta de acesso da população à rede de atenção à saúde, e por seu caráter de promoção de saúde, prevenção, reabilitação, vigilância em saúde e coordenadora de redes, as unidades de saúde da família desempenham um papel crucial no monitoramento das prevalências. Objetivo: Por esta razão este estudo foi conduzido no município de Botucatu, interior de São Paulo, com objetivo de analisar a prevalência de incontinência urinária e distopia genital nas unidades de saúde da família do município. Metodologia: Estudo de prevalência transversal epidemiológico, descritivo quantitativo que envolveu coleta de dados por meio do Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), que é a plataforma nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) para atenção primária à saúde, com o intuito de quantificar o número de casos de incontinência urinária e distopia genital identificados no período de junho de 2022 a junho 2023, e realizar por meio de fluxograma a reprodução do desenho da linha de cuidado oferecida às mulheres no município quando identificado tais doenças. Resultado: Obtido dados referentes ao número de usuários do sexo biológico feminino com 20 anos ou mais cadastradas nas unidades saúde da família do município e realizou-se triagem das doenças lançadas no sistema selecionando as pertinentes a esse trabalho, obtendo novecentos e um lançamentos sendo 85,69% de incontinência urinária 85,69% do total e 14,31% de distopias genitais. As análises demonstraram uma prevalência de 4%, 4,02 a cada 100 mulheres. Discussão: Deve-se considerar limitações metodológicas referentes à análise ter sido realizada com o número absoluto de mulheres e não as que foram atendidas na unidade no período, assim como a subnotificação da doença por inconsistências nos lançamentos, não diagnóstico e ainda baixa procura ao sistema de saúde por parte das mulheres. É de suma importância a atuação da unidade de saúde da família como promotora e reabilitadora da saúde tanto quanto de vigilância em saúde dessas disfunções para que seja possível o direcionamento de políticas de saúde, com intuito de detecção precoce e implementação de estratégias para intervenção adequadas que podem prevenir complicações futuras e melhorar a qualidade de vida das mulheres afetadas. Se faz necessário um olhar mais atento dos profissionais de saúde viabilizando que seja proporcionado a essas usuárias atendimento humanizado e resolutivo, com foco no acolhimento e direcionamento dessas queixas. A equipe multiprofissional, atuante nas unidades de saúde da família, permite a realização de tratamento adequado, assim como capacitação dos profissionais para manejo adequado das disfunções. Conclusão: Espera-se que esse trabalho contribua para o conhecimento destas doenças e elaboração de estratégias para oferecer tratamento adequado e minimizar os impactos da doença. Com a mudança do perfil demográfico e epidemiológico da população faz-se necessário um olhar mais atento a esta questão de saúde. Assim como a capacitação dos profissionais da atenção primária e presença mais próxima da equipe multiprofissional nas unidades.

Resumo (inglês)

Introduction: Pelvic floor dysfunctions have a major impact on women's quality of life, as well as on the health system. Among these dysfunctions, two stand out: urinary incontinence and genital dystopia, which are highly prevalent, especially in women, reaching a prevalence of 35% in women of working age. Considering the impact on these women's lives, with impairment of their activities of daily living, both in the personal, social and professional spheres, as well as the influence on their emotional and psychological state, a massive effort by the health system is needed to prevent its worsening. Primary care is the population's gateway to the health care network, and because of their role in health promotion, prevention, rehabilitation, health surveillance and network coordination, family health units play a crucial role in monitoring prevalence. Objective: For this reason, this study was conducted in the municipality of Botucatu, in the interior of São Paulo, with the aim of analyzing the prevalence of urinary incontinence and genital dystopia in the municipality's family health units. Methodology: This is a cross-sectional epidemiological, descriptive quantitative prevalence study that involved data collection through the Electronic Citizen Record (PEC), which is the national platform of the Unified Health System (SUS) for primary health care, with the aim of quantifying the number of cases of urinary incontinence and genital dystopia identified in the period from June 2022 to June 2023, and using a flowchart to reproduce the design of the line of care offered to women in the municipality when these diseases are identified. Results: Data was obtained on the number of female aged 20 or over registered with the municipality's family health units and the diseases entered in the system were screened, selecting those relevant to this study, obtaining nine hundred and one entries, 85.69% of which were urinary incontinence and 14.31% genital dystopia. The analysis showed a prevalence of 4%, 4.02 per 100 women. Discussion: Methodological limitations should be taken into account, such as the fact that the analysis was carried out using the absolute number of women and not those who were seen at the unit during the period, as well as the underreporting of the disease due to inconsistencies in the entries, non-diagnosis and even low demand for the health system on the part of the women. It is of the utmost importance for the family health unit to act as a health promoter and rehabilitator, as well as a health watchdog for these dysfunctions, so that health policies can be directed towards early detection and the implementation of appropriate intervention strategies that can prevent future complications and improve the quality of life of the women affected. It is necessary for health professionals to take a closer look, making it possible to provide these users with humanized and resolutive care, with a focus on welcoming and addressing these complaints. The multi-professional team working in family health units enables appropriate treatment to be carried out, as well as training professionals in the proper management of dysfunctions. Conclusion: It is hoped that this study will contribute to knowledge of these diseases and the development of strategies to offer appropriate treatment and minimize the impact of the disease. With the changing demographic and epidemiological profile of the population, it is necessary to take a closer look at this health issue. As well as the training of primary care professionals and the closer presence of the multi-professional team in the units.

Descrição

Idioma

Português

Como citar

LEITE, Francyelle de Souza. Análise da prevalência de incontinência urinária e distopia genital nas unidades de saúde da família de um município do interior de São Paulo. Orientador(a): Priscila Ferreira Poloni. 2024. Trabalho de Conclusão de Residência (Saúde da Família) - Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista (Unesp), Botucatu, 2024.

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