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Toxicidade de Imidacloprido e Propiconazol em Macrobrachium acanthurus (Caridea:Palaemonidae): Bioensaios Agudos, Crônicos e Biomarcadores

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Orientador

Giovana Bertini

Coorientador

Ana Letícia Madeira Sanches

Pós-graduação

Ciências Biológicas (Zoologia) - IBB

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

A contaminação de ecossistemas aquáticos por agrotóxicos e outros compostos é uma realidade que não pode ser ignorada. O Vale do Ribeira é um importante polo de bananicultura do estado de São Paulo, tornando essenciais os estudos que explorem os efeitos dos agrotóxicos na biota aquática. Macrobrachium acanthurus, escolhido como organismo-teste, é uma espécie nativa amplamente distribuída e muito abundante no rio Ribeira de Iguape, com papel ecológico relevante, especialmente na ciclagem de nutrientes, o que o torna um modelo adequado para estudos ecotoxicológicos. Dessa forma, o presente estudo teve como principal objetivo investigar a toxicidade do fungicida Tilt® (i.a Propiconazol) e do inseticida Provado® (i.a. Imidacloprido) em M. acanthurus, bem como analisar biomarcadores bioquímicos de neurotoxicidade, biotransformação e estresse oxidativo em concentrações subletais dos agrotóxicos. Para isso, foram conduzidos bioensaios de exposição aguda (96h) e crônica (14 dias) com cinco diferentes concentrações de cada agrotóxico e grupo controle, utilizando 5 animais por réplica. A mobilidade, número de ecdises e sobrevivência foram monitorados diariamente. Os dados permitiram o cálculo das concentrações letais medianas (CL50) e de efeito (CE50). Para a análise de biomarcadores, utilizou-se o hepatopâncreas de camarões do bioensaio crônico. A CL50 (96h) para imidacloprido foi de 2,85 mg L-1 e para o propiconazol foi de 11,06 mg L-1. As curvas de sobrevivência de M. acanthurus expostos a 96h aos agrotóxicos evidenciaram alta mortalidade nas maiores concentrações. Os bioensaios de toxicidade crônica indicaram valores estimados de CE50 em 0,79 mg L⁻¹ para propiconazol e de 0,60 mg L⁻¹ para imidacloprido. Os camarões apresentaram redução na mobilidade para ambos os agrotóxicos, mesmo em concentrações menores. Observou-se que houve um aumento significativo no número de ecdises com o aumento da concentração de imidacloprido. A análise dos biomarcadores evidenciou que concentrações subletais dos agrotóxicos são capazes de prejudicar o comportamento e respostas fisiológicas dos camarões. Os resultados destacam os riscos ecológicos decorrentes da exposição a agrotóxicos evidenciando a toxicidade aguda e seus efeitos subletais em M. acanthurus e ressaltam a necessidade de mais estudos que investiguem as ações de xenobióticos em crustáceos decápodes, grupo ainda pouco explorado na ecotoxicologia aquática.

Resumo (português)

The contamination of aquatic ecosystems by pesticides and other compounds is an undeniable reality. The Vale do Ribeira is a major banana-producing region in the state of São Paulo, making it essential to study the effects of pesticides on aquatic biota. Macrobrachium acanthurus, selected as the test organism, is a native species widely distributed and highly abundant in the Ribeira de Iguape River, with a significant ecological role, especially in nutrient cycling, making it an appropriate model for ecotoxicological studies. This study aimed to investigate the toxicity of the fungicide Tilt® (a.i. Propiconazole) and the insecticide Provado® (a.i. Imidacloprid) in M. acanthurus. Acute (96h) and chronic (14 days) exposure bioassays were conducted using five different concentrations of each pesticide and a control group, with five animals per replicate in both tests. Mobility, number of molts (ecdyses), and survival were monitored daily. Data allowed the calculation of median lethal concentrations (LC50) and effect concentrations (EC50). For biomarker analysis, hepatopancreas samples were collected from shrimps in the chronic bioassay. The 96h LC50 was 2.85 mg L⁻¹ for imidacloprid and 11.06 mg L⁻¹ for propiconazole. Survival curves showed high mortality at the highest pesticide concentrations. Chronic toxicity bioassays estimated EC50 values of 0.79 mg L⁻¹ for propiconazole and 0.60 mg L⁻¹ for imidacloprid. Shrimp exhibited reduced mobility even at lower concentrations. A significant increase in the number of molts was observed with increasing imidacloprid concentration. Biomarker analyses demonstrated that sublethal pesticide concentrations impair shrimp behavior and physiological responses. These findings highlight the ecological risks associated with pesticide exposure, evidencing both acute toxicity and sublethal effects in M. acanthurus, and emphasize the need for further research investigating xenobiotic effects on decapod crustaceans, a group still poorly represented in aquatic ecotoxicology literature

Descrição

Palavras-chave

Ecotoxicologia, Biomarcadores, Toxicidade Aguda, Toxicidade Crônica, Camarão de água doce, LC50, Biomarkers, Biotransformation, Oxidative stress, Freshwater prawn

Idioma

Português

Citação

GOMES, Maria Rosa Roque Santana. Toxicidade de imidacloprido e propiconazol em Macrobrachium acanthurus (Caridea: Palaemonidae: bioensaios agudos, crônicos e biomarcadores. 2025. 70p. Dissertação (Mestrado em Ciências Biológicas - Zoologia) – Instituto de Biociências de Botucatu, Universidade Estadual Paulista(UNESP), Botucatu, 2025.

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