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Autoeficácia no estágio curricular supervisionado em atividade motora adaptada: um olhar na formação discente num cenário brasileiro pós COVID-19

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Orientador

Venditti Júnior, Rubens

Coorientador

Vieira, Diana Margarida Pinheiro de Aguiar

Pós-graduação

Desenvolvimento Humano e Tecnologias - IB

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Tese de doutorado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

A satisfação com as experiências acadêmicas tem sido alvo de estudos de diferentes áreas do conhecimento, e no campo da Educação Física a autoeficácia é definida como o julgamento ou crença que um indivíduo tem sobre a própria capacidade de realizar alguma tarefa específica, sendo investigada em diferentes contextos, como por exemplo, no Estágio Curricular Supervisionado. O objetivo do estudo foi analisar os níveis da autoeficácia de discentes que estão atualmente no curso de bacharelado em Educação Física, a partir da tradução e adaptação da Self-efficacy scale for physical education teacher education major toward children with disabilities (SE-PETE-D). Trata-se de uma Escala de autoeficácia para formação de professores de Educação Física para crianças com deficiência, e pretendeu-se adaptá-la para o contexto brasileiro e propor estratégias para a disciplina de estágio no atendimento à pessoas com deficiência. Adotou-se a metodologia quantitativa do tipo descritiva. Participaram da amostra 45 discentes do curso de Educação Física Bacharelado, que já cursaram ou estão cursando a disciplina de estágio no atendimento às pessoas com deficiência. Para coleta de dados foi utilizado a Self-efficacy scale for physical education teacher education major toward children with disabilities (Block et al., 2013). A tradução foi realizada pelo método sistemático e um segundo instrumento, o Inventário de Qualidade do Estágio (Gamboa, 2011), foi utilizado para analisar o suporte social dos supervisores de estágio. Para verificar o nível de autoeficácia foi utilizada a estatística descritiva, com médias e desvio-padrão das escalas utilizadas e dos resultados dos participantes da pesquisa. Além disso, foi utilizada a análise de cluster hierárquicos para buscar associações entre as variáveis mais significantes para a amostra. A maioria dos discentes era do sexo masculino (59,57%), seguidos pelas respondentes do sexo feminino (31,91%), e houve um pequeno percentual de respondentes identificados como não-binários (2,13%) ou que preferiram não responder a esta questão (2,13%). Quanto ao total de horas realizadas no estágio de atendimento às pessoas com deficiência, as que se destacaram foi: até 20 horas (33,33%), de 21 a 40 horas (37,78%) acima de 41 horas até 60 horas (15,56%). Referente aos locais em que realizaram estágio, as categorias que mais se destacaram foram instituições que atendem pessoas com deficiência (44,44%), academias (40%) e projetos de extensão (20%). Sobre os níveis de autoeficácia, nota-se que o maior índice na deficiência física (M = 3,87) e visual (M = 3,78) e o menor índice nas deficiências intelectuais (M = 3,38) e no transtorno do espectro autista (M = 3,53), demonstrando que os discentes apresentam dificuldade e não se sentem tão capazes em incluir pessoas com deficiência intelectual e autistas. Por fim, ao fazer a associação entre os índices gerais dos discentes e suas variáveis, encontrou-se diferença significativa na percepção da autoeficácia em questão do tipo de deficiência a ser trabalhada, podendo ser interpretado como reflexo das complexidades inerentes ao atendimento a esse público. Assim, os achados da pesquisa reforçam a necessidade de equilibrar, na formação inicial, oportunidades de prática e reflexão que contemplem todas as deficiências.

Resumo (inglês)

Satisfaction with academic experiences has been the focus of studies in various fields of knowledge, and in the field of Physical Education, self-efficacy is defined as the judgment or belief an individual has regarding their own ability to perform a specific task. It has been investigated in different contexts, such as in the Supervised Internship. The objective of this study was to analyze the levels of self-efficacy among undergraduate students currently enrolled in the Bachelor’s Degree in Physical Education program, based on the translation and adaptation of the Self-efficacy scale for physical education teacher education major toward children with disabilities (SE-PETE-D). This is a self-efficacy scale for the preparation of Physical Education teachers to work with children with disabilities, and the aim was to adapt it to the Brazilian context and to propose strategies for the internship course in the care of people with disabilities. A descriptive quantitative methodology was adopted. The sample consisted of 45 undergraduate students in the Bachelor’s Degree in Physical Education program who had already taken or were currently enrolled in the internship course focused on serving people with disabilities. Data collection used the Self-efficacy scale for physical education teacher education major toward children with disabilities (Block et al., 2013). The translation was carried out using a systematic method, and a second instrument, the Internship Quality Inventory (Gamboa, 2011), was used to analyze the social support provided by internship supervisors. To verify the level of self-efficacy, descriptive statistics were employed, using the means and standard deviations of the scales and participants’ results. In addition, hierarchical cluster analysis was used to identify associations between the most significant variables for the sample. Most participants were male (59.57%), followed by female respondents (31.91%), with a small percentage identifying as non-binary (2.13%) or preferring not to answer (2.13%). Regarding the total number of internship hours completed in the care of people with disabilities, the following categories stood out: up to 20 hours (33.33%), 21 to 40 hours (37.78%), and above 41 up to 60 hours (15.56%). Concerning the places where the internships were carried out, the most prominent categories were institutions serving people with disabilities (44.44%), fitness centers (40%), and outreach or extension projects (20%). As for the levels of self-efficacy, the highest indices were observed for physical (M = 3.87) and visual disabilities (M = 3.78), while the lowest indices appeared for intellectual disabilities (M = 3.38) and autism spectrum disorder (M = 3.53). This indicates that students experience greater difficulty and feel less capable of including individuals with intellectual disabilities and autism. Finally, when associating the students’ overall self-efficacy indices with their variables, a significant difference was found in self-efficacy perception depending on the type of disability addressed. This can be interpreted as a reflection of the inherent complexities of working with this population. Thus, the study’s findings highlight the need to balance, in initial teacher education, opportunities for practice and reflection that encompass all types of disabilities.

Resumo (espanhol)

La satisfacción con las experiencias académicas ha sido objeto de estudio en diferentes áreas del conocimiento, y en el campo de la Educación Física, la autoeficacia se define como el juicio o creencia que un individuo tiene sobre su propia capacidad para realizar una tarea específica, siendo investigada en diversos contextos, como por ejemplo, en la Práctica Curricular Supervisada. El objetivo del estudio fue analizar los niveles de autoeficacia de los estudiantes que cursan actualmente el grado en Educación Física, a partir de la traducción y adaptación de la Self-efficacy scale for physical education teacher education major toward children with disabilities (SE-PETE-D). Se trata de una Escala de autoeficacia para la formación de profesores de Educación Física que trabajan con niños con discapacidad, y se pretendió adaptarla al contexto brasileño y proponer estrategias para la asignatura de práctica en la atención a personas con discapacidad. Se adoptó una metodología cuantitativa de tipo descriptiva. Participaron en la muestra 45 estudiantes del curso de Educación Física (Grado), que ya cursaron o se encontraban cursando la asignatura de práctica en la atención a personas con discapacidad. Para la recolección de datos se utilizó la Self-efficacy scale for physical education teacher education major toward children with disabilities (Block et al., 2013). La traducción se realizó mediante un método sistemático, y un segundo instrumento, el Inventario de Calidad de la Práctica (Gamboa, 2011), fue utilizado para analizar el apoyo social de los supervisores de práctica. Para verificar el nivel de autoeficacia se empleó la estadística descriptiva, con medias y desviaciones estándar de las escalas utilizadas y de los resultados de los participantes en la investigación. Además, se utilizó el análisis de clúster jerárquico para buscar asociaciones entre las variables más significativas de la muestra. La mayoría de los estudiantes eran del sexo masculino (59,57%), seguidos por las respondientes del sexo femenino (31,91%), y hubo un pequeño porcentaje de participantes identificados como no binarios (2,13%) o que prefirieron no responder a esta cuestión (2,13%). En cuanto al total de horas realizadas en la práctica de atención a personas con discapacidad, los grupos que se destacaron fueron: hasta 20 horas (33,33%), de 21 a 40 horas (37,78%) y más de 41 hasta 60 horas (15,56%). Respecto a los lugares donde realizaron la práctica, las categorías más representativas fueron instituciones que atienden a personas con discapacidad (44,44%), gimnasios (40%) y proyectos de extensión (20%). En cuanto a los niveles de autoeficacia, se observa un mayor índice en la discapacidad física (M = 3,87) y visual (M = 3,78), y un menor índice en las discapacidades intelectuales (M = 3,38) y en el trastorno del espectro autista (M = 3,53), lo que demuestra que los estudiantes presentan dificultades y no se sienten tan capaces de incluir a personas con discapacidad intelectual y con autismo. Por último, al establecer la asociación entre los índices generales de los estudiantes y sus variables, se encontró una diferencia significativa en la percepción de la autoeficacia en función del tipo de discapacidad a trabajar, lo que puede interpretarse como un reflejo de las complejidades inherentes a la atención de este público. Así, los hallazgos de la investigación refuerzan la necesidad de equilibrar, en la formación inicial, oportunidades de práctica y reflexión que contemplen todas las discapacidades.

Descrição

Palavras-chave

Estudo e ensino (Estágio), Educação física para pessoas com deficiência, Autoeficácia, Study and teaching (Internship), Physical education for people with disabilities, Self-efficacy, Estudio y docencia (prácticas), Educación física para personas con discapacidad

Idioma

Português

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