Logo do repositório

Caracterização da microbiota vaginal em mulheres com lesões precursoras cervicais de alto grau submetidas à exérese em comparação com mulheres sem lesões e HPV não detectado

Carregando...
Imagem de Miniatura

Orientador

Bidinotto, Lucas Tadeu

Coorientador

Da Silva, Márcia Guimarães

Pós-graduação

Patologia - FMB

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

O câncer do colo do útero (CCU) permanece como uma das principais causas de mortalidade entre mulheres em todo o mundo, especialmente em países de baixa e média renda, onde o acesso à vacinação e aos programas de rastreamento ainda são limitados. A infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV) de alto risco, particularmente pelo genótipo 16, é reconhecida como o principal fator etiológico do CCU. Nesse cenário, a microbiota vaginal tem sido apontada como um fator modulador relevante da infecção e persistência do HPV, influenciando o risco de desenvolvimento de lesões cervicais precursoras. Em condições de eubiose, observa-se a predominância do gênero Lactobacillus, responsável pela produção de ácido láctico, manutenção do pH vaginal ácido e proteção do epitélio cervical. Por outro lado, a disbiose vaginal, caracterizada pela perda dessa dominância e pelo aumento da diversidade microbiana, com prevalência de bactérias anaeróbias está associada à inflamação crônica, maior suscetibilidade à infecção pelo HPV e à persistência viral. A classificação da microbiota vaginal em Community State Types (CSTs) consolidou o estudo dessas comunidades bacterianas. O objetivo desta dissertação foi comparar o perfil da microbiota vaginal de mulheres com lesões cervicais precursoras de alto grau, no momento do tratamento excisional, com o de mulheres sem lesões cervicais submetidas ao exame preventivo, atendidas no Hospital do Câncer do Barretos. Durante o exame especular, foram coletadas amostras de conteúdo vaginal para análise microbiológica por coloração de Gram, visando à classificação em eubiose ou disbiose, e para análise molecular da microbiota por meio do sequenciamento da região V3–V4 do gene 16S rRNA, com posterior determinação dos perfis em CSTs. Foram incluídas 59 participantes, sendo 37 mulheres com lesão cervical de alto grau e HPV detectado e 22 mulheres controle, sem lesão e com HPV não detectado. Observou-se elevada frequência de disbiose vaginal em ambos os grupos, sem diferença estatisticamente significativa entre os perfis de CSTs. Esses achados reforçam a relevância da microbiota vaginal no contexto da infecção pelo HPV e indicam a necessidade de estudos futuros com maior aprofundamento na análise de táxons bacterianos específicos.

Resumo (inglês)

Cervical cancer (CC) remains one of the leading causes of mortality among women worldwide, particularly in low- and middle-income countries, where access to vaccination and screening programs is still limited. Persistent infection with high-risk human papillomavirus (HPV), especially genotypes 16 and 18, is recognized as the main etiological factor for cervical cancer. In this context, vaginal microbiota has emerged as a relevant modulating factor in HPV infection and persistence, influencing the risk of developing cervical precancerous lesions. Under eubiotic conditions, the vaginal microbiota is predominantly composed of the genus Lactobacillus, which is responsible for lactic acid production, maintenance of an acidic vaginal pH, and protection of the cervical epithelium. In contrast, vaginal dysbiosis, characterized by the loss of Lactobacillus dominance and increased microbial diversity with a higher prevalence of anaerobic bacteria, is associated with chronic inflammation, increased susceptibility to HPV infection, and viral persistence. The classification of the vaginal microbiota into Community State Types (CSTs) has consolidated the study of these bacterial communities. The aim of this dissertation was to compare the vaginal microbiota profile of women with high-grade cervical precancerous lesions at the time of excisional treatment with that of women without cervical lesions undergoing routine screening, attended at Hospital do Câncer de Barretos. During speculum examination, vaginal samples were collected for microbiological analysis using Gram staining to classify eubiosis or dysbiosis, and for molecular analysis of the microbiota through sequencing of the V3–V4 region of the 16S rRNA gene, followed by the determination of CST profiles. A total of 59 participants were included, comprising 37 women with high-grade cervical lesions and detectable HPV infection and 22 control women without cervical lesions and with undetectable HPV. A high frequency of vaginal dysbiosis was observed in both groups, with no statistically significant differences between CST profiles. These findings reinforce the relevance of the vaginal microbiota in the context of HPV infection and highlight the need for future studies with deeper analysis of specific bacterial taxa.

Descrição

Palavras-chave

Câncer do colo do útero, HPV, Microbiota vaginal, Disbiose, Cervical cancer, Vaginal microbiota, Dysbiosisaginal microbiota

Idioma

Português

Citação

BEVILACQUA, Guilherme Ferrari, et al. Caracterização da microbiota vaginal em mulheres com lesões precursoras cervicais de alto grau submetidas à exérese em comparação com mulheres sem lesões e HPV não detectado. Orientador: Márcia Guimarães Da Silva, 2026. Dissertação (Mestrado em Patologia) - Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.

Itens relacionados

Unidades

Item type:Unidade,
Faculdade de Medicina
FMB
Campus: Botucatu


Departamentos

Cursos de graduação

Programas de pós-graduação

Item type:Programa de pós-graduação,
Patologia
Código CAPES: 33004064056P5