Uma introdução ao empreendedorismo inovador no contexto paulista: elementos básicos para profissionais de outras áreas do conhecimento
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Data
Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Física - IGCE 33004137063P6
Curso de graduação
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Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Recurso educacional
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Este documento foi concebido no âmbito das atividades de pesquisa do projeto “Apoio Matricial ao Empreendedorismo Inovador no município de Rio Claro/SP (Processo Fapesp 2023/09613-7)”, com o objetivo de oferecer uma introdução clara e acessível ao campo do Empreendedorismo Inovador, especialmente direcionada a profissionais provenientes de distintas áreas do conhecimento. A proposta central é apresentar, de forma didática, os conceitos fundamentais do Empreendedorismo Inovador, facilitando a compreensão e a apropriação desse conhecimento por quem deseja transpor ideias e práticas do campo do Empreendedorismo Inovador para diferentes contextos e setores. No cenário contemporâneo, a inovação — conforme definido pelo Manual de Oslo — envolve tecnologias em produtos e processos (TPP) substancialmente novos ou significativamente aprimorados, seja em sua inserção no mercado ou na aplicação em processos produtivos. Esse conceito engloba diversas dimensões: científica, organizacional, financeira, comercial, social e ambiental. Um elemento central para caracterizar a inovação é a novidade, que deve representar, ao menos, um avanço para a organização ou o segmento que a adota. A Propriedade Intelectual (PI) surge como instrumento jurídico fundamental para materializar e proteger tecnologias inovadoras, abrangendo direitos autorais, propriedade industrial (patentes, marcas, entre outros). Nesse contexto, os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) das Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) desempenham papel vital na gestão da PI e na promoção da transferência de tecnologia por meio de contratos, licenciamento e projetos de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D). A avaliação da maturidade tecnológica é realizada com base na escala TRL (Technology Readiness Level), originalmente desenvolvida pela NASA e, posteriormente, adotada por outras entidades como a União Europeia. Essa métrica acompanha o desenvolvimento de uma ideia, desde seus princípios iniciais (TRL 1) até a comprovação em ambientes operacionais reais (TRL 9). Diferentemente da tecnologia da PI, a inovação pressupõe a apropriação de uma tecnologia pela sociedade, destacando etapas como fundamentação, conceito, prototipagem, validação e aplicação em diferentes ambientes. No estado de São Paulo, o Sistema Paulista de Ambientes de Inovação (SPaI), regulamentado pelo Decreto 60.286, estrutura e fomenta o suporte a empreendimentos inovadores, envolvendo parques tecnológicos, incubadoras, centros de inovação e NITs. O SPaI reconhece a multidimensionalidade da inovação e o papel do poder público como agente regulador e incentivador. No campo teórico, modelos como as hélices ilustram a interação entre academia, indústria e governo (Tríplice Hélice), além de perspectivas ampliadas (Quádrupla e Quíntupla Hélice), que incorporam aspectos culturais, sociais e ambientais, promovendo benefícios compartilhados. A abordagem de Ecossistemas de Inovação, sintetizada por Granstrand e Holgersson (2019), destaca a importância do conjunto evolutivo de atores, atividades e relações que contribuem para o desempenho inovador de organizações ou coletivos. No segmento do fomento ao desempenho inovador, o processo de incubação evoluiu de uma atuação centrada em infraestrutura para uma abordagem que valoriza impactos sociais e ambientais, exigindo colaboração entre centros de pesquisa, universidades, empresas, governo, sociedade civil e diferentes fontes de financiamento. A maturidade e a sistematização das práticas de apoio a empreendimentos inovadores hoje se manifestam em dimensões como sensibilização, prospecção, seleção, desenvolvimento, agregação de valor, governança, entre outras, combinando flexibilidade operacional com rigor em documentação, acompanhamento e avaliação. Com este documento, espera-se proporcionar um ponto de partida abrangente para que profissionais de diferentes áreas possam se familiarizar com a linguagem, os conceitos e as práticas do Empreendedorismo Inovador, incentivando a ampliação e a aplicação deste conhecimento em seus contextos de atuação.
Descrição
Palavras-chave
Inovação, Empreendedorismo inovador, Propriedade intelectual, Maturidade tecnológica, Ecossistema de inovação
Idioma
Português



