Recusatio, apostasia e derrelição: sendas descensionais do eu-lírico em poemas cristãos de Ruy Belo
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Data
Orientador
Fernandes, Maria Lúcia Outeiro 

Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Letras - FCLAR
Título da Revista
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Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (espanhol)
Ruy de Moura Ribeiro Belo (1933-1978), en algunos de sus poemas de matriz religiosa (mayo-ritariamente católica, aunque, a veces, pertinente a un fundamento judío), erigió un yo lírico cu-ya figura está llena de un espíritu de rechazo - la cual, una vez u otra, se convierte en acusación - contra Dios, comportamiento que asciende a la apostasía (desviación de la trayectoria seguida) y culmina en la derrelección (abandono venido de una divinidad), por lo que el alejamiento de-finitivo entre la criatura y su Creador - en el corpus bellianum - se hace ante el proceso que se designa por recusatio christiana, con que el Hombre (representado por el yo lírico beliano) po-lemiza contra aquel a quien, en otro tiempo, consideraba a su Señor. Interesa el aspecto dudoso de esa persona poética rechazadora, en la medida en que - entre los poemas Nós os vencidos do catolicismo y Quadras da alma dorida - oscila ante la actitud decisoria de creer en el hu-mano o en el divino, de manera que aquella se muestra con infinitas incertidumbres sobre sí y la vida, porque se halla - a medio caminar de su existencia - rodeada de las inestabilidades vári-as en las que su alma padece (en algunas situaciones, desesperadamente) al percibirse incapaz de alejarse de los factores de sus sufrimientos. Así, la visada del yo lírico desciende de los gra-dos celestes y se pone en los terreales, a fin de reencontrar la identidad ya no existente entre él y Dios; lo que queda a ese yo poético es hacer que sus [...] sendas descensionales [...], después de haberse convertido en parte de los [...] vencidos do catolicismo [...], no aniquilen su [...] alma dorida [...]
Resumo (português)
Ruy de Moura Ribeiro Belo (1933-1978), nalguns de seus poemas de matriz religiosa (majorita-riamente católica, embora, às vezes, afeita a um arcabouço judaico), erigiu um eu-lírico cuja fi-gura está imbuída de um espírito de recusação - a qual, vez ou outra, torna-se acusação - contra Deus, comportamento que ascende à apostasia (desvio da trajetória seguida) e culmina na derre-lição (abandono oriundo de uma divindade); por isso o afastamento definitivo entre a criatura e seu Criador - no corpus bellianum - acontece mediante o processo que ora se enfeixa sob a de-signação recusatio christiana com que o Homem (representado pelo eu-lírico beliano), desfaça-damente, alterca com aquele a quem outrora considerava seu Senhor. Interessa o aspecto dubita-tivo dessa pessoa poética recusadora na medida em que - entre os poemas Nós os vencidos do catolicismo e Quadras da alma dorida - oscila ante a atitude decisória de crer no humano ou no divino, de maneira que aquela se mostra com infindáveis incertezas a respeito de si e da vida, porque se acha - a meio caminhar de sua existência - cercada das instabilidades várias nas quais a sua alma padece (nalgumas situações, desesperadamente) ao perceber-se incapaz de alijar-se dos fatores de seus sofrimentos. Dessarte, a visada do eu-lírico descende dos patamares celestes e se posta nos terreais, a fim de reencontrar a identidade já não existente entre ele e Deus; o que resta a esse eu-poemático é fazer que suas [...] sendas descensionais [...], depois de ter-se tor-nado parte dos [...] vencidos do catolicismo [...], não aniquilem a sua [...] alma dorida [...]
Descrição
Palavras-chave
Belo, Ruy, Poesia religiosa, Critica, Religious poetry
Idioma
Português
Citação
CARDEAL, Adriano Tarra Betassa Tovani. Recusatio, apostasia e derrelição: sendas descensionais do eu-lírico em poemas cristãos de Ruy Belo. 2017. 1 CD-ROM. Trabalho de conclusão de curso (bacharelado - Letras) - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Ciências e Letras (Campus de Araraquara), 2017.

