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O ceticismo e sua superação no texto "Relação do ceticismo com a filosofia" do jovem Hegel

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Orientador

Tassinari, Ricardo Pereira

Coorientador

Pós-graduação

Filosofia - FFC

Curso de graduação

Título da Revista

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

O objetivo deste trabalho é expor a compreensão de Hegel do ceticismo tal como se encontra registrado no artigo “Relação do ceticismo com a filosofia” do Jornal Crítico de Filosofia de 1802, e, com isso, ver como Hegel supera na constituição de uma ciência filosófica efetiva. Para isso, no primeiro capítulo será colocada em questão justamente a interpretação de Hegel do ceticismo enquanto parte da história da filosofia, não apenas por se tratar da dimensão objetiva imediata do mesmo, mas para buscar o ceticismo por excelência, mais do que sua edição imediata. No segundo capítulo, encontram-se expostos os tropos céticos, que viriam a concentrar seu exercício crítico. Nos tropos, tratam-se de argumentações que buscam representar certa razoabilidade em suspender o juízo, problematizando tanto seu emprego comum quanto nos juízos filosóficos, e, portanto, determinam a intercessão entre ceticismo e filosofia a partir de uma argumentação problematizadora. No terceiro e último capítulo, vê-se que esta argumentação negativa voltada contra os juízos filosóficos dispõe-se também contra a razão que sustenta seu exercício. Hegel compreende que, dada a efetividade crítica dos tropos, faz-se necessário apreender objetivamente esta racionalidade. Assim, a ciência filosófica apreendida surge como uma superação (com uma negação que também é conservação) do ceticismo, como um resultado que não estava disponível imediatamente antes da crítica filosófica ao ceticismo e a dissolução de sua problemática.

Resumo (inglês)

The aim of this work is to expound Hegel's understanding of skepticism as recorded in the article "The Relation of Skepticism to Philosophy" in the 1802 Critical Journal of Philosophy, and thereby to see how Hegel transcends this object in the constitution of an effective philosophical science. To this end, the first chapter will question Hegel's interpretation of skepticism as part of the history of philosophy, not only because it concerns its immediate objective dimension, but also to seek skepticism par excellence, besides its immediate edition. Having objectively addressed skepticism, the second chapter presents the skeptical tropes that would come to focus its critical exercise. The tropes are arguments that seek to represent a certain reasonableness in suspending judgment, problematizing both its common use and in philosophical judgments, and thus determine the intersection between skepticism and philosophy based on a problematizing argument. In the third and final chapter, we see that this negative argument against philosophical judgments also opposes the reason that sustains their exercise. Hegel understands that, given the critical effectiveness of tropes, it is necessary to objectively grasp this rationality. Thus, the philosophical science thus grasped emerges as a result that was not immediately available.

Descrição

Palavras-chave

Hegel, Georg Wilhelm Friedrich, 1770-1831, Ceticismo, Pirronismo, Idealismo alemão, Filosofia - História, Skepticism, Idealism, German

Idioma

Português

Citação

SANTANA, Diogo Carrerette. O ceticismo e sua superação no texto "Relação do ceticismo com a filosofia" do jovem Hegel. 2026. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Marília, 2025.

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