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Presença de abelhas africanizadas em áreas urbanas: estratégias para redução de acidentes

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Pós-graduação

Curso de graduação

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

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Trabalho apresentado em evento

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Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

A grande dispersão e adaptação das abelhas africanizadas nas Américas trouxe diversos efeitos positivos para economia, aumentando a produção apícola, além de beneficiar a polinização de culturas agrícolas e vegetação nativa. Entretanto, também ocorreu o aumento do número de acidentes em áreas rurais e urbanas devido ao elevado comportamento defensivo destes híbridos. O veneno das abelhas (apitoxina) é capaz de provocar sérias injúrias aos acidentados, podendo provocar a morte. Desta forma, estratégias de controle desses enxames em áreas urbanas são de extrema importância para redução de acidentes. O objetivo deste trabalho foi estudar a dispersão das abelhas africanizadas (AHB) em áreas urbanas e discutir as estratégias para redução de acidentes, tendo como base o trabalho de monitoramento epidemiológico realizado na cidade de Botucatu, São Paulo, Brasil. O trabalho foi desenvolvido a partir de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde - Vigilância em Saúde Ambiental de Botucatu e o Setor de Apicultura da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - FMVZ - UNESP. Todas as ocorrências de enxames de abelhas africanizadas em áreas urbanas foram comunicadas pela população por meio de telefonemas, onde eram registrados os nomes dos solicitantes, endereço, telefone, data e locais onde estavam os enxames. Em seguida, os enxames eram retirados e utilizados para fins de ensino, pesquisa e produção. Foram registradas 1.164 ocorrências, das quais 603 (51,8%) eram enxames nidificados e 561 (48,2%) transitórios. Do total de ocorrências foram coletados 422 enxames (36,2%), sendo 227 nidificados (37,7%) e 195 transitórios (34,8%). Grande parte dos enxames estava localizada em materiais abandonados (444; 38,1%), árvores (251; 21,5%), telhados de casas (238; 20,5%), e construções (231; 19,9%). O pico de enxameação ocorreu entre fevereiro e março, período em que a divulgação de estratégias para evitar acidentes deve ser intensificada. Dentre as estratégias propostas para evitar acidentes destacam-se a orientação da população para evitar o abandono de materiais que podem servir de refúgio aos enxames; providenciar vedação adequada de construções para evitar o alojamento de enxames; prestar atenção à movimentação constante de abelhas; manter distância dos locais ocupados por enxames de abelhas africanizadas e procurar serviço especializado para realizar a retirada dos mesmos. Uma medida preventiva para evitar a instalação de enxames e reduzir o risco de acidentes seria efetuar a instalação de caixas isca em áreas urbanas. A realização e divulgação do presente trabalho contribuíram para determinar o período de enxameação e locais preferencialmente ocupados por enxames de abelha de abelhas africanizadas em áreas urbanas, permitindo sua retirada com segurança.

Descrição

Idioma

Português

Citação

CONGRESSO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA, 7., 2013, Águas de Lindólia. Anais... São Paulo: PROEX; UNESP, 2013, p. 09990

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