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O brincar e as relações sociais entre as crianças do 1º ano do Ensino Fundamental

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Orientador

Rossi, Fernanda

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

Bauru - FC - Educação Física

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Esta pesquisa investigou as relações sociais das crianças do 1º ano do Ensino Fundamental, em momentos de brincar livre e nas aulas de Educação Física. Fundamentada na Sociologia da Infância, a pesquisa foi realizada com 14 crianças, com idades entre 6 e 7 anos, em uma escola privada de ensino integral na cidade de Bauru, utilizando uma abordagem qualitativa. A coleta de dados ocorreu por meio de observações em dez encontros, cinco em momentos de brincar livre e cinco nas aulas de Educação Física, com auxílio de um diário de campo. A análise de dados se fez por meio de seis categorias, sendo elas: 1) formação de grupos: Revelou que quando os grupos eram formados pelas próprias crianças ocorriam de forma espontânea, vinculada ao interesse comum pela atividade ou brinquedo; mutável e com variedade de gênero, com exceção do futebol, exclusivamente masculino, e quando os grupos eram formados pelos professores nas aulas de Educação Física os estudantes conseguiam se engajar nas proposta; 2) sinais de inclusão e exclusão: Em geral, não houve sinais evidentes de exclusão, pois as crianças parecem escolher seus parceiros de brincadeira segundo interesses compartilhados. Ainda que em algumas situações tenham sido observados momentos de brincar solitário, esses pareceram mais escolhas pessoais e temporárias do que sinais de exclusão. Dessa forma, a análise reforça que identificar possíveis sinais de exclusão exige uma observação prolongada e sensível, considerando tanto o comportamento isolado quanto o contexto social mais amplo; 3) conflitos: Os conflitos ocorreram principalmente em razão de descumprimento aos combinados e desrespeito entre as crianças, o que evidencia as tensões inerentes à convivência em grupo. Sendo os conflitos infantis parte da construção da identidade das crianças e de sua formação social; 4) demonstração de afeto e/ou empatia: Essas demonstrações se mostram presentes, revelando que o brincar constitui um espaço privilegiado para a expressão de sentimentos, o cuidado mútuo e a construção de vínculos; 5) brinquedos e outros materiais: O compartilhamento de brinquedos e materiais nem sempre aconteceu de forma natural e espontânea. Muitas vezes, surgiram conflitos e resistências, próprios do processo de socialização, nos quais as crianças precisam lidar com o desejo individual, a presença e o desejo do outro, aprendendo a negociar, ceder, expressar frustrações e buscar soluções; 6) combinados: As crianças observadas costumam respeitar os combinados, contudo, por vezes, se faz necessário reforça-los e lembra-los, e alguns momentos tentam negociá-los. As crianças ao negociarem combinados promovem a construção de habilidades sociais importantes, como o diálogo, a negociação e o respeito mútuo, dar esse espaço a elas permite a valorização da participação infantil, reforçando a criança como sujeito social. Conclui-se que o brincar, tanto livre quanto nas aulas de Educação Física, deve ser valorizado como prática pedagógica essencial para o desenvolvimento integral das crianças, pois possibilita a construção de ambientes educativos inclusivos, democráticos e sociáveis. O estudo reforça o protagonismo infantil e a importância do reconhecimento das crianças como agentes ativos na construção de sua cultura e socialização.

Resumo (inglês)

This study investigated the social relations among first-grade students during free play and Physical Education classes. Based on Childhood Sociology, the research was conducted with 14 children aged between 6 and 7 years old in a private full-time school in Bauru, using a qualitative approach. Data collection was performed through observations of ten sessions, five during free play and five in Physical Education classes, supported by field notes. Data analysis was conducted using six categories: 1) Group formation: This revealed that when groups were formed by the children themselves, it occurred spontaneously, linked to a shared interest in the activity or toy; it was changeable and varied in gender, with the exception of soccer, which was exclusively male; and when groups were formed by teachers in Physical Education classes, students were able to engage in the activities; 2) Signs of inclusion and exclusion: In general, there were no evident signs of exclusion, as children seemed to choose their playmates according to shared interests. Although moments of solitary play were observed in some situations, these seemed more like personal and temporary choices than signs of exclusion. Thus, the analysis reinforces that identifying possible signs of exclusion requires prolonged and sensitive observation, considering both isolated behavior and the broader social context; 3) Conflicts: The conflicts occurred mainly due to non-compliance with agreements and disrespect among the children, which highlights the tensions inherent in group living. Childhood conflicts are part of the construction of children's identity and their social development; 4) Demonstration of affection and/or empathy: These demonstrations are present, revealing that play constitutes a privileged space for the expression of feelings, mutual care, and the building of bonds;5) Toys and other materials: Sharing toys and materials did not always happen naturally and spontaneously. Often, conflicts and resistance arose, inherent to the socialization process, in which children need to deal with individual desires, the presence and desires of others, learning to negotiate, compromise, express frustrations, and seek solutions; 6) Agreements: The children observed usually respect agreements; however, sometimes it is necessary to reinforce and remind them, and at times they try to negotiate them. When children negotiate agreements, they promote the development of important social skills, such as dialogue, negotiation, and mutual respect. Giving them this space allows for the appreciation of children's participation, reinforcing the child as a social being.It is possible to conclude that both, free play and playing during Physical Education classes should be valued as fundamental pedagogical practices for the comprehensive development of children, creating inclusive, democratic, and sociable educational environments. The study reinforces the importance of recognizing children as active agents in shaping their culture and socialization.

Descrição

Palavras-chave

Infância, Brincar, Sociologia da infância, Educação física, Childhood, Playing, Sociology of childhood, Physical education

Idioma

Português

Citação

SANTOS, Taína dos. O brincar e as relações sociais entre as crianças do 1º ano do Ensino Fundamental. Orientador: Fernanda Rossi. 2025. 53 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Educação Física) - Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Bauru, 2025.

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