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Filantropia como Soft Power: o impacto da reconfiguração política dos EUA nos investimentos filantrópicos em educação na América Latina

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Orientador

Melo, Marta Cerqueira

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

Franca - FCHS - Relações Internacionais

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

O presente estudo analisa a filantropia privada como um recurso de soft power, entendido como a capacidade de um ator alcançar resultados desejados por meio da atração e da persuasão, em vez da coerção. Os investimentos filantrópicos em um país moldam temas e modelos de intervenção, direcionam fluxos de recursos e estabelecem padrões de avaliação que passam a orientar decisões governamentais e estratégias universitárias. O trabalho examina a reconfiguração da política externa dos Estados Unidos, marcada pela ordem de reavaliação e pela suspensão temporária das atividades da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). A educação superior é considerada o veículo ideal desse soft power, historicamente utilizada na formação de futuros líderes por meio de programas de intercâmbio como o Fulbright, que transformam estudantes estrangeiros em “portadores da diplomacia pública” norte-americana. A retração da ajuda externa, evidenciada pela ameaça de desmantelamento da USAID, criou um vácuo significativo de financiamento e de expertise no sistema de doações, um espaço que a filantropia privada não consegue suprir em escala. A pesquisa identifica que essa crise de liderança estadunidense converte o sistema de ajuda em uma “arena humanitária” de intensa competição, permitindo que novos atores estatais ganhem proeminência. Nesse cenário, o estudo analisa novos protagonistas, como a China, que investe em diplomacia educacional por meio de instrumentos como os Institutos Confúcio, difundindo sua cultura e ampliando sua influência global, além de fundações e filantropos no próprio Brasil e em outros países, capazes de ocupar a lacuna deixada pela política “América Primeiro”.

Resumo (inglês)

The present study analyzes private philanthropy as a soft power resource, understood as the ability of an actor to achieve desired outcomes through attraction and persuasion rather than coercion. Philanthropic investments within a country shape themes and models of intervention, direct resource flows, and establish evaluation standards that guide government decisions and university strategies. The study examines the reconfiguration of United States foreign policy, marked by the reassessment and temporary suspension of the United States Agency for International Development (USAID). Higher education is considered the ideal vehicle for this soft power, historically used to train future leaders through exchange programs such as Fulbright, which turn foreign students into carriers of American public diplomacy. The reduction in foreign aid, evidenced by the threat of dismantling USAID, created a significant funding and expertise gap within the aid system, one that private philanthropy cannot fill at scale. The research identifies that this U.S. leadership crisis has transformed the aid system into a humanitarian arena of intense competition, allowing new state actors to gain prominence. In this context, the study examines emerging players such as China, which invests in educational diplomacy through instruments like the Confucius Institutes to disseminate its culture and expand its global influence, as well as foundations and philanthropists in Brazil and other countries that may fill the gap left by the America First policy.

Descrição

Palavras-chave

Liderança política Estados Unidos, Dotações, Fundações e instituições beneficentes, Poder (Ciências sociais), Integração latino-americana

Idioma

Português

Citação

RICCI, Nathália Oliveira. Filantropia como Soft Power: o impacto da reconfiguração política dos EUA nos investimentos filantrópicos em educação na América Latina. Orientadora: Marta Cerqueira Melo. 2025. 48 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Relações Internacionais ) – Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Estadual Paulista, Franca, 2025.

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