Publicação:
Relação entre as concentrações de mercúrio e selênio em fígados de tetrápodes marinhos: uma avaliação comparativa entre odontocetos

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Data

2024-11-11

Orientador

Zanatta, Melina Borges Teixeira

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

Rio Claro - IB - Ciências Biológicas

Título da Revista

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

A crescente poluição química nos ecossistemas oceânicos representa uma ameaça às espécies que vivem neste ambiente, especialmente aos predadores de topo de cadeia, em virtude do processo de bioacumulação e biomagnificação de determinados compostos tóxicos. Elementos traços como mercúrio (Hg) e selênio (Se) desempenham um papel significativo nas investigações relacionadas à contaminação dos ecossistemas marinhos. O Hg, um metal que gera preocupações toxicológicas consideráveis para a biota, é importante por apresentar algumas espécies químicas capazes de causar efeitos extremamente prejudiciais aos organismos. Em contraste, o Se atua como micronutriente essencial em animais, exibindo propriedades antioxidantes. Os organismos de topo de cadeia frequentemente demonstram elevados níveis de concentração de Hg em seus tecidos. No entanto, estudos indicam que, por meio de um efeito antagônico, o Se pode se ligar com o Hg inorgânico, formando complexos insolúveis de Hg-Se. Surge, assim, a hipótese de que o Se pode atuar como um potencial redutor das cargas de Hg, elevando a tolerância ao elemento e restringindo seus efeitos clínicos, geralmente em proporções molares próximas a 1:1. As análises mostraram que Sotalia guianensis apresenta concentrações totais de Hg e Se significativamente maiores do que Pontoporia blainvillei. As razões molares médias de Se foram de 3,5 para P. blainvillei e 0,91 para S. guianensis, sugerindo que o Se pode atuar como um agente protetor contra a toxicidade do Hg. As proporções observadas indicam que o efeito protetor do Se pode ser mais eficaz quando as proporções se aproximam ou superam 1:1. As concentrações totais de Hg e Se aumentaram com a idade, confirmando a biomagnificação desses elementos na cadeia alimentar. A análise revelou que os machos de ambas as espécies possuem maiores concentrações de Hg, possivelmente devido a diferenças nos hábitos alimentares e áreas de vida. Este estudo proporciona uma compreensão dos mecanismos de acumulação e desintoxicação de Hg pelo Se em odontocetos. As interações ecológicas e a dieta desempenham papeis importantes na dinâmica desses elementos na cadeia alimentar marinha. Estes resultados ressaltam a importância de considerar fatores ecológicos e fisiológicos na gestão e conservação de odontocetos e em estudos sobre a poluição dos mares.

Resumo (inglês)

The increasing chemical pollution in oceanic ecosystems poses a threat to species living in these environments, particularly top predators, due to the processes of bioaccumulation and biomagnification of certain toxic compounds. Trace elements such as mercury (Hg) and selenium (Se) play a significant role in investigations related to marine ecosystem contamination. Hg, a metal that raises considerable toxicological concerns for biota, is notable for its chemical species that can cause extremely harmful effects on organisms. In contrast, Se functions as an essential micronutrient in animals, exhibiting antioxidant properties. Top predators often show elevated levels of Hg concentration in their tissues. However, studies indicate that, through an antagonistic effect, Se can bind with inorganic Hg, forming insoluble Hg- Se complexes. This leads to the hypothesis that Se may act as a potential reducer of Hg loads, increasing tolerance to the element and limiting its clinical effects, typically in molar ratios close to 1:1. Analyses showed that Sotalia guianensis has significantly higher total concentrations of Hg and Se compared to Pontoporia blainvillei. The mean molar ratios of Se were 3.5 for P. blainvillei and 0.91 for S. guianensis, suggesting that Se may act as a protective agent against Hg toxicity. The observed ratios indicate that the protective effect of Se may be more effective when the ratios approach or exceed 1:1. Total concentrations of Hg and Se increased with age, confirming the biomagnification of these elements in the food chain. The analysis revealed that males of both species have higher Hg concentrations, possibly due to differences in feeding habits and habitat areas. This study provides insight into the mechanisms of Hg accumulation and detoxification by Se in odontocetes. Ecological interactions and diet play important roles in the dynamics of these elements in the marine food chain. These results highlight the importance of considering ecological and physiological factors in the management and conservation of odontocetes and in studies of marine pollution.

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