São Vicente "da ponte pra lá": as narrativas de moradores do Rio Branco e seus laços com o socioambiental
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Data
Autores
Orientador
Talamoni, Ana Carolina Biscalquini 

Coorientador
Diniz, Bruna Larissa Ramalho
Pós-graduação
Educação para a Ciência - FC
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Resumo (português)
Injustiças socioambientais são as consequências de um sistema de vida pautado no progresso econômico. Nele, as desigualdades são escancaradas, perdem-se valores como a solidariedade, e a relação metabólica entre humanidade e natureza é fragilizada, alimentando a entropia (desorganização) social. Buscando formas de resgatar e nutrir relações planetárias harmônicas, a educação ambiental (EA) sintrópica emerge como possibilidade de vislumbrar e fortalecer a vida em sintropia (organização) com o mundo. Nesse processo, as narrativas das pessoas têm poder subversivo, pois contextualizam e dão sentido real aos processos educativos. Diante do exposto, este trabalho teve como objetivo geral: identificar e analisar, por meio de histórias de vida, evidências das desigualdades socioambientais vivenciadas por moradores do bairro Rio Branco de São Vicente, SP. Os objetivos específicos foram: (1) mapear as políticas ambientais do município, visando melhor contextualizar o território estudado; (2) identificar convergências nas histórias de vida, tecendo discussões acerca da coletividade encontrada; e (3) discutir caminhos da educação, articulando histórias de vida, desigualdades socioambientais e princípios da EA sintrópica. À luz da história oral — metodologia que traz narrativas não dominantes para transitar na ciência — os achados permitiram: (l) refletir sobre o modo capitalista de viver e suas consequências; (ll) analisar e discutir desigualdades; (lll) dialogar sobre possibilidades de outros mundos e formas de vida; (lV) evidenciar a importância da escuta nos processos educativos; e (V) ensaiar projeções sintrópicas no campo da educação. Entre conclusões e perspectivas, a EA sintrópica é afirmada como prática de liberdade, e valorizada como uma potência subversiva em sociedades desiguais.
Resumo (inglês)
Socio-environmental injustices are the consequences of a way of life based on economic progress. In this system, inequalities are blatant, values such as solidarity are lost, and the metabolic relationship between humanity and nature is weakened, fueling social entropy (disorganization). Seeking ways to rescue and nurture harmonious planetary relationships, syntropic environmental education emerges as a possibility to envision and strengthen life in syntropy (organization) with the world. In this process, people's narratives have subversive power, as they contextualize and give real meaning to educational processes. Given the above, this work had the general objective of: identifying and analyzing, through life stories, evidence of socioenvironmental inequalities experienced by residents of the Rio Branco neighborhood in São Vicente, SP. The specific objectives were: (1) to map the municipality's environmental policies, aiming to better contextualize the studied territory; (2) to identify convergences in life stories, weaving discussions about the community found; and (3) discuss pathways of education, articulating life stories, socio-environmental inequalities, and principles of syntropic EA. In light of oral history—a methodology that brings non-dominant narratives into the field of science—the findings allowed us to: (I) reflect on the capitalist way of life and its consequences; (II) analyze and discuss inequalities; (III) dialogue about possibilities of other worlds and ways of life; (IV) highlight the importance of listening in educational processes; and (V) explore syntropic projections in the field of education. Between conclusions and perspectives, syntropic EA is affirmed as a practice of freedom and valued as a subversive force in unequal societies.
Descrição
Palavras-chave
Área continental de São Vicente, Educação ambiental sintrópica, História oral, Injustiças socioambientais, Narrativas não dominantes, Continental area of São Vicente, Non-dominant narratives, Oral history, Socio-environmental injustices, Syntropic environmental education
Idioma
Português
Citação
SANTOS, Elisa Angela da Silva. São Vicente "da ponte pra lá": as narrativas de moradores do Rio Branco e seus laços com o socioambiental. 2026. Dissertação (Mestrado em Educação para a Ciência) - Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Bauru, 2026.


