Avaliação do estresse psicossocial: impacto da natureza do estressor e diferenças sexuais na resposta de corticosterona
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Data
Autores
Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Araraquara - FCF - Farmácia
Título da Revista
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Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Modelos de estresse psicossocial, como a derrota social (EDS) e a testemunha de derrota social (ETDS), são paradigmas animais essenciais para investigar a neurobiologia dos transtornos de humor. No entanto, os efeitos hormonais subjacentes a esse fenômeno em relação ao sexo, tipo de estressor (físico/misto vs. psicológico) e duração (agudo vs. crônico) permanecem pouco claros, o que justifica o principal objetivo deste estudo. Para isso, camundongos Swiss Webster machos e fêmeas foram submetidos a protocolos de EDS ou ETDS agudo (1 dia) ou crônico (10 dias) para a análise dos níveis plasmáticos de corticosterona. Para avaliar a vulnerabilidade ao estresse crônico, o estudo também investigou um subgrupo dos animais cronicamente estressados e foi exposto a um novo estressor. Os níveis circulantes de corticosterona foram quantificados por ELISA. O EDS ativou potentemente o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA), em contraste com o observado com o estressor de testemunho da derrota social (ETDS). Especificamente, a testemunha de derrota social, independentemente do sexo ou da frequência, não induziu alterações significativas nos níveis circulantes de corticosterona. Um dimorfismo sexual foi observado na resposta ao EDS, com machos exibindo uma significativa elevação de corticosterona em ambos os protocolos (agudo e crônico), enquanto em fêmeas o efeito observado foi de menor intensidade na exposição aguda, estando ausente no protocolo crônico. A exposição crônica ao EDS não alterou a reatividade a um novo estressor, enquanto o ETDS crônico seguido de um novo estressor revelou um efeito do sexo, com machos demonstrando maior reatividade (níveis mais elevados de corticosterona). Esses achados destacam que o tipo de estressor e o sexo são fatores determinantes para a resposta neuroendócrina, sugerindo mecanismos neuroendócrinos distintos para ameaças físicas e psicológicas.
Resumo (inglês)
Psychosocial stress models, such as social defeat stress (SDS) and witness social defeat stress (WSDS), are essential animal paradigms for investigating the neurobiology of emotional and affective disorders. Nevertheless, the influence of sex, type (phsical vs. witnessed), and duration (acute vs. chronic) of stressors on the serum corticosterone (CORT) levels underlying this phenomenon remains unclear. To address this, male and female Swiss Webster mice were exposed to acute (1 day) or chronic (10 days) SDS or WSDS protocols. Additionally, to assess vulnerability to psychological stress, another group of chronically stressed animals of both sexes was exposed to a novel stressor (restraint stress) after the SDS or WSDS protocol. Serum CORT levels were quantified by ELISA. Results showed that SDS, but not WSDS, increased CORT levels, regardless of sex or stress duration. However, the response to SDS was sexually dimorphic; while males exhibited a significant increase in serum CORT in both protocols, females showed an attenuated response to acute stress exposure and no change in the chronic protocol. Regarding novel stressor reactivity, chronic exposure to SDS did not alter the restraint-stress CORT increase. However, chronic WSDS enhanced restraint-elicited CORT in males. These findings highlight that stressor type and sex are determining factors for the neuroendocrine response induced by SDS, suggesting distinct consequences for physical and psychological threats.
Descrição
Idioma
Português
Citação
SILVA, Katellyn Costa. Avaliação do estresse psicossocial: impacto da natureza do estressor e diferenças sexuais na resposta de corticosterona. 2026. 50 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Farmácia) – Universidade Estadual Paulista (Unesp), Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Araraquara, 2026.



