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Imunidade treinada com β-glucanas e os impactos na resposta imunológica induzida na primovacinação para COVID-19.

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Autores

Supervisor

Ferreira-Júnior, Rui Seabra

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Relatório de pós-doc

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

β-glucanas estimulam o sistema imunológico treinando-o para reconhecer e responder aos antígenos. Também podem reforçar a imunidade adaptativa, incluindo as respostas às vacinas. O presente estudo avaliou a capacidade de β-glucanas em estimular a imunidade desenvolvida após a vacinação primária contra o SARS-CoV-2 com ChAdOx1. Um total de 34 indivíduos do sexo masculino não imunes ao SARS-CoV-2, com idades entre 18 e 49 anos, foram estratificados em dois grupos: O grupo glucana recebeu 500 miligramas de β-glucanas derivadas de levedura, diariamente por via oral, enquanto o grupo de controle recebeu placebo. O período de suplementação foi de catorze dias, sendo sete dias antes e sete dias após a dose inicial da vacina. Uma série de amostras de sangue foi coletada em três momentos: M1 (pré-vacinação); M2 (30 dias após a primeira vacinação); e M3 (30 dias após a dose de reforço). Um imunoensaio de fluxo lateral foi usado para identificar qualitativamente os anticorpos IgM e IgG contra o vírus. Os níveis de IgG específicas às proteínas virais anti-spike (S1), domínio de ligação ao receptor (RBD) e nucleocapsídeo (N) foram quantificados usando um ensaio LEGENDplex. E para determinar o índice de anticorpos neutralizantes (NAbs) foi utilizado kit NeutraLISA. Ambos os grupos produziram quantidades semelhantes de NAbs após a primeira dose da vacina (M2). Contudo, o grupo glucana apresentou níveis mais elevados após segunda dose (M3), com uma distribuição mais uniforme. Ademais, os níveis de IgG anti-S1 em M2 foram maiores neste grupo, mostrando uma correlação positiva com os níveis de NAbs obtidos após a dose secundária. Em contrapartida, indivíduos que apresentavam imunidade a outros coronavírus humanos comuns (HCoVs), evidenciada pela presença de IgG anti-N em M1(pre-vacinação), estavam associados a IgG anti-S1 apenas em M3, sem correlação com os níveis de NAbs. Portanto, pode-se inferir que a suplementação com β-glucana acelerou e direcionou a resposta imune de modo a induzir uma produção mais eficiente de anticorpos de ação neutralizando quando comparada à imunidade cruzada oriunda de outras coronaviroses. A capacidade do β-glucanas de induzir imunidade treinada (TRIM) tem o potencial de aumentar as respostas imunitárias, modificando assim a produção de anticorpos em resposta ao estímulo da vacina. Estudos futuros devem avaliar o potencial do β-glucanas como adjuvante de vacinas, especialmente em crianças, idosos e indivíduos imunocomprometidos. Eles também devem avaliar a imunidade de longo prazo e a proteção cruzada induzida por TRIM.

Resumo (inglês)

β-Glucans stimulate the immune system, training it to recognize and respond to antigens. They may also bolster adaptive immunity, including vaccine responses. The present study evaluated the capacity of β-glucans to stimulate immunity subsequent to primary vaccination for SARS-CoV-2 with ChAdOx1. A total of 34 male subjects non-immune to SARS-CoV-2, aged between 18-49 years, were stratified into two groups: The glucan group was given 500 milligrams of oral insoluble yeast β-glucans daily, while the control group received a placebo. The supplementation period lasted for a total of fourteen days, with seven days before and seven days after the initial vaccine dosage. A series of blood samples were collected at three time points: M1 (prevaccination); M2 (30 days after the first vaccination); and M3 (30 days after booster). A lateral flow immunoassay was used to qualitatively identify IgM and IgG antibodies against the virus. The levels of antigen-specific IgG anti-spike (S1), receptor-binding domain (RBD), and nucleocapsid (N) were quantified using a LEGENDplex assay. The NeutraLISA assay was used to evaluate the neutralizing antibodies (NAbs). Both groups produced similar amounts of NAbs after completing vaccination (M2). However, the glucan group had higher levels in M3, with a more uniform distribution. IgG anti-S1 levels in M2 were elevated, showing a positive correlation with the levels of NAbs obtained after the secondary dose. In contrast, individuals who had immunity to common cold human coronaviruses (HCoVs), evidenced by the presence of IgG anti-N in M1 were associated with IgG anti-S1 only in M3, not correlated with NAbs levels. This finding indicates that cross-immunity from other HCoVs did not accelerate or direct the humoral immune response as was observed in the glucan group. Therefore, it can be inferred that the β-glucan supplementation was more effective than immunity from other HCoVs. The capacity of β-glucan to induce trained immunity (TRIM) has the potential to augment immune responses, thereby modifying antibody production in response to the vaccine stimulus. Subsequent studies should assess the capacity of β-glucan as an adjuvant to vaccines, particularly in children, the elderly, and immunocompromised individuals. Furthermore, a comprehensive evaluation of the long-term immunity and cross-protection induced by TRIM is imperative.

Descrição

Palavras-chave

Glucans, COVID-19, SARS-CoV-2, Vaccines, Immune system

Idioma

Português

Citação

GOLIM, M. A. Imunidade treinada com β-glucanas e os impactos na resposta imunológica induzida na primovacinação para COVID-19. 2025. Relatório de Pós-doutorado (Pós-doutorado em Pesquisa Clínica) – Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos; Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista, Universidade Estadual Paulista, Botucatu, 2025.

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