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As críticas de Zósimo e Jordanes aos imperadores Zenão I (r. 474-491), Anastácio I (r. 491-518), Justino I (r. 518-527) e Justiniano (r. 527-565) em relação aos povos bárbaros: projeções sobre os governos de Teodósio I (r. 378-395), Arcádio (r. 383-408) e Honório (r. 393-423)

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Coorientador

Pós-graduação

História - FCHS

Curso de graduação

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Editor

Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

A presente pesquisa teve como objetivo identificar e examinar os pontos de concordância e desacordo nas obras de Zósimo e Jordanes acerca das ações políticas de Teodósio I, Arcádio e Honório, especialmente no que se refere às relações entre o Império Romano e os povos bárbaros durante a Antiguidade Tardia. A análise das representações construídas por ambos os autores permitiu compreender não apenas interpretações distintas dos mesmos eventos, mas também diferentes concepções de Império, autoridade, legitimidade e alteridade. Enquanto Zósimo elabora uma narrativa marcada por forte crítica à incorporação de bárbaros nas estruturas militares e administrativas, associando tais práticas ao declínio romano, Jordanes enfatiza a cooperação e a integração como estratégias de continuidade política. A figura de Teodósio I exemplifica essa divergência interpretativa, sendo vinculada por Zósimo à decadência institucional, ao passo que Jordanes o apresenta como agente de pacificação por meio de alianças com os godos. Apesar das diferenças, ambos reconhecem o papel central dos bárbaros na dinâmica militar e política entre o final do século IV e o início do século V. As narrativas analisadas evidenciam o uso da memória como instrumento interpretativo, permitindo que o passado seja mobilizado à luz das experiências contemporâneas dos autores e dos imperadores do século VI: Zenão I, Anastácio I, Justino I e Justiniano. Desse modo, a comparação entre Zósimo e Jordanes revela que as relações entre romanos e bárbaros foram marcadas por negociações, alianças e conflitos, indicando que a Antiguidade Tardia deve ser compreendida como um período de reconfiguração política, no qual o Império Romano buscou assegurar sua continuidade por meio de práticas adaptativas, especialmente no Oriente, ao mesmo tempo em que se transformava no Ocidente.

Resumo (inglês)

The aim of this study was to determine and analyse the points of agreement and disagreement between the work of Zosimus and Jordanes with respect to the political actions of Theodosius I, Arcadius and Honorius, especially regarding relations between the Roman Empire and the barbarian peoples during Late Antiquity. The analysis of the representations constructed by both authors allowed us to understand not only distinct interpretations of the same events but also different conceptions of empire, authority, legitimacy, and otherness. While Zosimus elaborates a narrative marked by strong criticism of the incorporation of barbarians into military and administrative structures, associating such practices with Roman decline, Jordanes emphasizes cooperation and integration as strategies for political continuity. The figure of Theodosius I exemplifies this interpretative divergence, being linked by Zosimus to institutional decadence, while Jordanes presents him as an agent of pacification through alliances with the Goths. Despite their differences, both authors acknowledge the significant role of barbarians in the military and political dynamics between the late 4th and early 5th centuries. The narratives analysed demonstrate the use of memory as an interpretative tool, allowing the past to be mobilized considering the contemporary experiences of the authors and the emperors of the 6th century: Zeno I, Anastasius I, Justin I, and Justinian. Thus, the comparison between Zosimus and Jordanes reveals that relations between Romans and barbarians were marked by negotiations, alliances, and conflicts, indicating that Late Antiquity should be understood as a period of political reconfiguration, in which the Roman Empire sought to ensure its continuity through adaptive practices, especially in the East, while simultaneously transforming itself in the West.

Descrição

Idioma

Português

Citação

MORAES, Jéssica da Costa Minati. As críticas de Zósimo e Jordanes aos imperadores Zenão I (r. 474-491), Anastácio I (r. 491-518), Justino I (r. 518-527) e Justiniano (r. 527-565) em relação aos povos bárbaros: projeções sobre os governos de Teodósio I (r. 378-395), Arcádio (r. 383-408) e Honório (r. 393-423). Orientadora: Margarida Maria de Carvalho. 2026. 191 f. Dissertação (Mestrado em História) – Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Estadual Paulista, Franca, 2026.

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