As críticas de Zósimo e Jordanes aos imperadores Zenão I (r. 474-491), Anastácio I (r. 491-518), Justino I (r. 518-527) e Justiniano (r. 527-565) em relação aos povos bárbaros: projeções sobre os governos de Teodósio I (r. 378-395), Arcádio (r. 383-408) e Honório (r. 393-423)
| dc.contributor.advisor | Carvalho, Margarida Maria de [UNESP] | |
| dc.contributor.author | Moraes, Jéssica da Costa Minati | |
| dc.contributor.committeeMember | Carvalho, Margarida Maria de [UNESP] | |
| dc.contributor.committeeMember | Silva, Érica Cristhyane Morais da | |
| dc.contributor.committeeMember | Benedetti, Pedro | |
| dc.contributor.institution | Universidade Estadual Paulista (UNESP) | pt |
| dc.date.accessioned | 2026-08-24T14:50:47Z | |
| dc.date.issued | 2026-08-19 | |
| dc.description.abstract | A presente pesquisa teve como objetivo identificar e examinar os pontos de concordância e desacordo nas obras de Zósimo e Jordanes acerca das ações políticas de Teodósio I, Arcádio e Honório, especialmente no que se refere às relações entre o Império Romano e os povos bárbaros durante a Antiguidade Tardia. A análise das representações construídas por ambos os autores permitiu compreender não apenas interpretações distintas dos mesmos eventos, mas também diferentes concepções de Império, autoridade, legitimidade e alteridade. Enquanto Zósimo elabora uma narrativa marcada por forte crítica à incorporação de bárbaros nas estruturas militares e administrativas, associando tais práticas ao declínio romano, Jordanes enfatiza a cooperação e a integração como estratégias de continuidade política. A figura de Teodósio I exemplifica essa divergência interpretativa, sendo vinculada por Zósimo à decadência institucional, ao passo que Jordanes o apresenta como agente de pacificação por meio de alianças com os godos. Apesar das diferenças, ambos reconhecem o papel central dos bárbaros na dinâmica militar e política entre o final do século IV e o início do século V. As narrativas analisadas evidenciam o uso da memória como instrumento interpretativo, permitindo que o passado seja mobilizado à luz das experiências contemporâneas dos autores e dos imperadores do século VI: Zenão I, Anastácio I, Justino I e Justiniano. Desse modo, a comparação entre Zósimo e Jordanes revela que as relações entre romanos e bárbaros foram marcadas por negociações, alianças e conflitos, indicando que a Antiguidade Tardia deve ser compreendida como um período de reconfiguração política, no qual o Império Romano buscou assegurar sua continuidade por meio de práticas adaptativas, especialmente no Oriente, ao mesmo tempo em que se transformava no Ocidente. | pt |
| dc.description.abstract | The aim of this study was to determine and analyse the points of agreement and disagreement between the work of Zosimus and Jordanes with respect to the political actions of Theodosius I, Arcadius and Honorius, especially regarding relations between the Roman Empire and the barbarian peoples during Late Antiquity. The analysis of the representations constructed by both authors allowed us to understand not only distinct interpretations of the same events but also different conceptions of empire, authority, legitimacy, and otherness. While Zosimus elaborates a narrative marked by strong criticism of the incorporation of barbarians into military and administrative structures, associating such practices with Roman decline, Jordanes emphasizes cooperation and integration as strategies for political continuity. The figure of Theodosius I exemplifies this interpretative divergence, being linked by Zosimus to institutional decadence, while Jordanes presents him as an agent of pacification through alliances with the Goths. Despite their differences, both authors acknowledge the significant role of barbarians in the military and political dynamics between the late 4th and early 5th centuries. The narratives analysed demonstrate the use of memory as an interpretative tool, allowing the past to be mobilized considering the contemporary experiences of the authors and the emperors of the 6th century: Zeno I, Anastasius I, Justin I, and Justinian. Thus, the comparison between Zosimus and Jordanes reveals that relations between Romans and barbarians were marked by negotiations, alliances, and conflicts, indicating that Late Antiquity should be understood as a period of political reconfiguration, in which the Roman Empire sought to ensure its continuity through adaptive practices, especially in the East, while simultaneously transforming itself in the West. | en |
| dc.description.sponsorship | Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) | pt |
| dc.description.sponsorship | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) | pt |
| dc.description.sponsorshipId | FAPESP: 2024/01938-7 | pt |
| dc.description.sponsorshipId | CAPES: 001 | pt |
| dc.identifier.capes | 33004072013P0 | |
| dc.identifier.citation | MORAES, Jéssica da Costa Minati. As críticas de Zósimo e Jordanes aos imperadores Zenão I (r. 474-491), Anastácio I (r. 491-518), Justino I (r. 518-527) e Justiniano (r. 527-565) em relação aos povos bárbaros: projeções sobre os governos de Teodósio I (r. 378-395), Arcádio (r. 383-408) e Honório (r. 393-423). Orientadora: Margarida Maria de Carvalho. 2026. 191 f. Dissertação (Mestrado em História) – Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Estadual Paulista, Franca, 2026. | pt |
| dc.identifier.lattes | 0879478247145778 | |
| dc.identifier.orcid | https://orcid.org/0000-0003-2981-0472 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/11449/330084 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.publisher | Universidade Estadual Paulista (UNESP) | pt |
| dc.rights.accessRights | Acesso aberto | pt |
| dc.subject | Antiguidade Tardia | pt |
| dc.subject | Império Romano | pt |
| dc.subject | Bárbaros | pt |
| dc.subject | Zósimo | pt |
| dc.subject | Jordanes | pt |
| dc.title | As críticas de Zósimo e Jordanes aos imperadores Zenão I (r. 474-491), Anastácio I (r. 491-518), Justino I (r. 518-527) e Justiniano (r. 527-565) em relação aos povos bárbaros: projeções sobre os governos de Teodósio I (r. 378-395), Arcádio (r. 383-408) e Honório (r. 393-423) | pt |
| dc.title.alternative | The criticisms of Zosimus and Jordanes regarding emperors Zeno I (r. 474–491), Anastasius I (r. 491–518), Justin I (r. 518–527), and Justinian (r. 527–565) concerning barbarian peoples: projections onto the governments of Theodosius I (r. 378–395), Arcadius (r. 383–408), and Honorius (r. 393–423). | en |
| dc.type | Dissertação de mestrado | pt |
| dcterms.impact | O potencial impacto desta pesquisa reside na contribuição para uma compreensão mais completa das relações entre romanos e bárbaros durante a Antiguidade Tardia, afastando interpretações baseadas em modelos de ruptura, decadência ou oposição absoluta entre esses grupos. Dessa forma, a pesquisa contribui para os debates historiográficos sobre a transformação do Império Romano ao revelar que a presença dos povos bárbaros deve ser entendida como parte integrante dos processos de negociação, adaptação e reorganização das estruturas políticas imperiais. A investigação, além do mais, amplia a reflexão sobre o papel da historiografia como instrumento de interpretação e ressignificação do passado, sobretudo ao evidenciar como autores do século VI da Era Comum mobilizaram acontecimentos dos séculos anteriores para responder às questões do seu próprio tempo. Nesse sentido, pretendemos contribuir para o estudo da Antiguidade Tardia ao destacar a pluralidade de trajetórias históricas e ao reforçar a necessidade de analisar as relações romano-bárbaras a partir das dinâmicas de interação, conflito e integração. | pt |
| dcterms.impact | The potential impact of this research lies in its contribution to a more comprehensive understanding of the relationships between Romans and barbarians during Late Antiquity, moving away from interpretations based on models of rupture, decline, or absolute opposition between these groups. Thus, the research contributes to historiographical debates regarding the transformation of the Roman Empire by revealing that the presence of barbarian peoples should be understood as an integral part of the processes of negotiation, adaptation, and reorganization of imperial political structures. Furthermore, the investigation broadens the reflection on the role of historiography as a tool for interpreting and reinterpreting the past, particularly by highlighting how 6th-century CE authors drew upon events from previous centuries to address the issues of their time. In this regard, we aim to contribute to the study of Late Antiquity by highlighting the plurality of historical trajectories and reinforcing the need to analyse Roman-barbarian relations through the dynamics of interaction, conflict, and integration. | en |
| dspace.entity.type | Publication | |
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| unesp.campus | Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Franca | pt |
| unesp.examinationboard.type | Banca pública | pt |
| unesp.graduateProgram | História - FCHS | pt |
| unesp.knowledgeArea | Historia e sociedade | pt |
| unesp.researchArea | Política: ações e representações | pt |
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