Priming salino em microtomateiro: uma abordagem fisiológica e bioquímica sobre memória celular
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Data
Autores
Orientador
Gratão, Priscila Lupino 

Coorientador
Reis, Eduarda Gonçalves
Pós-graduação
Curso de graduação
Jaboticabal - FCAV - Ciências Biológicas
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Resumo (português)
As plantas são organismos sésseis, ou seja, organismos fixos e não são capazes de se locomover pelo ambiente em que estão inseridas, por mais desfavorável que ele seja. Quando uma planta passa por condições estressantes, sejam elas bióticas ou abióticas, ocorre a superprodução de espécies reativas de oxigênio (ERO) que causam danos oxidativos nas células. Um exemplo de estresse é a salinidade, esta que causa desregulação osmótica, estomática e gera toxicidade. Pensando no sistema agrônomo e na garantia de produtividade, um novo método vem sendo estudado a fim de diminuir os danos nas plantas, ele é conhecido como priming e, se trata de uma pré-exposição da planta a uma determinada situação para que, futuramente, ela possa responder a eventos que causam distúrbio com uma melhor resposta de defesa, conhecido como memória ao estresse, ou memória celular. Frente aos fatos expostos, utilizou-se nesse presente trabalho como planta modelo, o tomate (Solanum lycopersicum L.) da variedade micro-tom, uma hortaliça de alta importância econômica e nutricional. O objetivo desse trabalho foi avaliar, a partir de dados fisiológicos e metabólicos, a memória celular induzida a partir de priming salino em cultivares de microtomateiro. Plantas da cultivar foram expostas a cinco priming’s salinos de (0, 10, 20, 40 e 60 mM) e depois expostas a três níveis de estresses salinos (0, 40 e 120 mM). Posteriormente, seguiu-se com coleta e análises bioquímicas e fisiológicas. Os resultados mostraram que as enzimas responsivas para a hipótese de memória foram a APX, a GPOX e a GSH-Px e, os priming’s 40 e 60 mM foram os mais efetivos como pré-exposição e, ativaram o início de uma resposta a memória celular. Entretanto, ainda se trata de um estudo novo e que requer mais dados exploratórios para definição da melhor concentração salina como priming e o tempo de exposição.
Resumo (inglês)
lants are sessile organisms, meaning they are fixed and unable to move through the environment in which they are inserted, regardless of how unfavorable it may be. When a plant undergoes stressful conditions, whether biotic or abiotic, there is an overproduction of reactive oxygen species (ROS) that cause oxidative damage in the cells. An example of stress is salinity, which causes osmotic and stomatal dysregulation and generates toxicity. Considering the agronomic system and the guarantee of productivity, a new method is being studied to reduce damage to plants. It is known as priming and involves pre-exposing the plant to a specific situation so that, in the future, it can respond to disturbance-causing events with an improved defense response, known as stress memory or cellular memory. In view of the facts presented, this study used the tomato (Solanum lycopersicum L.) of the Micro-Tom variety as a model plant, a vegetable of high economic and nutritional importance. The objective of this work was to evaluate, based on physiological and metabolic data, the cellular memory induced by saline priming in Micro-Tom tomato cultivars. Cultivar plants were exposed to five saline priming treatments (0, 10, 20, 40, and 60 mM) and then exposed to three levels of saline stress (0, 40, and 120 mM). Subsequently, collection and biochemical and physiological analyses were performed. The results showed that the responsive enzymes for the memory hypothesis were APX, GPOX, and GSH-Px, and the 40 and 60 mM priming treatments were the most effective as pre-exposure, activating the onset of a cellular memory response. However, this is still a new study that requires more exploratory data to define the best saline concentration as priming and the exposure time.
Descrição
Palavras-chave
estresse oxidativo, Solanum lycopersicum, salinidade
Idioma
Português
Citação
FORTE, C. V. Priming salino em microtomateiro: uma abordagem fisiológica e bioquímica sobre memória celular. 2025. 36 f. Trabalho de conclusão de curso (Graduação em Ciências Biológicas) - Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho, Jaboticabal, 2025.

