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Abordagem analítica do plasma rico em plaquetas e do plasma pobre em plaquetas para o tratamento da endometrite em éguas

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Orientador

Canisso, Igor Frederico

Coorientador

Pós-graduação

Biotecnologia Animal - FMVZ

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Tese de doutorado

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

A endometrite é a principal causa de subfertilidade em éguas, podendo ter origem infecciosa ou não infecciosa. O tratamento geralmente segue uma abordagem multimodal, combinando lavagens uterinas, agentes ecbólicos, anti-inflamatórios antibióticos. No entanto, com a crescente demanda por me-lhores resultados, terapias alternativas vêm ganhando espaço devido aos bons resultados obtidos com seu uso. Este estudo teve como objetivos avaliar as diferenças no proteoma do plasma rico em plaquetas (PRP) de éguas resis-tentes e susceptíveis à endometrite persistente pós-cobertura (EPPC) e analisar a estabilidade de soluções antibióticas para infusão uterina com a adição de PRP ou plasma pobre em plaquetas (PPP). No Experimento 1, foram utilizadas 12 éguas: 7 susceptíveis e 5 resistentes à EPPC. O PRP foi obtido por dupla centrifugação após coleta sanguínea em bolsas de transfusão. As contagens plaquetárias foram comparadas entre os grupos 561 ± 152 × 10³/µL (resis-tentes) vs. 768 ± 395 × 10³/µL (susceptíveis) (p < 0,05). As amostras foram criopreservadas a -196C até a proteômica. Das 105 proteínas detectadas, quatro foram significativamente mais abundantes nas éguas resistentes: apo-lipoprotein C-II, serpin family G member 1, protection of telomeres protein 1, and non-specific serine/threonine protein kinase — todas associadas à resposta imune. No Experimento 2, foram utilizadas 14 éguas. A produção de PRP e PPP seguiram o protocolo descrito anteriormente, com contagens manuais de plaquetas: PPP (59 ± 3,92 × 10³/µL) e PRP (610 ± 31,82 × 10³/µL). As soluções antibióticas (amicacina, ampicilina e ceftiofur, 1 g cada) foram preparadas em 60 ml, usando solução ringer com lactato como diluente. A amicacina foi tamponada 1:2 com bicarbonato de sódio 8,4%. A cada 2,5 ml de PRP ou PPP, foram adicionados 2,5 ml da solução com antibiótico. As amostras foram ava-liadas nos tempos 0, 1, 2, 3, 4, 5 e 6 horas quanto a pH, turbidez, sedimentação e agregados plaquetários, sendo armazenadas em duplicata a 21°C e 5°C. A adição de qualquer um dos antibióticos ao PPP e PRP, causou alterações substanciais no pH, acidificando com amicacina e ceftiofur e alcalinizando com ampicilina. Em conclusão, o Experimento 1, demonstrou que éguas resistentes a EPPC, possuem maior quantidade de proteínas ligadas ao sistema imune, sugerindo que este plasma possa ser benéfico no tratamento da EPPC de éguas susceptíveis. Já no Experimento 2, embora o pH tenha sido afetado, as soluções mostraram-se estáveis, exceto as contendo ceftiofur. Sendo assim, acreditamos que a associação de PRP e PPP à antibióticos comumente utili-zados na rotina possam ser utilizados para infusão intrauterina, entretanto estudos in vivo são necessários para confirmação da eficácia clínica.

Resumo (inglês)

Endometritis is the leading cause of subfertility in mares and may result from either infectious or non-infectious sources. Treatment is commonly carried out using a multimodal approach, combining uterine lavage, ecbolic agents, anti-inflammatories, and antimicrobials. However, in response to the increasing demand for improved fertility outcomes, alternative therapies have gained prominence due to the promising results demonstrated in their application. Thus, this study aimed to evaluate the proteomic differences in platelet-rich plasma (PRP) from resistant and susceptible mares to persistent breeding-induced endometritis (PBIE), as well as to assess the stability of antibiotic solutions for intrauterine infusion following the addition of platelet-poor plasma (PPP) and PRP. In experiment, 12 mares were used: 7 susceptible and 5 resistants to PBIE. Blood was collected using transfusion bags and subjected to double centrifu-gation to produce PRP. After preparation, PRP samples were cryopreserved in liquid nitrogen until proteomic analysis. Platelet counts in PRP from resistant (561 ± 152 × 10³/µL) and susceptible (768 ± 395 × 10³/µL) mares were statis-tically different (p < 0.05). A total of 105 proteins were detected in all mares; however, four proteins were significantly more abundant in resistant mares (p < 0.05): apolipoprotein C-II, serpin family G member 1, protection of telomeres protein 1, and non-specific serine/threonine protein kinase, all of them are as-sociated to the immune response. For the second study, fourteen mares were used. PRP and PPP were prepared as described in experiment 1, and platelet counts were manually performed for PPP (59 ± 3.92 × 10³/µL) and PRP (610 ± 31.82 × 10³/µL). Antibiotic solutions were prepared in a final volume of 60 mL. The antibiotics concentration were 1 g for each. Amikacin was buffered in a 1:1 dilution with 8.4% sodium bicarbonate (NaHCO₃). Ringer’s Lactate solution was used as a diluent to reach the final volume. Once prepared, 2.5 mL of PRP or PPP was added to 2.5 mL of the antibiotic solution. Samples were evaluated at 7 time points (0, 1, 2, 3, 4, 5, and 6 hours). Assessments included pH, turbidity, sedimentation, and platelet aggregation. Each sample was stored in duplicate: 21°C and 5°C. The addition of any of the antibiotics to PPP and PRP caused substantial changes in pH: amikacin and ceftiofur led to acidification, while ampicillin caused alkalinization. In conclusion, Experiment 1 demonstrated that mares resistant to EPPC have a higher amount of immune system-related proteins, suggesting that their plasma could be beneficial in treating EPPC in susceptible mares. These results suggest that PRP prepared from mares resistant to PBIE may be more beneficial in mitigating PBIE in mares and that homologous PRP could be superior to autologous; however, this remains to be determined with in vivo studies. In Experiment 2, although pH alterations occurred, the solutions remained stable, except for those containing ceftiofur. The authors believe that the combination of either PRP or PPP to commonly used antibiotics may be suitable to treat EPPC in mares. However, in vivo studies are necessary to confirm these hypothesys.

Descrição

Palavras-chave

Plasma rico em plaquetas, Endometrite infecciosa, Imunomodulação, Resistência antimicrobiana, Endometrite, Resistência microbiana a medicamentos

Idioma

Português

Citação

NOVELLO, Guilherme. Abordagem analítica do plasma rico em plaquetas e do plasma pobre em plaquetas para o tratamento da endometrite em éguas. 2025. Tese (Doutorado em Biotecnologia Animal) - Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2025

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Item type:Unidade,
Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia
FMVZ
Campus: Botucatu


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Item type:Programa de pós-graduação,
Biotecnologia Animal
Código CAPES: 33004064086P1