Luzes e sombras: o Led Zeppelin e os impasses do underground londrino (1968-1971)
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Data
Autores
Orientador
Fenerick, José Adriano 

Coorientador
Pós-graduação
História - FCHS
Curso de graduação
Título da Revista
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Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Tese de doutorado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Em meados da década de 1960, um novo grupo social jovem surgiu na Grã-Bretanha, o underground, que fazia oposição àquilo que era chamado de establishment, ou seja, às forças sociais responsabilizadas pelo racionalismo técnico, pela Guerra do Vietnã e por não permitir que o indivíduo possuísse autonomia para se expressar, inclusive de modo artístico. Assim, para fazer frente aos ditames das forças conservadoras, usava-se drogas psicodélicas, aproximava-se de filosofias e religiões orientais, lia-se literatura infantil, acreditava-se em lendas metafísicas das mais diversas etc. A partir disso, o underground acreditava que faria a revolução e chegaria a uma nova sociedade e o rock foi a expressão musical desse meio social. No ano seguinte, diversas críticas vindas da Nova Esquerda promoveram impasses entre os freaks, o que dificultou a autocrítica da arte como ocorria no underground entre 1965 e 1967, e esse fato permitiu a entrada de diversos gêneros musicais nesse meio. Nova Esquerda e underground formaram aquilo que ficou conhecido como contracultura. O objetivo desta tese é compreender como o Led Zeppelin, por meio de faixas presentes em seus quatro primeiros álbuns de estúdio, levou adiante seu projeto denominado “luz e sombra” e como a estrutura social do período de crise do underground viabilizou que a banda utilizasse formas musicais pré-definidas e outras que não estavam no âmbito do pré-estabelecido. Ao longo da pesquisa, foi possível notar que, apesar das disputas entre esses dois grupos jovens, havia setores entre os freaks que não concordavam com as opiniões da New Left e buscavam continuar com o projeto de nova sociedade vinda dos diversos grupos que compunham o underground.
Resumo (inglês)
In the mid-1960s, a new youth social group emerged in Great Britain, the underground, which opposed the so-called establishment, that is, the social forces responsible for technical rationalism, for the Vietnam War and for not allowing the individuals autonomy to express themselves, including artistically. Thus, in order to confront the conservatives’ society forces, they used to take psychedelic drugs, adhere to Eastern philosophies and religions, read children’s literature and believe in many metaphysical legends. From that point onwards, the underground believed that it would make the revolution and would arrive in a new society. Rock was the musical expression of this social environment. In the following year, many critics from New Left promoted impasses between freaks, which hindered the self-critique of art as it occurred in underground between 1965 and 1967, and this fact allowed the entrance of many musical genres in this social environment. New Left and underground composed what is called counterculture. The focus of this thesis is understanding how Led Zeppelin, through tracks featured in their first four studio albums, carried out their project called “light and shade” and how the social structure of that time of underground crises enabled Led Zeppelin to used predefined musical forms and others that were not within the scope of pre-stablished. Throughout this research it was possible to note that, despite the disputes between these youth groups, there were sectors among freaks that did not agree with New Left opinions and sought to continue with the project of new society coming from the various groups that made up the underground.
Resumo (espanhol)
A mediados de la década de 1960, un nuevo grupo social joven apareció en Gran Bretaña, el underground, que se oponía a lo que se llamaba de establishment, es decir, las fuerzas sociales responsabilizadas por el racionalismo técnico, por la Guerra del Vietnam y por no permitir que el individuo poseyera autonomía para expresarse, incluso de modo artístico. De este modo, para hacer frente a los dictados de las fuerzas conservadoras, se usaba drogas psicodélicas, se acercaba de filosofías y religiones orientales, se leía literatura infantil, se acreditaba en leyendas metafísicas de las más diversas etc. A partir de eso, el underground acreditaba que haría la revolución y llegaría a una nueva sociedad y el rock fue la expresión musical de ese medio social. El año siguiente, diversas críticas procedentes de la Nueva Izquierda promovieron enfrentamientos entre los freaks, lo que dificultó la autocrítica del arte como se producía en el culmen del underground entre 1965 y 1967, y este hecho permitió la entrada de variados géneros musicales en este entorno. Nueva Izquierda y underground formaron lo que quedó conocido como contracultura. El objetivo de esta tesis es comprender como el Led Zeppelin, por medio de pistas presentes en sus cuatro primeros álbumes de estudio, llevó adelante su proyecto denominado “luz y sombra” y como la estructura social del período de crisis del underground permitió que la banda utilizase formas musicales predefinidas y otras que no estaban en el ámbito del preestablecido. A lo largo de la investigación, se pudo observar que, a pesar de las disputas entre estes dos grupos jóvenes, había sectores entre los freaks que no concordaban con las opiniones de la New Left y buscaban continuar con el proyecto de nueva sociedad procedente de los diversos grupos que componían el underground.
Descrição
Palavras-chave
Led Zeppelin, Rock, Contracultura, Underground, Psicodelia, Counterculture, Psychedelia, Psicodelia
Idioma
Português
Citação
ARRUDA, Ricardo Sinigaglia. Luzes e sombras: o Led Zeppelin e os impasses do underground londrino. Orientador: José Adriano Fenerick. 2025, 290 f. Tese (Doutorado em História) - Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Estadual Paulista, Franca, 2025.


