Três figuras grotescas e estropiadas: a pantomima cantada Os Circunvagantes como adaptação do romance O Grande Mentecapto
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Pós-graduação
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Universidade de Brasília
Tipo
Artigo
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Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
A “pantomima cantada” Os Circunvagantes, para três tenores e orquestra, com libreto de Luiz Eduardo Frin e composição musical de Maurício De Bonis, foi com- posta a partir do comissionamento do Ateliê de Criação: Dramaturgia e Processos Criativos da Fundação Clóvis Salgado, como parte da Temporada de Ópera 2021 do Palácio das Artes de Belo Horizonte. As demandas centrais nesse comissiona- mento foram a curta duração, o efetivo reduzido e que o libreto fosse uma adap- tação do romance O Grande Mentecapto, de Fernando Sabino. Ao mesmo tempo em que se começavam a superar as consequências da mortífera pandemia da Covid-19 (estrategicamente negligenciada pelo poder público federal), uma série de setores da atividade profissional, como o setor artístico, não apenas sofreram com a falta de uma política pública de compensação pela desaceleração econô- mica como foram diretamente atacados e até responsabilizados pela crise na economia presente no País mesmo antes do período pandêmico. Em Os Circunvagantes há três personagens: artistas de uma companhia mambembe de circo-teatro que se prepara para uma encenação d’O Grande Mentecapto. Os au- tores partiram de um viés comum na abordagem da ópera como linguagem ar- tística para constituir uma estratégia de representação em que a personagem principal do romance se desdobra em três personagens de vozes iguais que per- correm, cada uma, seu processo dialético de individuação, que ao mesmo tempo as conduz à plena identidade, à descaracterização de suas diferenças, e a sua projeção simbólica como a voz dos excluídos.
Resumo (inglês)
The “sung pantomime” Os Circunvagantes (The Circumwanderers), for three tenors and orchestra, with a libretto by Luiz Eduardo Frin and musical composition by Maurício De Bonis, was commissioned by the Creative Workshop: Dramaturgy and Creative Processes of the Clóvis Salgado Foundation, as part of of the 2021 Opera Season at the Palácio das Artes in Belo Horizonte, Brazil. The central demands in this commissioning were the short duration, the reduced staff and that the libretto be an adaptation of the novel O Grande Mentecapto (The Great Insane), by Brazilian writer Fernando Sabino. At a time when the consequences of the deadly Covid-19 pandemic (strategically neglected by the federal government) were beginning to be overcome, a series of sectors of professional activity, such as the artistic sector, not only suffered from the lack of a public policy to compensate for the economic slowdown, but were also directly attacked and even blamed for the economic crisis present in Brasil even before the pandemic. In Os Circunvagantes there are three characters: performers from a shabby circus-theatre company that is preparing for a staging of O Grande Mentecapto. The authors departed from a common bias in approaching opera as an artistic language to constitute a representation strategy in which the main character of the novel unfolds into three characters with similar voice types who go through each one of their dialectical processes of individuation, which at the same time leads them to their full identity, to the mischaracterization of their differences, and to their symbolic projection as the voice of the excluded.
Descrição
Palavras-chave
Óperas, Ópera - Dramaturgia, Composição (Música), Circos, Criação (Literária, artística, etc.), Criação (Literária, artística, etc.)
Idioma
Português
Citação
FRIN, Luiz Eduardo; DE BONIS, Maurício Funcia. Três figuras grotescas e estropiadas: a pantomima cantada Os Circunvagantes como adaptação do romance O Grande Mentecapto. Dramaturgias, Brasília, n. 23, p. 51-80, 2023. DOI: https://doi.org/10.26512/dramaturgias23.51023. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/dramaturgias/article/view/51023.



