Publicação:
Biogeografia e conservação de anfíbios anuros da Mata Atlântica

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Data

2019-05-28

Orientador

Sawaya, Ricardo Jannini

Coorientador

Pós-graduação

Biologia Animal - IBILCE

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

A biota global está distribuída de forma não aleatória no espaço, formando padrões de distribuição geográfica. Um dos processos que explica essas distribuições é a vicariância, que fragmenta a distribuição geográfica de uma população através de uma barreira geográfica. Assim, as duas populações ficarão isoladas, e com o tempo podem originar duas espécies irmãs. Espécies que coexistem em uma determinada área formam unidades biogeográficas. Exemplos de unidades biogeográficas amplamente distribuídas são os domínios morfoclimáticos, como a Mata Atlântica. É na Mata Atlântica onde se encontra a maior diversidade de anfíbios anuros do mundo. Porém este domínio é altamente explorado desde o início da colonização da América do Sul, com altas taxas de perda e fragmentação de habitat, contribuindo ainda mais para o declínio populacional de anfíbios e a possível extinção em massa do grupo. Identificar unidades biogeográficas internas da Mata Atlântica para anuros é essencial para estudos mais amplos abordando a história evolutiva do grupo e também para propor medidas mais eficientes de conservação. O objetivo desse estudo foi analisar o cenário atual de distribuição geográfica dos anfíbios anuros na Mata Atlântica, identificando unidades biogeográficas, testando o modelo vicariante, avaliando se padrões e processos da diversidade do grupo estão sendo conservados, e propor áreas prioritárias para conservação. Utilizamos como base de dados os polígonos corrigidos da União Internacional de Conservação da Natureza IUCN e a análise de Elementos Bióticos (EB) para identificar as unidades biogeográficas. O programa Zonation foi utilizado para propor as áreas prioritárias para conservação, utilizando como base as áreas de proteção (APs) disponibilizadas pela IUCN e o mapa de uso de solo disponibilizado pela ESA Climate Change Initiative. Recuperamos 21 elementos bióticos. As predições do modelo vicariante foram válidas, com espécies irmãs presentes em EBs diferentes. Em média, os EBs apresentam 33% de remanescentes florestais, mas apenas 12% de suas áreas totais estão protegidas por áreas de proteção. As áreas mais problemáticas em relação à proteção por APs e perda de habitat encontram-se nas porções mais afastadas do litoral, áreas noroeste e sudoeste da Mata Atlântica, locais que devem ser, portanto considerados como áreas prioritárias para conservação.

Resumo (inglês)

The global biota is distributed non-randomly forming geographic distribution patterns. One of the processes explaining these distributions is vicariance, in which a geographic barrier is responsible for fragmenting the geographical distribution of a population. Thus, two populations would be isolated, and with time may originate two sister species. Species that coexist in a certain area form biogeographic units. Examples of widely distributed biogeographic units are the morpho-climatic domains, such as the Atlantic Forest. The highest diversity of anuran amphibians around the world is found in the Atlantic Forest. However, this domain is highly explored since the beginning of the South America colonization. The high rates of habitat loss and fragmentation in this domain has been contributing even more to the population decline of amphibians and the possible mass extinction of this group. Identifying internal biogeographic units for the Atlantic Forest for anurans is essential for further studies including the evolutionary history of the group and also for proposing efficient conservation plans. The aim of this study was to analyse the current scenario of anuran amphibians in the Atlantic Forest, identifying biogeographic units, to test the vicariance model predictions, to evaluate if diversity patterns and processes have been conserved, and to propose priority conservation areas. We use the revised polygons of the International Union for Conservation of Nature (IUCN) as a database. We used Biotic Element (BE) analysis to identify biogeographic units, and the Zonation software to propose priority areas for conservation, based on the protected areas (PAs) made available by IUCN and the land use map made available by ESA Climate Change Initiative. We recovered 21 biotic elements. The predictions of the vicariance model were valid, with sister species present in different EBs. On average, EBs had 33% of forest remnants, but only 12% of its total area was protected by PAs. The most problematic areas in relation to protection by PAs and habitat loss inland areas, in northwestern and southwestern regions of the Atlantic Forest, which should be considered priority areas for conservation.

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Português

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