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Estudo retrospectivo de coorte brasileira para avaliação do regime de condicionamento LACE em pacientes com linfoma de Hodgkin e linfomas não-Hodgkin submetidos a transplante autólogo de células progenitoras hematopoiéticas

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Orientador

Gaiolla, Rafael Dezen

Coorientador

Pós-graduação

Fisiopatologia em Clínica Médica - FMB

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Tese de doutorado

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

O transplante de células progenitoras hematopoiéticas autólogo (TCPH-auto) é o tratamento de escolha para linfoma de Hodgkin (LH) e linfoma não-Hodgkin (LNH) recidivados ou refratários (RR) em pacientes elegíveis. O regime de condicionamento é parte fundamental do TCPH-auto mas não há estudos randomizados comparativos entre diferentes protocolos, sendo que o BEAM (carmustina, etoposídeo, citarabina e melfalano) é o mais estudado e utilizado. Entretanto, com o desabastecimento da carmustina no Brasil entre 2017 e 2023, além do fornecimento irregular de melfalano, o regime LACE (lomustina, citarabina, ciclofosfamida e etoposídeo) tornou-se atrativo à medida que não utiliza ambas as drogas. Porém, dados da literatura sobre a eficácia e a toxicidade do esquema LACE são escassos e baseados em experiências unicêntricas, com número pequeno de pacientes. Objetivo: Avaliar, retrospectivamente, uma coorte brasileira quanto à eficácia e à toxicidade do regime de condicionamento LACE. Casuística e Métodos: Foram incluídos pacientes maiores de 18 anos, de 5 centros brasileiros, com diagnóstico de LH ou LNH RR, submetidos a TCPH-auto com regime de condicionamento LACE entre 01/01/2018 à 01/01/2023. Foram coletados dados demográficos e relacionados à doença antes do TCPH-auto, dados de toxicidades durante o transplante, tempos de enxertia e de internação, bem como desfechos de sobrevida, incluindo a mortalidade relacionada ao procedimento. Resultados: Um total de 127 pacientes foram incluídos e 85,3% estavam em resposta completa após o TCPH-auto. Apenas 17,3% dos pacientes apresentaram toxicidades graves e os tempos medianos para enxertia neutrofílica e plaquetária foram de 11 e 13 dias, respectivamente. Com um seguimento mediano de 36 meses, a sobrevida livre de progressão e a sobrevida global foram de 57,2% e 79,5%, respectivamente. A mortalidade relacionada ao procedimento foi de 8,6% e de 6,2% quando os casos de óbito por COVID-19 foram excluídos. Conclusão: O regime de condicionamento LACE é uma opção segura e eficaz para pacientes com linfoma, configurando-se como um bom regime alternativo de condicionamento.

Resumo (inglês)

Autologous hematopoietic stem cell transplantation (auto-HSCT) remains the treatment of choice for relapsed or refractory (RR) Hodgkin lymphoma (HL) and non-Hodgkin lymphoma (NHL) in eligible patients. The conditioning regimen is a fundamental component of auto-HSCT; however, no randomized studies comparing different protocols are available, and BEAM (carmustine, etoposide, cytarabine, and melphalan) is the most widely studied and used. Nevertheless, due to the shortage of carmustine in Brazil between 2017 and 2023, in addition to irregular supplies of melphalan, the LACE regimen (lomustine, cytarabine, cyclophosphamide, and etoposide) has become an attractive alternative, as it does not require either carmustine or melphalan. However, data regarding the efficacy and toxicity of the LACE regimen is scarce and based mainly on small single-center experiences. Objective: To retrospectively evaluate a Brazilian cohort regarding the efficacy and toxicity of the LACE conditioning regimen. Methods: This retrospective, multicenter study included patients aged 18 years or older from five Brazilian centers who were diagnosed with HL or NHL RR and underwent auto-HSCT using the LACE conditioning regimen between January 1, 2018, and January 1, 2023. Demographic and disease-related data prior to auto-HSCT, toxicity data during transplantation, engraftment and hospitalization lenght, as well as survival outcomes—including transplant-related mortality—were collected. Results: A total of 127 patients were included, and 85.3% were in complete response after auto-HSCT. Only 17.3% of patients experienced severe toxicities. Median neutrophil and platelet engraftment times were 11 and 13 days, respectively. With a median follow-up of 36 months, the rates of progression-free survival and overall survival were 57.2% and 79.5%, respectively. Transplant-related mortality was 8.6%, decreasing to 6.2% when COVID-19–related deaths were excluded. Conclusion: The LACE conditioning regimen demonstrated favorable efficacy and safety profiles in patients with lymphoma, and represents a strong alternative conditioning protocol.

Descrição

Palavras-chave

Medula óssea Transplante, Transplante de células progenitoras hematopoiéticas, Hodgkin, Doença de, Linfoma, LACE, Autologous hematopoietic stem-cell transplantation, Hodgkin disease, Lymphoma, Non-Hodgkin

Idioma

Português

Citação

MARCONDES, Thomás de Souza Patto. Estudo retrospectivo de coorte brasileira para avaliação do regime de condicionamento LACE em pacientes com linfoma de Hodgkin e linfomas não-Hodgkin submetidos a transplante autólogo de células progenitoras hematopoiéticas. 2025. Tese (Doutorado em Fisiopatologia em Clínica Médica) - Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2025.

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