Desfechos perioperatórios de pacientes submetidos a cirurgia colorretal: coorte prospectiva
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Data
Autores
Orientador
Lemos, Cassiane de Santana 

Coorientador
Pós-graduação
Enfermagem - FMB
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Introdução: O câncer é caracterizado como um problema de saúde pública mundial em razão de sua alta incidência e mortalidade, com destaque para cânceres de mama, pulmão e colorretal. O câncer colorretal é uma neoplasia de alta incidência no Brasil; seu tratamento pode envolver o procedimento cirúrgico e medidas para otimizar a recuperação cirúrgica e reduzir as complicações pós-operatórias, dentre as quais se destaca o protocolo Enhanced Recovery After Surgery (ERAS). O protocolo ERAS consiste em uma abordagem multimodal de cuidados no período perioperatório com o objetivo de promover uma recuperação mais rápida das condições prévias do paciente, com consequente redução do tempo de internação. Objetivo: Avaliar os desfechos perioperatórios e a sua relação com variáveis demográficas, cirúrgicas e com as ações implementadas pela equipe multiprofissional durante o período perioperatório de pacientes submetidos a cirurgias colorretais. Metodologia: Estudo observacional, do tipo coorte prospectiva, realizado no período de junho de 2023 a março de 2025, em um hospital de nível terciário do interior de São Paulo, com inclusão de pacientes adultos submetidos a cirurgias eletivas colorretais em qualquer segmento. Para coleta de dados foi utilizado um instrumento com dados sociodemográficos (sexo, idade, escolaridade e estado civil), características do procedimento cirúrgico (ASA, Mallampati, tipo de anestesia, complicações cirúrgicas, tempo de procedimento, tempo de internação, tempo de permanência com dispositivos, dor, náuseas, vômitos e intervenções da equipe multiprofissional) e avaliação do risco nutricional pré e pós-operatório por meio de marcadores laboratoriais e aplicação da escala Avaliação Subjetiva Global Produzida pelo Paciente (ASG-PPP). Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e inferencial. Para descrição foram utilizadas frequências absolutas e relativas, juntamente com medidas de tendência central (média, mediana e desvio padrão). A análise dos desfechos perioperatórios com as variáveis categóricas foi realizada por meio do teste de correlação de Person; para as variáveis contínuas, foi utilizado o teste de Wilcoxon-Mann-Whitney. Para a análise da probabilidade de dor de acordo com os períodos pós-operatórios foi utilizado o modelo de regressão linear de efeitos mistos, fixando as variáveis relacionadas ao procedimento anestésico. Resultados: A amostra foi composta por 38 pacientes, sendo 24 (63,1%) do sexo feminino, com idade média de 66,1 anos (DP=10), predominantemente ASA III (23; 60,5%). A principal cirurgia realizada foi a retossigmoidectomia oncológica convencional (11; 28,9%). A maior incidência de dor foi observada no 1º pós-operatório, com relação significativa entre tempo de pós-operatório e faixa etária (p=0,032), diferenciando-se da presença de náuseas, com maior ocorrência no 2º pós-operatório. O principal dispositivo médico utilizado foi o cateter vesical de demora, seguido pelos drenos abdominais, os quais apresentaram uma relação com o tempo de internação (p=0,083). Quanto à avaliação do risco nutricional, a pontuação média da ASG-PPP foi de 10,84 (DP=7,18) na admissão e 16,18 (DP=5,23) na alta hospitalar. As principais intervenções realizadas pela equipe multiprofissional foram a prevenção de tromboembolismo venoso (34; 89,4%), deambulação (18; 47,3%) e reintrodução da dieta (14; 36,8%) no 1º PO. No momento da alta, os profissionais médicos informaram sobre o uso de medicações, tanto de forma escrita (32; 91,4%) quanto verbal (33; 94,2%), além de informações sobre cuidados com a incisão cirúrgica (22; 62,8%) e sobre o retorno ambulatorial (35; 100%). A incidência de complicações foi de 36,8%, sendo as principais a infecção de sítio cirúrgico (4; 10,52%) e reinternação (4; 10,52%). Conclusão: A faixa etária apresentou influência na presença de dor no período pós-operatório, com um declínio da condição nutricional no pós-operatório. As principais intervenções da equipe multiprofissional foram direcionadas às medidas preventivas para tromboembolismo venoso. Além disso, a reintrodução da dieta não ocorreu de forma precoce, conforme recomendado pelo protocolo ERAS.
Descrição
Palavras-chave
Cirurgia colorretal, Equipe de assistência ao paciente, Assistência perioperatória, Avaliação nutricional
Idioma
Português
Citação
SILVEIRA, RRPS. Desfechos perioperatórios de pacientes submetidos a cirurgia colorretal: coorte prospectiva. Orientadora: Cassiane de Santana Lemos. 2025. 61p. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2025.


