Publicação: A dinâmica territorial do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), no Pontal do Paranapanema-SP no contexto dos conflitos
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Data
2017-03-16
Autores
Orientador
Thomaz Junior, Antonio 

Coorientador
Pós-graduação
Geografia - FCT
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Se na origem o PAA é uma conquista dos movimentos sociais, desde sua criação, em 2 de julho 2003, pelo artigo 19 da Lei nº. 10.696, destacamos que o envolvimento dos trabalhadores, especialmente os assentados oriundos da luta pela terra, no Pontal do Paranapanema, demonstra capacidade de organização e de resposta à produção de alimentos, em contraposição aos interesses político-estratégico-econômicos do agrohidronegócio canavieiro. Ou seja, enquanto o capital se territorializa ilegalmente nas terras griladas que poderiam ser direcionadas para a criação de mais assentamentos rurais - e com isso ampliar ainda mais a oferta de alimentos de qualidade para a classe trabalhadora -, tem-se, consentaneamente à prática do monocultivo da cana-de-açúcar, o modelo de produção químico-dependente, que causa sérios riscos à saúde dos trabalhadores, das comunidades camponesas, da sociedade em geral e do meio ambiente. Sem contar que a escala dos desafios foram seriamente ampliadas com a decretação do fim do PAA ou da sua manutenção precária, como resposta da pressão exercida pelos latifundiários, grileiros e do grande capital, vinculados ao governo golpista, que não hesitam em destruir as conquistas dos trabalhadores.
Resumo (espanhol)
Desde su origen el Programa de Adquisición de Alimentos (PAA) es una conquista de los movimientos sociales, ratificada como política pública en el artículo 19 de la Ley Nº 10.696 del 2 de julio de 2003. En este contexto, esta disertación destaca la participación de los trabajadores, especialmente los asentados provenientes de la lucha por la tierra en el Pontal do Paranapanema (São Paulo, Brasil), demostrando su capacidad de organización y respuesta a la producción de alimentos, contraponiéndose a los intereses político-estratégicos-económicos del agrohidronegocio de la caña de azúcar. Asimismo presenta la contradicción existente entre el capital que se territorializa ilegalmente en tierras públicas ocupadas por latifundistas, las cuales podrían ser expropiadas y entregadas para la creación de más asentamientos rurales, y, en consecuencia, ampliar la oferta de alimentos de calidad para la clase trabajadora. En conclusión, se observa la legitimación de la práctica del monocultivo de la caña de azúcar como modelo de producción químico dependiente que causa serios riesgos a la salud de los trabajadores, las comunidades campesinas, la sociedad en general y el medio ambiente. Esto sin contar que la escala de los desafíos para la clase trabajadora fueron ampliadas con el corte y posible cierre burocrático del PAA desde 2015 o su mantenimiento precario, todo esto como respuesta a la presión ejercida por latifundistas, acaparadores de tierra y el gran capital, vinculados al gobierno golpista, que no escatiman en destruir las conquistas de los trabajadores.
Descrição
Idioma
Português