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Será? E se?: Compromissos de arte educação com a imaginação transformadora

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Orientador

Bredariolli, Rita Luciana Berti

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

São Paulo - IA - Artes Visuais

Título da Revista

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Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Este trabalho investiga o potencial da imaginação como uma força contra-paradigmática e transformadora, propondo compromissos éticos para a Arte-Educação. Parte da premissa de que o capitalismo, em articulação com a colonialidade, configura o paradigma dominante, operando como um "realismo capitalista" que naturaliza a si mesmo como a única alternativa viável, sufocando a capacidade de imaginar futuros alternativos. A pesquisa, de caráter teórico-bibliográfico, fundamenta-se em autores como Mark Fisher, Aníbal Quijano, Ursula K. Le Guin, Lev Vigotski e pensadores indígenas e quilombolas, como Nego Bispo. O estudo define a imaginação, com base na perspectiva histórico-cultural, não como fuga, mas como função psicológica superior essencial para a reelaboração criadora da realidade. Argumenta que a desvalorização social da imaginação está intrinsecamente ligada a lógicas colonialistas, racistas e produtivistas. Em oposição, são apresentadas cosmovisões não-hegemônicas, que praticam o "encantamento" e a "biointeratividade". Como eixo central, o trabalho defende que a Arte-Educação deve assumir o compromisso de fomentar uma imaginação transformadora, orientada por dois princípios: a Verdade, que implica uma leitura crítica dos imaginários midiáticos e a desconstrução de "imagens de controle" racistas; e a Diversidade, que visa a ampliação de repertórios por meio do acesso a culturas contra-hegemônicas, potencializando a subjetividade e a capacidade de criar novos mundos possíveis.

Resumo (inglês)

This work investigates the potential of imagination as a counter-paradigmatic and transformative force, proposing ethical commitments for Art Education. It departs from the premise that capitalism, in articulation with coloniality, constitutes the dominant paradigm, operating as a "capitalist realism" that naturalizes itself as the only viable alternative, suffocating the capacity to imagine alternative futures. The research, of a theoretical and bibliographic nature, is grounded in authors such as Mark Fisher, Aníbal Quijano, Ursula K. Le Guin, Lev Vygotsky, and Indigenous and quilombola thinkers like Nego Bispo. The study defines imagination, based on the historical-cultural perspective, not as an escape, but as a superior psychological function essential for the creative reworking of reality. It argues that the social devaluation of imagination is intrinsically linked to colonialist, racist, and productivist logics. In opposition, non-hegemonic worldviews that practice "enchantment" and "bio-interactivity" are presented. As a central axis, the work argues that Art Education must commit to fostering a transformative imagination, guided by two principles: Truth, which implies a critical reading of media imaginaries and the deconstruction of racist "controlling images"; and Diversity, which aims to expand repertoires through access to counter-hegemonic cultures, enhancing subjectivity and the capacity to create new possible worlds. It concludes that imagination is a vital tool for resistance and the construction of social alternatives, with the role of art education being to cultivate it collectively and committed to transformation.

Descrição

Palavras-chave

Arte na educação, Imaginação, Crítica, Pluralismo cultural

Idioma

Português

Citação

ALVES, Beatriz Carvalho Tavares. Será? E se?: Compromissos de arte educação com a imaginação transformadora. Orientadora: Rita Luciana Berti Bredariolli. 2025. 74 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Artes Visuais) – Instituto de Artes, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, São Paulo, 2025.

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