Avaliação da candidíase oral induzida por Candida albicans e Candida tropicalis em camundongos
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Data
Autores
Orientador
Mima, Ewerton Garcia de Oliveira 

Coorientador
Pavarina, Ana Claudia 

Dovigo, Lívia Nordi 

Pós-graduação
Odontologia - FOAR
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Resumo (português)
A candidíase bucal é a infecção fúngica mais frequente da cavidade oral, especialmente em indivíduos imunocomprometidos, representando um importante problema clínico devido à sua alta prevalência e recorrência. Modelos murinos têm sido amplamente utilizados para o estudo da patogênese da candidíase oral, permitindo a investigação controlada das interações entre o hospedeiro e o fungo, bem como a avaliação do comportamento de diferentes espécies de Candida. Por se tratar de uma infecção oportunista, a imunossupressão é considerada um dos principais fatores etiológicos para o desenvolvimento da candidíase bucal e constitui um elemento central na maioria dos modelos experimentais utilizados. Dentre as espécies do gênero Candida, Candida albicans é a mais frequentemente associada ao desenvolvimento de lesões clínicas na mucosa oral de humanos. No entanto, outras espécies não-albicans, como Candida tropicalis, também podem colonizar a cavidade oral humana, embora seu papel na indução de lesões ainda não esteja completamente elucidado. Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi avaliar a indução da candidíase oral em camundongos imunossuprimidos por diferentes cepas de C. albicans susceptível (ATCC 90028 e duas SC5314) e resistente ao fluconazol (ATCC 96901) e por C. tropicalis (ATCC 4563) e em associação (C. albicans e C. tropicalis), utilizando um modelo murino previamente estabelecido, com adaptações metodológicas. Para isso, 66 camundongos Swiss fêmeas foram imunossuprimidos com prednisolona e submetidos à inoculação oral das diferentes cepas fúngicas. A formação de lesões orais foi avaliada clinicamente ao longo do experimento e fotografadas, e a colonização fúngica foi determinada por meio da recuperação microbiológica da língua, com quantificação expressa em unidades formadoras de colônia por mililitro (UFC/mL), as línguas foram analisadas histologicamente de maneira descritiva. Os resultados demonstraram variação na capacidade de indução de lesões orais entre as cepas de C. albicans, incluindo diferenças marcantes entre cepas provenientes de laboratórios diferentes (SC5314). Em contraste, a cepa C. tropicalis apresentou colonização oral confirmada pela recuperação microbiológica, porém sem desenvolvimento de lesões macroscópicas detectáveis ao longo do período experimental. Conclui-se que a patogenicidade oral de Candida variou de acordo com a cepa utilizada, e que a colonização oral por C. tropicalis não implicou em manifestação clínica de candidíase oral neste modelo experimental.
Resumo (inglês)
Oral candidiasis is the most frequent fungal infection of the oral cavity, especially in immunocompromised individuals, representing an important clinical problem due to its high prevalence and recurrence. Murine models have been widely used to study the pathogenesis of oral candidiasis, allowing controlled investigation of host–fungus interactions as well as evaluation of the behavior of different Candida species. As an opportunistic infection, immunosuppression is considered one of the main etiological factors for the development of oral candidiasis and constitutes a central element in most experimental models employed. Among species of the genus Candida, Candida albicans is the one most frequently associated with the development of clinical lesions in the human oral mucosa. However, other non-albicans species, such as Candida tropicalis, may also colonize the human oral cavity, although their role in lesion induction remains incompletely elucidated. In this context, the aim of the present study was to evaluate the induction of oral candidiasis in immunosuppressed mice by different strains of fluconazole-susceptible C. albicans (ATCC 90028 and two SC5314 strains), a fluconazole-resistant C. albicans strain (ATCC 96901), and C. tropicalis (ATCC 4563), as well as by their association (C. albicans and C. tropicalis), using a previously established murine model with methodological adaptations. For this purpose, sixty-six female Swiss mice were immunosuppressed with prednisolone and orally inoculated with the different fungal strains. The development of oral lesions was clinically assessed throughout the experimental period and documented photographically. Fungal colonization was determined by microbiological recovery from the tongue, with quantification expressed as colony-forming units per milliliter (CFU/mL). Tongue samples were subjected to descriptive histological analysis. The results demonstrated variation in the ability to induce oral lesions among C. albicans strains, including marked differences between strains originating from different laboratories (SC5314). In contrast, C. tropicalis showed confirmed oral colonization based on microbiological recovery but did not induce detectable macroscopic lesions throughout the experimental period. It is concluded that the oral pathogenicity of Candida varied according to the strain used, and that oral colonization by C. tropicalis did not result in clinical manifestation of oral candidiasis in this experimental model.
Descrição
Palavras-chave
Candidíase bucal, Candida albicans, Candida tropicalis, Candidiasis, oral, Candida albicans, Candida tropicalis
Idioma
Português
Citação
Jerez, JR. Avaliação da candidíase oral induzida por Candida albicans e Candida tropicalis em camundongos [Dissertação de mestrado]. Araraquara: Faculdade de Odontologia da UNESP; 2026.


