Implicações geopolíticas do emprego da inteligência artificial em cenários de segurança
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Data
Autores
Orientador
Deu, Marianna Braghini Deus 

Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Franca - FCHS - Relações Internacionais
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
O trabalho analisa as implicações geopolíticas do emprego da inteligência artificial em cenários de segurança pública, com ênfase no contexto brasileiro e nas transformações provocadas pelo uso dessas tecnologias nas relações entre Estado, sociedade e empresas privadas. Partindo da problemática de que a inteligência artificial não é usada apenas como uma ferramenta objetiva, mas como um instrumento de poder político e econômico, a pesquisa busca compreender de que forma sua aplicação em políticas públicas de segurança acaba aprofundando a dependência tecnológica e a vulnerabilidade geopolítica. O estudo utiliza abordagem qualitativa, fundamentada em revisão bibliográfica e análise documental. A pesquisa tem como objeto de estudo o uso da inteligência artificial aplicada à segurança pública de São Paulo, com foco na atuação do conglomerado de defesa dos Emirados Árabes Unidos, EDGE Group, e sua participação em projetos de segurança como o Muralha Paulista. O trabalho foi estruturado em três partes: a primeira discute os fundamentos teóricos e históricos da inteligência artificial e aborda conceitos como o Capitalismo de Vigilância de Shoshana Zuboff, a interdependência complexa de Joseph Nye e Robert Keohane e o colonialismo de dados de Couldry e Mejias; a segunda apresenta uma análise dos principais sistemas de vigilância em São Paulo, como o Detecta, o City Câmeras, o Smart Sampa e o Muralha Paulista; e, por fim, a terceira examina a atuação do EDGE Group no Brasil e os impactos da sua atuação sobre a soberania digital e a segurança nacional. As conclusões indicam que, embora a inteligência artificial seja apresentada como uma solução para desafios da segurança pública, sua adoção reproduz desigualdades sociais e reforça a dependência brasileira em relação a empresas estrangeiras, configurando um novo tipo de colonialismo tecnológico que desloca o eixo do poder e compromete a soberania dos países do Sul Global.
Resumo (inglês)
The study analyzes the geopolitical implications of employing artificial intelligence in security contexts, with an emphasis on the Brazilian scenario and the transformations brought about by the use of these technologies in the relations between the State, society, and private companies. Based on the promise that artificial intelligence is not merely a tool but a political and economic instrument of power, the research seeks to understand how its application in public security policies deepens technological dependence and geopolitical vulnerability. The study adopts a qualitative approach, grounded in bibliographic review and documentary analysis. Its object of study is the use of artificial intelligence applied to public security in São Paulo, focusing on the participation of the United Arab Emirates defence conglomerate, EDGE Group, in security projects such as Muralha Paulista. The work is structured into three parts: the first discusses the theoretical and historical foundations of artificial intelligence and addresses concepts such as Shoshana Zuboff’s Surveillance Capitalism, Joseph Nye and Robert Keohane’s Complex Interdependence, and Couldry and Mejias’s Data Colonialism; the second presents an analysis of São Paulo’s main surveillance systems, including Detecta, City Câmeras, Smart Sampa and Muralha Paulista; and finally, the third examines the role of EDGE Group in Brazil and the impacts of its activities on digital sovereignty and national security. The conclusions indicate that, although artificial intelligence is presented as a solution to public security challenges, its adoption reproduces social inequalities and reinforces Brazil’s dependence of foreign companies, shaping a new form of technological colonialism that shifts the axis of power and undermines the sovereignty of Global South countries.
Descrição
Palavras-chave
Inteligência artificial, Segurança pública, Geopolítica, Brasil, Vigilância eletrônica, Artificial intelligence, Public security, Geopolitics, Electronic surveillance
Idioma
Português
Citação
FIGUEIREDO, Bárbara. Implicações Geopolíticas do Emprego da Inteligência Artificial em Cenários de Segurança. Orientadora: Marianna Braghini Deus Deu. 2025. 47 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Relações Internacionais ) – Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Estadual Paulista, Franca, 2025.


