Associação entre disfunção temporomandibular dolorosa e hábitos de sono: estudo de caso-controle
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Data
Autores
Orientador
Fernandes, Giovana 

Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Araraquara - FOAR - Odontologia
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Nos últimos anos, cresce a atenção aos hábitos de sono inadequados e seus impactos no sono. Pacientes com DTM dolorosa frequentemente relatam sono não restaurador e despertares frequentes, mas ainda pouco se sabe sobre os hábitos de sono praticados por esses indivíduos. Este estudo teve como objetivo investigar a associação entre DTM dolorosa e as características e hábitos de sono. A amostra foi composta por 60 participantes, com média de idade de 21,8 anos, com predominância do sexo feminino (70%). Não foram observadas diferenças estatísticas entre os grupos em relação à idade (p = 0,323) e gênero (p = 0,091). O grupo caso apresentou maior frequência de sintomas de ansiedade (83,3% vs. 53,3%; p = 0,012) e depressão (80% vs. 43,3%; p = 0,003) em relação ao controle. O grupo com DTM apresentou menor eficiência (3,3% vs. 30%; p = 0,006) e pior qualidade (96,7% vs. 70%; p = 0,012) do sono. Análises adicionais mostraram que maiores índice de higiene do sono (pior higiene do sono) foi associado a pior qualidade (p=0,038) e menor eficiência (p = 0,038) do sono. Participantes com DTM relataram mais frequentemente horários irregulares para dormir (p = 0,038) e permanecer na cama além do necessário (p = 0,037). A análise pós-hoc do poder amostral foi adequado para diferenças moderadas a grandes (87%), mas insuficiente para pequenas (47%). Os resultados evidenciaram que pacientes com DTM dolorosa apresentam pior qualidade e menor eficiência do sono. Assim, tais achados reforçam a importância de investigar padrões de sono em indivíduos com DTM dolorosa, além de apontar a necessidade de estratégias terapêuticas direcionadas.
Resumo (inglês)
In recent years, there has been increasing attention to poor sleep habits and their impact on sleep. Patients with painful TMD often report non-restorative sleep and frequent awakenings, but little is known about their sleep habits. This study aimed to investigate the association between painful TMD and sleep characteristics and habits. The sample consisted of 60 participants, with a mean age of 21.8 years, and a predominance of females (70%). No statistical differences were observed between the groups regarding age (p = 0.323) or gender (p = 0.091). The case group had a higher frequency of symptoms of anxiety (83.3% vs. 53.3%; p = 0.012) and depression (80% vs. 43.3%; p = 0.003) compared to the control group. The TMD group had lower sleep efficiency (3.3% vs. 30%; p = 0.006) and worse sleep quality (96.7% vs. 70%; p = 0.012). Additional analyses showed that a higher sleep hygiene index (worse sleep hygiene) was associated with poorer sleep quality (p = 0.038) and lower sleep efficiency (p = 0.038). Participants with TMD more frequently reported irregular bedtimes (p = 0.038) and staying in bed longer than necessary (p = 0.037). Post-hoc power analysis was adequate for moderate to large differences (87%), but insufficient for small differences (47%). The results showed that patients with painful TMD have poorer sleep quality and lower sleep efficiency. These findings reinforce the importance of investigating sleep patterns in individuals with painful TMD and highlight the need for targeted therapeutic strategies.
Descrição
Palavras-chave
Transtornos da articulação temporomandibular, Sono, Dor, Qualidade do sono, Higiene do sono, Temporomandibular joint disorders, Sleep, Pain, Sleep quality, Sleep hygiene
Idioma
Português

