Efeitos do treinamento físico combinado nos níveis musculares do fator de crescimento endotelial de vasos (VEGF) em ratos tratados com dexametasona
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Data
Autores
Orientador
Amaral, Sandra Lia.
Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Bauru - FC - Educação Física
Título da Revista
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Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Resumo (português)
A Dexametasona (DEX) é um glicocorticóide sintético amplamente utilizado na prática clínica, com potente efeito anti-inflamatório, antialérgico e imunossupressor, porém, seu uso
crônico está associado às alterações hemodinâmicas, vasculares e musculares, incluindo aumento da rigidez arterial, rarefação de capilares, atrofia muscular e aumento da pressão
arterial (PA) podendo, inclusive, levar a um quadro de Hipertensão Secundária. O Treinamento Físico combinado (TFC), por outro lado, é uma estratégia não farmacológica importante no controle de patologias e efeitos colaterais de medicamentos e, neste sentido, vários estudos demonstram que a prática de exercícios físicos aeróbios pode atenuar os efeitos
colaterais da DEX, porém pouco se sabe sobre os efeitos do TFC na PA, rigidez arterial e rarefação de capilares na musculatura esquelética de animais tratados com DEX. Assim, este
estudo investigou os efeitos do treinamento físico combinado (TFC) na pressão arterial sistólica (PAS), na velocidade de onda de pulso (VOP) e na expressão de VEGF na
musculatura esquelética de animais tratados com DEX. Os animais foram submetidos a um protocolo de treinamento físico combinado, aeróbio e resistido em dias alternados, por 10
semanas, 5 dias por semana, 1h por dia, a 60% da capacidade física máxima. Durante as duas últimas semanas os ratos foram tratados com DEX. A PAS e VOP foram analisadas em 4
momentos distintos: na primeira, na quarta, na oitava semana e na décima semana de treinamento. O músculo tibial anterior foi retirado para análises de fator de crescimento de
vasos (VEGF). O tratamento com DEX aumentou significativamente tanto a PAS (21,61%) quanto para a VOP (+21,74%) dos animais sedentários, comparados aos sedentários controles.
Pode-se observar no final do protocolo experimental que o grupo treinado e tratado com DEX apresentou valores de PAS menores que o grupo SD (130,69 ± 2,41 vs 152,99 ± 2,90 mmHg,
para TD vs SC respectivamente, p<0,05). Da mesma forma, os valores de VOP no grupo TD foram menores que no grupo SD (4,89 ± 0,14 vs 6,13 ± 0,18 m/s, para TD vs SC
respectivamente, p<0,05). Os valores de VEGF no músculo tibial anterior não foram significativamente diferentes entre os grupos. Conclusão: Em síntese, nossos resultados
mostram que o tratamento com DEX induz hipertensão arterial e aumento da rigidez arterial, enquanto o treinamento físico combinado, realizado previamente ao tratamento, é capaz de
atenuar significativamente tais alterações, independente da expressão de VEGF na microcirculação, preservando a função cardiovascular e a capacidade física dos animais. Esses achados reforçam a importância do exercício físico como estratégia terapêutica complementar em situações clínicas que envolvem o uso prolongado de glicocorticoides e o risco de
disfunções cardiovasculares.
Resumo (inglês)
Dexamethasone (DEX) is a synthetic glucocorticoid widely used in clinical practice, with potent anti-inflammatory, antiallergic, and immunosuppressive effects. However, its chronic
use is associated with hemodynamic, vascular, and muscular alterations, including increased arterial stiffness, capillary rarefaction, muscle atrophy, and blood pressure (BP), which may
even lead to secondary hypertension. Combined physical training (T), on the other hand, is an important non-pharmacological strategy for managing pathologies and mitigating the side
effects of medications. In this regard, several studies have shown that aerobic exercise can attenuate the adverse effects of DEX; however, little is known about the effects of T on BP
and arterial stiffness in animals treated with DEX. Thus, this study investigated the effects of combined physical training (T) on systolic blood pressure (SBP), pulse wave velocity (PWV)
and muscle VEGF expression in animals treated with DEX. The animals underwent a combined training protocol consisting of alternating aerobic and resistance exercises for 10
weeks, 5 days per week, 1 hour per day, at 60% of their maximal physical capacity. During the last two weeks, the rats were treated with DEX. SBP and PWV were measured at four
distinct time points: in the first, fourth, eighth, and tenth weeks of training. The tibialis anterior muscle was collected for analyses of vascular endothelial growth factor (VEGF).
DEX treatment significantly increased both SBP (+21.61%) and PWV (+21.74%) in sedentary animals compared with sedentary controls. At the end of the experimental protocol,
it was observed that the trained group treated with DEX showed lower SBP values than the sedentary DEX-treated group (130.69 ± 2.41 vs. 152.99 ± 2.90 mmHg for TD vs. SD,
respectively; p < 0.05). Similarly, PWV values were lower in the TD group compared with the SD group (4.89 ± 0.14 vs. 6.13 ± 0.18 m/s for TD vs. SD, respectively; p < 0.05). VEGF
levels in the tibialis anterior muscle were not significantly different between groups. In summary, our results show that DEX treatment induces arterial hypertension and increased
arterial stiffness, whereas combined physical training, performed prior to treatment, can significantly attenuate these alterations, independent of VEGF expression, preserving
cardiovascular function and physical capacity in the animals. These findings reinforce the importance of physical exercise as a complementary therapeutic strategy in clinical situations
involving prolonged glucocorticoid use and the risk of cardiovascular dysfunctions.
Descrição
Palavras-chave
Glicocorticoides, Treinamento Físico, Hipertensão, Enrijecimento Arterial
Idioma
Português
Citação
LUCAS, Tomas de Arruda. Efeitos do treinamento físico combinado nos níveis musculares do fator de crescimento endotelial de vasos (VEGF) em ratos tratados com dexametasona. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Educação Física) – Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Bauru, 2025.


