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Eliminando alumínio (Al) através da casca: a estratégia de espécies não acumuladoras de Al do Cerrado

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Orientador

Habermann, Gustavo

Coorientador

Timpone, Luá Taibo

Pós-graduação

Curso de graduação

Rio Claro - IB - Ecologia

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

O alumínio (Al) é tóxico para a maioria das plantas, inibindo o crescimento das raízes em espécies sensíveis. No entanto, o Cerrado brasileiro prospera em solos ácidos (pH < 5,0) com alta saturação de Al (m% > 70%). Essas condições podem influenciar a vegetação lenhosa do Cerrado, que é categorizada em dois grupos: espécies acumuladoras e não acumuladoras de Al. As espécies acumuladoras de Al armazenam Al em suas folhas sem apresentar sintomas de toxicidade, enquanto as espécies não acumuladoras não o fazem, e seus mecanismos de tolerância ainda não estão claros. Estudos anteriores sobre Miconia albicans (Melastomataceae), uma espécie acumuladora de Al, revelaram uma maior concentração de Al na casca em comparação com as folhas, sugerindo uma possível eliminação de Al através de órgãos senescentes. Para testar a hipótese de eliminação de Al por meio de um órgão senescente, a casca, medimos a concentração do elemento em folhas maduras e casca do tronco de onze espécies arbóreas e arbustivas não acumuladoras de Al, de remanescentes de Cerrado sensu stricto em Itirapina, Mogi Guaçu e Águas de Santa Bárbara. Os resultados confirmaram a elevada acidez e saturação por Al dos solos estudados e revelaram que, em dez das 18 amostras avaliadas, as concentrações de Al foram significativamente maiores na casca do que nas folhas, indicando que, para a maioria das espécies analisadas, a casca pode desempenhar papel relevante na compartimentalização ou eliminação do alumínio.

Resumo (inglês)

Aluminum (Al) is toxic to most plants, inhibiting root growth in sensitive species. However, the Brazilian Cerrado thrives in acidic soils (pH < 5.0) with high Al saturation (m% > 70%). These conditions may influence the woody vegetation of the Cerrado, which is categorized into two groups: Al-accumulating and non-accumulating species. Al-accumulating species store Al in their leaves without showing symptoms of toxicity, while non-accumulating species do not, and their tolerance mechanisms are still unclear. A previous study on Miconia albicans (Melastomataceae), an Al-accumulating species, revealed a higher concentration of Al in the bark compared to the leaves, suggesting possible Al elimination through senescent organs. To test the hypothesis of Al elimination through a senescent organ, the bark, we measured the concentration of the element in mature leaves and trunk bark of eleven non-Al-accumulating tree and shrub species from remnants of cerrado sensu stricto in Itirapina, Mogi Guaçu, and Águas de Santa Bárbara. The results confirmed the high acidity and Al saturation of the soils studied and revealed that, in ten of the 18 samples evaluated, Al concentrations were significantly higher in the bark than in the leaves, indicating that, for most of the species analyzed, the bark may play an important role in the compartmentalization or elimination of aluminum.

Descrição

Palavras-chave

Alumínio, Casca, Cerrado, Eliminação, Aluminum, Bark, Elimination

Idioma

Português

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