Inteligência artificial em obras de arte interativas: uma abordagem sobre agência
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Data
Autores
Orientador
Leote, Rosangella 

Coorientador
Pós-graduação
Artes - IA
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Esta pesquisa tem como objetivo investigar como diferentes concepções de agência podem contribuir para a compreensão do uso de inteligência artificial (IA) em obras de arte interativas. A dissertação parte da hipótese de que a agência em arte interativa é um fenômeno complexo e só pode ser melhor compreendida quando analisada por diferentes abordagens teóricas, que contemplem seu caráter distribuído e relacional entre artista, obra e interator, sem perder de vista a importância da intencionalidade do artista nessa construção. A metodologia adotada combina análise teórica e prática artística, com ênfase na criação da instalação Criaturas, que utiliza IA simbólica para simular comportamentos responsivos a partir da interação com o público. O referencial teórico articula abordagens filosóficas da agência, incluindo a teoria padrão de agência intencional, e concepções derivadas da cibernética de segunda ordem, como a agência distribuída e a agência mínima. Também são mobilizados autores da inteligência artificial, da estética interativa e das artes digitais para contextualizar a pesquisa a partir das teorias da IA e da arte interativa, bem como apresenta uma relação comparativa sobre o conceito de senso de agência da neurociência e da cognição corporal, a proposta de senso de agência de Janet Murray. A obra Criaturas é analisada como estudo de caso prático, integrando poética, técnica e conceituação. Sua proposta estética e interativa permite discutir a emergência de comportamentos estéticos que evocam agência, ainda que sem intencionalidade autônoma. Como resultado, propõe-se a noção de "agência fraca", entendida como uma forma específica de agência das máquinas na arte interativa, em que a intencionalidade do artista é projetada em estruturas funcionais (programas e mecanismos) que conferem aos sistemas artificiais uma autonomia simulada. Esse modelo teórico-prático contribui para futuros estudos em arte e tecnologia ao oferecer possibilidades conceituais para a análise e criação de obras interativas mediadas por IA.
Resumo (inglês)
This research aims to investigate how different conceptions of agency can contribute to the understanding of the use of artificial intelligence (AI) in interactive artworks. The dissertation is based on the hypothesis that agency in interactive art is a complex phenomenon and can only be better understood when analyzed through multiple theoretical approaches that consider its distributed and relational nature among artist, artwork, and interactor, without losing sight of the importance of the artist's intentionality in this construction.The methodology combines theoretical analysis and artistic practice, with emphasis on the creation of the installation Criaturas, which uses symbolic AI to simulate responsive behaviors based on audience interaction. The theoretical framework brings together philosophical approaches to agency, including the standard theory of intentional agency, and conceptions derived from second-order cybernetics, such as distributed agency and minimal agency.Authors from the fields of artificial intelligence, interactive aesthetics, and digital arts are also engaged to contextualize the research within theories of AI and interactive art. Additionally, a comparative discussion is presented on the concept of sense of agency from neuroscience and embodied cognition, as well as Janet Murray’s proposal on sense of agency.Criaturas is analyzed as a practical case study, integrating poetics, technique, and conceptual framework. Its aesthetic and interactive proposal enables the discussion of the emergence of aesthetic behaviors that evoke agency, even in the absence of autonomous intentionality. As a result, the notion of "weak agency" is proposed, understood as a specific form of agency attributed to machines in interactive art, in which the artist's intentionality is projected onto functional structures (programs and mechanisms) that grant artificial systems a simulated autonomy.This theoretical and practical model contributes to future studies in art and technology by offering conceptual tools for the analysis and creation of interactive works mediated by AI.
Descrição
Palavras-chave
Arte interativa, Inteligência artificial, Arte e tecnologia, Arte por computador, Arte e filosofia, Agente (Filosofia), Intencionalidade (Filosofia)
Idioma
Português
Citação
SIMÕES, Cristiane Duarte Siebra. Inteligência artificial em obras de arte interativas : uma abordagem sobre agência. Orientadora: 2025. 95 f. Rosangela da Silva Leote. Dissertação (Mestrado em Artes) – Instituto de Artes, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, São Paulo, 2025.

