Publicação:
Padronização de um teste de ELISA indireto com peptídeo sintético para diagnóstico sorológico da Anemia Infecciosa Equina

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Data

2025-02-27

Orientador

Araujo Junior, João Pessoa

Coorientador

Malossi, Camila Dantas
Basso, Caroline Rodrigues

Pós-graduação

Medicina Veterinária - FMVZ

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (inglês)

Equine infectious anemia (EIA) is a disease of great importance in equine health management; it is cosmopolitan and non-zoonotic, with no treatment or vaccines available. Affected equines may exhibit nonspecific clinical signs or remain asymptomatic and persistently infected, contributing to the persistence of the disease in the environment and underscoring the need for preventive measures to combat it. Previous studies analyzing the genetic variability of the Lentivirus equine in the Brazilian Pantanal, the causative agent of EIA, enabled the mapping and identification of epitopes in the region encoding its structural protein p26 using the spot synthesis technique. Five peptides (gp26) with 31, 42, 21, 22, and 26 amino acids, respectively, were synthesized and used as antigens in an indirect ELISA assay based on WOAH recommendations. Among these, the 42 amino-acid peptide proved most suitable for the reaction and was used as the antigen in this assay. The results demonstrated a relative sensitivity of 98.3%, a relative specificity of 84.52%, and positive (6.77) and negative (0.02) likelihood ratios, indicating good ability to detect the presence or absence of infection. The assessment of repeatability between operators showed a Pearson correlation of 0.905 and R² of 0.82, demonstrating good consistency, despite small variations, so that it is suitable for use in association with other existing tests to improve diagnostic sensitivity and specificity.

Resumo (português)

A Anemia infecciosa equina (AIE) é uma doença de grande importância na equinocultura, é cosmopolita e não zoonótica, não há tratamento ou vacinas disponíveis. Os equinos afetados podem apresentar sinais clínicos inespecíficos ou serem assintomáticos e persistentemente infectados, favorecendo a manutenção da enfermidade no ambiente e intensificando a necessidade da adoção de medidas preventivas para combatê-la. Estudos pregressos que analisaram a variabilidade genética do vírus Lentivírus equinfane no Pantanal Brasileiro, agente causador da AIE, possibilitaram mapear e identificar, com uso da técnica de spot sintetisis, alguns epítopos na região que codifica sua proteína estrutural p26. Foram sintetizados 5 peptídeos (gp26) com 31, 42, 21, 22 e 26 aminoácidos respectivamente, utilizados como antígenos em um ensaio de ELISA indireto baseado nas recomendações da WOAH. Dentre estes, o peptídeo de 42 aminoácidos se mostrou mais adequado a reação, sendo utilizado como antígeno neste ensaio. Os resultados obtidos demonstraram sensibilidade relativa de 98,3%, especificidade relativa de 84,52%, e valores de verossimilhança positivo de 6,77 e negativo 0,02, indicando boa capacidade para detectar a presença ou ausência da infecção. O teste apresentou concordância substancial com o padrão ouro (kappa = 0,673), validando seu uso como ferramenta diagnóstica complementar. Além da comparação global com outros testes de triagem, também foram obtidos resultados individuais para cada um desses testes, reforçando a robustez da metodologia. A avaliação da repetibilidade entre operadores mostrou uma correlação de Pearson de 0,905 e R² de 0,82, evidenciando boa consistência, apesar de pequenas variações, de modo que ele seja apto a ser utilizado em associação a outros testes já existentes para melhoria da sensibilidade e especificidade diagnósticas.

Descrição

Idioma

Português

Como citar

ALENCAR, Gabriela Santos. Padronização de um teste de ELISA indireto com peptídeo sintético para diagnóstico sorológico da Anemia Infecciosa Equina. Orientador(a): João Pessoa Araujo Junior. Coorientador(a): Camila Dantas Malossi. Coorientador(a): Caroline Rodrigues Basso. 2025. Dissertação (Mestrado em Medicina Veterinária) - Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2025.

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