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Respostas produtivas e metabólicas de bovinos em pastejo suplementados com isoácidos e ureia

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Orientador

Resende, Flávio Dutra de

Coorientador

Pós-graduação

Ciência Animal - FCAV

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Objetivou-se compreender como isoácidos interagem com o nível de ureia do suplemento e seus efeitos sobre o desempenho, características de carcaça, consumo voluntário, digestibilidade e metabolismo de bovinos Nelore terminados a pasto. O estudo foi dividido em dois experimentos: no Experimento 1, oitenta bovinos Nelore não castrados foram alocados em área de Urochloa brizantha cv. Marandu para avaliação do desempenho produtivo e características de carcaça. Os tratamentos foram designados às unidades experimentais (piquetes) segundo delineamento em blocos casualizados, utilizando o peso inicial como fator de blocagem. No Experimento 2, 8 bovinos Nelore castrados e fistulados no rúmen foram alocados em baias individuais e alimentados com feno de Urochloa brizantha cv. Marandu para avalição do consumo voluntário, digestibilidade e respostas metabólicas, em delineamento quadrado latino 4 × 4 completo e duplicado. O estudo foi realizado em esquema fatorial 2 × 2, sendo Fator 1: suplemento com teor de ureia de 3,1% ou 5,7%; e Fator 2: suplemento sem inclusão ou com inclusão de aditivo composto por sais de ácidos graxos de cadeia ramificada (Isomix®, Suprikem, Limeira, SP, Brasil) na dose de 2,5 g/kg de suplemento. Os suplementos foram fornecidos na quantidade de 3 g/kg de peso corporal. Interação entre teor de ureia e inclusão de isoácidos (P<0,03) foi observada no peso corporal final (Pf), ganho médio diário (GMD) e peso de carcaça quente (PCQ). Os isoácidos aumentaram o GMD em 100 g/d quando adicionados ao suplemento com alta ureia, resultando em maior Pf e PCQ nesse grupo. O consumo de MS de feno e MS total não foram alterados (P≥0,29) pelos tratamentos. Interação entre teor de ureia e inclusão de isoácidos (P<0,09) foi observada na digestibilidade da FDN, com maior digestibilidade quando isoácidos foram adicionados no suplemento com alta ureia, em comparação à adição no suplemento com baixa ureia. Não foi observado efeito de tratamento na excreção fecal e urinária de N e na retenção de N (P>0,10). A concentração de AGV, pH e proporção molar de acetato não foram diferentes entre os tratamentos (P≥0,12), e interação entre teor de ureia e inclusão de isoácidos (P<0,02) foi observada na concentração de nitrogênio amoniacal ruminal. Interação entre teor de ureia e inclusão de isoácidos (P<0,04) foi observada na concentração de nitrogênio ureico no soro. Interação entre teor de ureia e inclusão de isoácidos (P<0,10) foi observada na concentração plasmática de aminoácidos totais, aminoácidos não essenciais, histidina, treonina, aspartato, glutamato, prolina + asparagina, serina, ornitina e citrulina. Em todos os casos, a concentração foi aumentada com adição de isoácidos no suplemento com alta ureia, mas permaneceu inalterada com a adição no suplemento com baixa ureia. Efeito de inclusão de isoácidos (P<0,04) foi observado na alanina, com aumento na concentração com a adição de isoácidos. O desempenho produtivo superior observado quando isoácidos são incluídos em suplemento com alta ureia pode ser atribuído à melhora do status de N e do estado anabólico geral no metabolismo animal, observados pela maior concentração de nitrogênio amoniacal ruminal, nitrogênio ureico no soro e aminoácidos plasmáticos, ao mesmo tempo em que a excreção de N na urina não foi aumentada. As respostas produtivas e metabólicas ao fornecimento de isoácidos para bovinos alimentados com gramíneas tropicais são dependentes do nível de ureia do suplemento, de modo que benefícios no desempenho são observados somente com maior nível de ureia. Ademais, a suplementação com isoácidos em baixa dose apresenta potencial para aumentar o aproveitamento da fibra e melhora o estado anabólico geral dos animais, efeitos também condicionados à composição do suplemento.

Resumo (inglês)

This study aimed to evaluate how isoacids interact with the urea content of the supplement and their effects on performance, carcass traits, voluntary intake, digestibility, and metabolism of Nellore cattle finished on pasture. The study was divided into two experiments. In Experiment 1, eighty non-castrated Nellore bulls were allocated to Urochloa brizantha cv. Marandu paddocks for the evaluation of productive performance and carcass traits. Treatments were assigned to experimental units (paddocks) in a randomized block design, using initial body weight as the blocking factor. In Experiment 2, eight rumen-fistulated, castrated Nellore steers were allocated to individual pens and fed Urochloa brizantha cv. Marandu hay to evaluate voluntary intake, digestibility, and metabolic responses, in a duplicated 4 × 4 Latin square design. The study followed a 2 × 2 factorial arrangement, with Factor 1: supplement containing 3.1% or 5.7% urea; and Factor 2: supplement without or with inclusion of an additive composed of branched-chain fatty acid salts (Isomix®, Suprikem, Limeira, SP, Brazil) at 2.5 g/kg of supplement. Supplements were provided at 3 g/kg of body weight. An interaction between urea level and isoacids inclusion (P<0.03) was detected for final body weight, average daily gain (ADG), and hot carcass weight. The inclusion of isoacids increased ADG by 100 g/d when added to the high-urea supplement, resulting in greater final weight and carcass weight in this group. Hay DMI and total DMI were not affected (P≥0.29). An interaction between urea level and isoacids inclusion (P<0.09) was observed for NDF digestibility, with higher digestibility when isoacids were added to the high-urea supplement, compared to the low-urea supplement. No treatment effect was observed on fecal and urinary N excretion and N retention (P>0.10). Total VFA concentration, ruminal pH, and molar proportion of acetate did not differ among treatments (P≥0.12). An interaction between urea level and isoacids inclusion (P<0.02) was observed for ruminal ammonia–N concentration. An interaction between urea level and isoacids inclusion (P < 0.04) was observed for serum urea–N concentration. An interaction (P < 0.10) was also observed for plasma concentrations of total amino acids, non-essential amino acids, histidine, threonine, aspartate, glutamate, proline + asparagine, serine, ornithine, and citrulline. In all cases, concentrations increased when isoacids were added to the high-urea supplement, but remained unchanged in the low-urea supplement. The inclusion effect of isoacids (P<0.04) was detected for alanine. The superior productive performance observed when isoacids were included in the high-urea supplement may be attributed to improvements in N status and the overall anabolic state of the animals, as indicated by greater ruminal ammonia–N, serum urea–N, and plasma amino acid concentrations, while urinary N excretion remained unchanged. Productive and metabolic responses to isoacid supplementation in cattle fed tropical grasses depend on the urea level in the supplement, with performance benefits observed only at higher urea concentrations. Moreover, low-dose isoacid supplementation has the potential to improve fiber utilization and enhance the overall anabolic status of the animals, effects that are also influenced by supplement composition.

Descrição

Palavras-chave

Ácidos graxos, Aminoácidos na nutrição animal, Bovinos Nelore, Isovalerato

Idioma

Português

Citação

DOMINGOS, B. R. Respostas produtivas e metabólicas de bovinos em pastejo suplementados com isoácidos e ureia. 2025. 51p. Dissertação (Mestrado em Ciência Animal) –Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Jaboticabal, 2025.

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Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias
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Campus: Jaboticabal


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